Gestão Iris não consegue resolver problemas fundamentais da cidade

Muitas foram as promessas, poucas são as ações. Essa é a visão de grande parte dos políticos e presidentes de sindicatos ouvidos pelo Jornal Opção ao falar sobre o começo dos trabalhos do peemedebista à frente da Prefeitura

Eleito para mudar a realidade da cidade, Iris Rezende recebe críticas de diferentes setores sobre início de sua gestão | Foto: Paulo José

“Eu quero fazer a melhor administração da minha vida.” Essa frase foi re­petida em diversas oportunidades durante a campanha eleitoral em 2016 pelo agora prefeito Iris Rezende (PMDB). A apresentação de soluções rápidas para a capital goiana, como colocar os Centros de Atenção In­tegral à Saúde (Cais) em funcionamento 24 horas por dia com médicos à serviço da população goianiense, também foi bastante martelada em toda a propaganda de rádio e TV do peemedebista.

Suprir a demanda reprimida por vagas em Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), colocar mais 1,2 mil ônibus em circulação nas principais linhas do transporte coletivo e criar as subprefeituras foram incluídas nas promessas de campanha de Iris, que foi eleito no segundo turno, vencendo Van­derlan Cardoso (PSB) por 379.318 votos a 278.074 recebidos pelo pessebista. E, após ser eleito, o peemedebista ainda reformou em muitas entrevistas os compromissos de resolver os problemas da capital em tempo recorde em setores como a coleta de lixo, operações tapa-buraco e atendimento à saúde.

Porém, ao completar cem dias à frente da Prefeitura de Goiânia nesta segunda-feira, 10, o prefeito Iris Rezende tem recebido muitas críticas de diversos políticos e líderes sindicais por não conseguir, até o mo­mento, fazer a máquina funcionar como foi propagado em seu discurso eleitoral.

Patinando

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Da oposição à gestão municipal na Câmara de Goiânia, o vereador Elias Vaz (PSB) avalia que os primeiros cem dias da administração de Iris Rezende mostraram que a Prefeitura “continua patinando”. “Não conseguiram resolver problemas fundamentais da cidade. Iris não tem apresentado o mesmo pique que demonstrava em 2005”, declara o parlamentar. Para Elias, há pontos da administração da cidade que se agravaram desde o início de janeiro. “O que parecia um problema solucionado era a coleta de lixo, mas nós voltamos a ter registro de problemas no serviço na capital.”

O vereador do PSB afirma que nada justifica uma gestão igual ou pior à do ex-prefeito Paulo Garcia (PT). “Tem coisas que você não pode esperar para agir, como deixar faltar insulina para os pacientes com diabetes. A Prefeitura não pode deixar que filas de mais de 50 pessoas a espera de UTI aconteçam.” Outro ponto criticado por Elias é a queda da qualidade da merenda escolar oferecida nas escolas da rede municipal. “Há problemas que têm consequências irreversíveis”, observa.

De acordo com o parlamentar, o di­nheiro que a Prefeitura tem disponível não é o suficiente para fazer tudo que é preciso para melhorar a situação do município em todas as áreas. “Mas é preciso que a administração sai­ba o que tem de ser feito e que pre­cisa ser tratado como prioridade.” Elias re­lata que não é possível aceitar que am­bulâncias do Serviço de Aten­di­mento Móvel de Urgência (Samu), por exemplo, fi­quem paradas por falta de manutenção.
Outros pontos elencados pelo vereador são, entre eles, o contrato da iluminação pública da capital, que “é muito oneroso às con­tas públicas e precisa ser revisto e também a questão dos supersalários na Comurg [Compa­nhia de Urba­ni­za­ção de Goiânia], que precisa ser enfrentado e até agora a Prefeitura nada fez”, critica.

Tragédia anunciada?

Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Para o presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Age­top), Jayme Rincón, Iris Rezende é “um prefeito que não dá conta de resolver sequer um problema”. “Isso era uma tragédia anunciada, esse desastre da gestão de Iris. Quem parasse para pen­sar um pouquinho veria que ele não poderia ser o prefeito. Realmente, foi uma pena.”
Para o presidente da Agetop, a dívida divulgada por Iris, que diz ter herdado de Paulo Garcia cerca de R$ 600 milhões de rombo, seria uma informação falsa. “Essa história de herança maldita é para quem não es­tá dando conta de resolver os problemas. E não foi tão maldita assim. Se foi, por que ele não mostra? É sim­ples. Só pegar e mostrar ponto por ponto como estava”, critica.

Candidato a prefeito de Goiânia em 2016, Vanderlan Cardoso, presidente metropolitano do PSB, vê a gestão Iris sem ação. “Para quem, no primeiro dia, faria as máquinas roncarem, até agora nós só vimos acordos políticos. É uma administração ultrapassada.”

Para Vander­lan, falta pulso a Iris para colocar a casa em ordem. “A gente tem visto que Goiânia está sem rumo. E não é por falta de dinheiro. Goiânia já está com um caixa bom e era para estarmos com mais ações da gestão municipal em prol da população. E isso foi debatido na campanha de 2016.”

Vanderlan afirma que o reflexo da reprovação de 22,4% (13,2% péssimo e 9,2% ruim), de acordo com a pesquisa Ser­pes/O Popular divulgada no dia 2 de abril, é resultado da falta de ação da gestão Iris.

Secretariado político
A composição do secretariado do peemedebista é vista como pouco técnica e muito política. Além disso, o fato de ser baseada em acordos eleitorais firmados em 2016 é, na visão de muitos, um dos principais motivos do travamento das ações da Prefeitura. “Em 2005 nós tínhamos nas secretarias um time bastante qualificado, praticamente um grupo de notáveis. Agora houve muita interferência na equipe, Iris ficou refém dos setores religiosos, de outros partidos e até de outros poderes”, afirma o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego), Leonardo Mariano Reis.

De acordo com Maria Ester de Sou­za, vice-presidente do Conselho de Arqui­tetura e Urbanismo de Goiás (CAU-GO), os cargos do primeiro escalão na Prefeitura demonstram que o interesse político está acima do interesse público na gestão de Iris. “Eu não espero nada de novo da administração do PMDB à frente de Goiânia.”

Depois da reclamação de médicos, vem greve na Educação

Bia de Lima, presidente do Sintego, cobra que promessa de pagar piso dos professores seja cumprida | Foto: Divulgação

Logo depois de realizar mudanças no edital de convênio para médicos na Rede Municipal de Saúde, a Prefeitura terá de encarar a greve dos servidores da Educação, que param suas atividades na terça-feira, 11. Bia de Lima, presidente do Sindicato dos Trabalha­dores em Educação de Goiás (Sintego), entidade que não faz parte do movimento grevista, afirma que a situação vivida pela educação municipal é de “extrema preocupação”.

Os problemas relatados por Bia começam na mesma reclamação que levou o Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed) a decidir pela paralisação geral: o não pagamento do reajuste do piso salarial da categoria. A gestão de Iris aumentou em 0,34% os salários dos professores, quando o valor aprovado para 2017 no Brasil é de 7,64%. Com isso, os vencimentos dos educadores deveriam subir de R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80, o que ainda não aconteceu em Goiânia.

“A Prefeitura engoliu o percentual acima do piso, não pagou o que é lei. A promessa da Secretaria Municipal de Educação é que começará a ser pago em maio, mas já deveria valer desde janeiro, mês da data-base”, diz. Segundo a presidente do Sintego, a gestão Iris fez outra promessa, que é a de convocar mais 1,3 mil aprovados no concurso da Educação. “A gente espera, se for cumprida essa promessa, que a situação possa melhorar”, afirma.

Bia relata que o funcionamento de algumas unidades de CMEIs está prejudicado pela falta de servidores. “Outro ponto em negociação e que houve um avanço é a decisão de descentralizar a merenda escolar, com o dinheiro passando a ser encaminhado para o Conselho Escolar, que poderá fazer a compra direta aos fornecedores.”

Bia ainda critica o desvio de função ocorrido na Guarda Civil Metro­politana (GCM), que para ela deixou de cumprir seu papel de proteger os prédios públicos, como escolas, e quer atuar como Polícia Militar. “Queremos solução para a questão da segurança, que tem se tornado cada vez mais preocupante nas escolas”, diz.

A presidente do Sintego, porém, é otimista e afirma que é possível buscar avanços e soluções mais firmes na Educação da capital, mesmo que sejam muitos os problemas. “Mas não aceitamos que se corte gastos justamente em cima do servidor.”

Críticas pontuais

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Presidente do Sindicato dos Tra­balhadores do Município de Goiânia (SindiGoiânia), vereador Romário Policarpo (PTC), vê que há pontos preocupantes e outros em que a população precisará ter paciência com Iris Rezende. “Não se pode sempre penalizar o servidor primeiro, como temos visto, mas vimos que, para algumas coisas, só agora está entrando dinheiro, então a gente espera que volte a pagar o salário dos funcionários do município dentro do mês trabalhado.”

Policarpo declara que a Prefeitura cometeu um erro ao não aplicar o reajuste do piso salarial da educação. “O diálogo está acontecendo, mas não dá para saber se o problema será resolvido.” Ao mesmo tempo, o vereador defende o prefeito. Ele afirma que é difícil criticar uma gestão que não tem dinheiro para fazer o que é preciso. “Iris está pagando o que é dele de dívida e o que ficou para trás, deixado pela gestão anterior”, observa.

Ao falar sobre os problemas enfrentados na área da Saúde, como o corte de serviços na Maternidade Dona Íris e a dificuldade em se chegar a um acordo com os médicos sobre os termos do novo edital de convênio para contratação de profissionais da saúde, Policarpo é paciente e defende que toda mudança gera colapso. “Eu não tomaria as medidas que a secretária (Fátima Mrue) está tomando, mas a gente não sabe no que vai dar. A Saúde está sucateada, o que não vem de hoje.”

O parlamentar ainda fala sobre a quantidade de cartões SUS existentes na capital, cerca de 4 milhões, quando a população é de aproximadamente 1,4 milhão. “Iris continua com a mesma garra e firmeza de sempre. Como uma pessoa que trabalha das 7h às 22h perdeu o pique?”, responde.

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Na crença de que ainda é cedo para decretar atestado de falha ou sucesso na gestão, o vereador Jorge Kajuru (PRP) não consegue ver diferença nos três primeiros meses da gestão de Iris para o que foi o início da administração chefiada por Paulo Garcia. “Vejo problemas na escolha dos secretários iristas. A partir deste mês não dá mais para esperar para se ter ações mais firmes à frente da Prefeitura.”

Kajuru diz que falta coragem do homem público para encarar os escândalos de corrupção e supersalários na Comurg. “É criminoso diante de quem ganha miséria e trabalha na mesma companhia.” O parlamentar do PRP vê um problema grave que é o aumento do valor da folha de pagamento da ges­tão Iris em comparação com a pe­tista. “A reforma administrativa já deveria ter sido apresentada, não precisa esperar 90 dias para fazer isso”, afirma.

Como cidadão e vereador, Kajuru diz que espera que Iris cumpra as promessas que fez durante a campanha e que o ajudaram a se eleger novamente prefeito de Goiânia. “Na segunda-feira vamos ouvir os secretários de Finanças de Iris e de Paulo Garcia para saber de fato o tamanho da herança maldita encontrada hoje na Prefeitura.”

Falhas existem

Vereadora Dra. Cristina Lopes | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Da oposição, a vereadora Cristina Lopes (PSDB) avalia que a população tem visto melhoras nas áreas de iluminação pública e infraestrutura, com a volta da coleta de lixo e da operação tapa-buracos, mas afirma que, como se trata de um homem experiente em cargos eletivos, esperava-se um “choque de gestão”. “Vejo uma administração sem pulso, que demorou a formar o seu secretariado e que não tem projetos em tramitação na Câmara.”

Para a tucana, uma das provas da falta de rumo da gestão Iris é a não nomeação, cem dias depois de iniciada a administração do PMDB em Goiânia, de um líder do governo municipal no Legislativo. “Tanto que houve espaço para a criação de três Comissões Especiais de Inquérito (CEIs). Isso é falta de pulso e comando na Câmara”, observa. Cristina afirma que a base de Iris está muito diluída no Legislativo. “Isso pode dificultar a gestão.”

A tucana vê a Saúde como um ponto vital da administração municipal, que vive uma situação temerosa. “Concordo com a SMS de que é preciso renovar os contratos com os médicos, mas isso de romper em um dia e depois revalidar o convênio atrapalha a gestão do setor.”
Cristina diz acreditar que parte dos problemas com os médicos pode ser su­perada com diálogo. “Não se pode pu­nir a todos os profissionais por fa­lhas de conduta de uma minoria. Cabe à Secretaria uma fiscalização maior do serviço desses médicos. Essa atitude gerou uma resistência muito grande às mudanças apresentadas”, afirma.

A tucana quer que Iris cumpra um dos compromissos firmados na campanha de 2016: “Que ele não abandone a Prefeitura para ser candidato a governador”. Cristina sugere que o peemedebista aproveite que é do mesmo partido do presidente Michel Temer e busque o governo federal para ajudar Goiânia no que for preciso.

Gestão ausente
Flávio Sofiati, ex-candidato a prefeito pelo PSOL, é mais pessimista ao avaliar a gestão Iris. “Vejo da mesma forma que foi a campanha dele. Parece que está ausente, que não começou.” Sofiati critica a Prefeitura por permitir que se discuta aumento da passagem do transporte coletivo na capital de R$ 3,70 para R$ 4 sem apresentar melhoras na prestação do serviço à população. “O tema da mobilidade me deixa muito atento. E ele não assumiu esse compromisso de melhorar o transporte”, aponta.

Sobre a proposta de colocar 1,2 mil ônibus novos em circulação em Goiânia feita por Iris na campanha, Sofiati compara com o pedido do Ministério Público. “O MP quer que, para aumentar o preço da passagem, se coloque cinco ônibus a mais nas linhas mais problemáticas, o que não chega nem perto dessa proposta de Iris, que não foi cumprida.”

Sofiati vê um futuro ruim para a ca­pi­tal com Iris no cargo de prefeito. “Se­rão mais quatro anos sofrendo nas mãos de quem não tem compromisso com a população. Tenho pouca esperança no Legislativo, mas que nossos ve­readores cobrem mais da Prefeitura, porque eles têm esse poder e não têm cum­prido seu papel fiscalizador”, declara.

Torcida favorável
A deputada estadual Adriana Ac­corsi (PT) diz que torce muito para que a gestão Iris dê certo porque “o povo de Goiânia precisa da Prefeitura”, principalmente as pessoas mais humildes penalizadas com CMEIs sem funcionar e hospitais. “Como deputada, quero ajudar Goiânia. Inclusive destinei emendas parlamentares, que devem ser pagas neste ano, para a capital.”
Independente de não ter sido eleita prefeita, Adriana afirma que, como moradora da cidade, quer o melhor para Goiânia. “Mas infelizmente o que a gente está vendo é uma administração que se preocupa em criticar a administração passada, colocando a culpa na gestão que já acabou, e que não está conseguindo resolver os problemas ou dar o encaminhamento necessário para que as coisas continuem a funcionar.”

Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Bons olhos
Andrey Azeredo (PMDB), presidente da Câmara de Goiânia, entende que Iris Rezende e sua equipe têm trabalhado para se aprofundar na real situação da Prefeitura e apontar as soluções imediatas que são possíveis de ser executadas. “Nos primeiros dias a operação tapa-buracos foi retomada e a crise do lixo foi solucionada.” Para o peemedebista, o novo modelo de contratação de médicos é o mais republicano, com a proximidade do convênio a ser firmado com 400 profissionais de saúde.

A Prefeitura tem discutido a situação da Educação, inclusive acompanha o movimento grevista que se aproxima, de acordo com Andrey. “Em breve deveremos analisar um projeto de lei para que a gestão possa arrecadar mais com o Refis e cobrar créditos vencidos. O pre­feito tem se doado muito à cidade. E as soluções virão do fruto de muito tra­balho”, afirma Andrey. O presidente da Câmara diz que a realidade financeira de Goiânia é muito grave, e que uma coi­sa era administrar o município em 2005 e outra é no quadro péssimo de hoje.

“A visão criada pela pesquisa divulgada recentemente de rejeição ao prefeito Iris é uma informação que se assemelha muito com a avaliação que a população tinha da gestão dele nos primeiros cem dias de 2005.” Segundo Andrey, a folha de pagamento naquele ano não ultrapassava 50% da receita corrente líquida da Prefeitura. “Hoje isso está no limite de 54%, mas se colocarmos a Comurg na conta provavelmente teremos uma folha que pode chegar a 70%, o que reduz a margem de recursos que podem ser utilizados para aplicar em outras áreas”, alerta.

O presidente da Câmara explica que há uma dificuldade em lidar com uma realidade de déficit mensal de cerca de R$ 30 milhões na administração mu­nicipal. “Infelizmente a cidade trabalha para sustentar uma máquina in­chada. Nós temos que ter uma clareza maior desse déficit para poder explicar pa­ra a sociedade qual é o tamanho des­sa dívida existente hoje na Prefeitura.”

Escolha do líder
As críticas recebidas pela Prefeitura por não ter até hoje um líder na Câ­ma­ra são encaradas como naturais. An­drey Azeredo defende que, como há, in­clu­sive com ele, 22 novos vereadores na Casa, é preciso que Iris conheça me­lhor o perfil de cada parlamentar até de­cidir quem falará pelo Paço no Le­gis­lativo. “Neste momento, o diálogo ne­cessário é aquele que se dá de um por vez. E não há dificuldade no diálogo da parte do prefeito com os vereadores. Iris tem dado a atenção que é peculiar a cada membro da Casa”, avalia.

O fato de ter Dona Íris no Paço ao la­­do do prefeito é tido por Andrey co­mo uma demonstração da confiança que a família do gestor tem na liderança que o chefe do Executivo passa à sua equipe. “Vejo com bons olhos essa pre­sença da esposa do Iris na Pre­feitura. São mais de 40 anos de convivência recíproca.”

Maternidade Dona Iris
Os problemas de atendimento enfrentados com serviços cortados na Maternidade Dona Íris são tratados como questão de adequação de finalidade por Andrey. O presidente do Legislativo diz que a Prefeitura não tem como mais arcar com procedimentos adicionais aos que são função essencial da unidade que chegam a aproximadamente R$ 4,5 milhões. “De R$ 2 milhões a R$ 2,5 milhões seria hoje o suficiente para se manter a Mater­nidade Dona Íris funcionando com o perfil que ela deve ter de atendimento. Em um outro momento, quando a prefeitura tiver uma condição financeira melhor, outros serviços podem voltar a ser oferecidos”, explica.

Sobre a discussão sobre a herança maldita, Andrey afirma que no dia 15 de abril, quando será feita a prestação de con­­tas de 2016, a cidade passará a conhecer o real tamanho do déficit da pre­fei­tura. “Com a arrecadação de IPTU e ITU do início do ano, agora é o mo­mento de ter prudência e se planejar onde esse recurso será aplicado para não a­contecer o que vimos na gestão passada, em que se gastou muito no início do ano e no final já não havia mais dinheiro em cai­xa para arcar com os compromissos”, diz.

Defesa
Além de Andrey, o deputado estadual Lívio Luciano (PMDB) também defendeu a gestão Iris Rezende. Para Lívio, a Prefeitura hoje vive algo bem parecido com o que aconteceu há 12 anos. “Ele tem tido grande sensibilidade na hora de assinar qualquer ato e vai conseguir resgatar os compromissos, pagar as dívidas vencidas herdadas e equilibrar as finanças do município.”

O deputado pede mais paciência à po­pulação de Goiânia. “O prefeito precisa que a sociedade dê uma trégua de seis meses à nova gestão para que Iris possa enfrentar essa situação difícil que era conhecida por todos desde a eleição do ano passado”, declara. Lívio enxerga no chefe do Executivo um homem se­guro de suas decisões, que ainda não escolheu um líder na Câmara para não ter de queimar ficha sem ter a confiança para indicar o parlamentar a exercer esse papel. “O prefeito não pode entrar na onda da oposição, que tem na sua essência fazer críticas até alguma pegar na imagem do gestor. Iris já tem mostrado que as coisas começam a melhorar com trabalho. Ele tem maturidade, compromisso e competência para fazer aquilo que se propôs a fazer”, conclui. l

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