Marconi se consolida como líder nacional entre governadores

Ao cumprir agendas oficiais em Brasília e São Paulo, o governador de Goiás se firmou como principal nome da busca por soluções para o enfrentamento à crise econômica nacional

Marconi Perillo durante abertura do Conselho Empresarial da América Latina, em Buenos Aires

Marconi Perillo durante abertura do Conselho Empresarial da América Latina, em Buenos Aires

Alexandre Parrode

A trajetória que vem consolidando o governador de Goiás, Marconi Pe­rillo (PSDB), como uma das principais lideranças políticas em âmbito nacional avançou dois degraus nesta semana. Ao cumprir agendas oficiais em Brasília e São Paulo, o tucano goiano se firmou como um dos líderes para a discussão do principal assunto do momento no Brasil: a busca de soluções para o enfrentamento à crise econômica.

Na terça-feira, 22, Mar­coni liderou um grupo de 22 governadores em reunião com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), em Brasília, para discussão sobre a situação econômica dos estados. Um dia depois, na quarta-fei­ra, 23, como presidente do Fórum de Gover­nadores do Brasil Central, o governador de Goiás foi empossado como conselheiro permanente do Movimento Brasil Competitivo, uma das maiores organizações político-econômicas do país.

Em Brasília, para se ter ideia da dimensão do encontro, além de Marconi, participaram da reunião com o presidente Temer os governadores Camilo Santana (PT-CE), Confúcio Moura (PMDB-RO), Fer­nando Pimentel (PT-MG), Flá­vio Dino (PC do B-MA), Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Jackson Barreto (PMDB-SE), Raimundo Colombo (PSD-SC), José Melo (PROS-AM), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Marcelo Miranda (PMDB-TO), Paulo Câmara (PSB-PE), Pedro Taques (PSDB-MT), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Ricardo Coutinho (PSB-PB), Rui Cos­ta (PT-BA), Simão Jatene (PSDB-PA), Suely Campos (PP-RR), Tião Viana (PT-AC), Waldez Góes (PDT-AP), José Ivo Sartori (PMDB-RS), Wellington Dias (PT-PI) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Os ministros Henrique Mei­rel­­les (Fazenda) e Dyogo de Oliveira (Planejamento), a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, e o secretário-executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, também estiveram na reunião, assim como os presidentes do Se­nado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ao fim da audiência liderada por Marco­ni, a equipe econômica do governo federal decidiu elaborar um documento com as demandas dos governadores para ser analisada pelo presidente Temer e seus principais auxiliares administrativos. Dentre elas, como adiantou Marconi, está a securitização da dívida ativa, a liberação de uma fatia maior da multa dos recursos da repatriação e mudanças nos parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Desde o mês de maio, quando o presidente peemedebista as­sumiu como interino a Presi­dên­cia da República, o governador Marconi Perillo tem ido a Brasília para participar de audiências com o presidente e com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discutir a situação fiscal dos estados. Com a reunião de hoje, Marconi já foi oito vezes a Bra­sília para debater questões como a renegociação dessas dívidas.

Em dois desses encontros, liderou comitiva de governadores. Em junho, foi selado o acordo de renegociação, com alongamento das dívidas por 20 anos. Graças ao acordo, Goiás deixará de pagar à União neste ano algo em torno de R$ 1 bilhão, dos R$ 17 bilhões estimados de sua dívida.

Semana decisiva

Ao criar o Fórum dos Go­vernadores do Brasil Central, em 2015, e encabeçar rotineiramente reuniões políticas e administrativas com chefes dos Executivos estaduais, Marconi uniu o Brasil em torno da discussão de saídas para a crise, usando as iniciativas em Goiás como referência, e conquistou vaga em um espaço restrito de destaque político. Em outras palavras, abriu a porta para um caminho de ascensão cada vez maior.

A mais recente comprovação de que Goiás subiu pelo menos uma centena de degraus na relação de importância entre estados foi anunciada pelo próprio governador de Goiás, durante evento realizado pelo Conselho Empresarial da América Latina (CEAL), na quarta-feira, em São Paulo, que reuniu as principais lideranças empresarias do país, além de autoridades políticas, como o ex-presidente da Repú­blica Fernando Henrique Car­doso e o ministro das Cidades, Bruno Araújo.

Na ocasião, além de apresentar o sucesso do Programa de Ajuste Fiscal (PSF) implementado em Goiás como medida de enfrentamento à crise econômica nacional, Marconi informou à platéia do CEAL que todos os 27 governadores brasileiros decidiram criar um fórum dos governadores à semelhança do Brasil Central, implementado por Marconi no ano passado. Mais um importantíssimo ponto para o político goiano.

Indubitavelmente, a última semana foi decisiva para que Marconi se consolidasse como líder nacional junto aos mais importantes governadores do país e se inserisse de uma vez por todas no reduto político-administrativo de chefes de Estado como Geraldo Alckmin (PSDB-SP), Paulo Câ­mara (PSB-PE), Raimundo Colom­bo (PSD-SC), Paulo Har­tung (PMDB-ES) e Pedro Taques (PSDB-MT).

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