Estado lidera Centro-Oeste, e é o 2º maior gerador de empregos do país

Dados oficiais do Ministério do Trabalho indicam que cerca de 21 mil vagas de emprego foram fechadas no Brasil em 2017. Estado de Goiás teve segundo maior saldo positivo na geração de empregos

Após dois anos desastrosos, com mais de 1 milhão de desempregados em 2015 e também em 2016, a economia brasileira emitiu sinais de que a crise está praticamente superada. No ano passado, foram, em números arredondados, 21 mil demissões. Na contramão desses dados negativos, o Estado de Goiás gerou mais de 25 mil novas vagas, e fechou o ano na liderança absoluta na região Centro-Oeste, ocupando a segunda posição dentre todos os Estados brasileiros — Santa Catarina ficou em primeiro lugar com pouco mais de 29 mil novas vagas.
A região Centro-Oeste tem saldo positivo, embora Mato Grosso do Sul tenha registrado mais demissões do que contratações. Além de Goiás, com mais de 25 mil novas vagas, o Estado do Mato Grosso gerou cerca de 15 mil empregos novos no ano passado, enquanto o Distrito Federal praticamente empatou, com somente 342 empregos a mais que as demissões.

O setor de serviços foi o que apresentou melhor saldo positivo no Estado, com quase 11 mil novas vagas. Para se ter uma melhor ideia da recuperação registrada, o setor de serviços foi o maior vilão no total de desempregados registrados no Brasil em 2016. A recuperação é indicativo de que a economia goiana tem conseguido responder positivamente à crise econômica.

O segundo melhor desempenho em Goiás foi registrado pelo comércio de uma maneira geral. Foram gerados mais de 5 mil e 500 novos empregos no ano passado. A indústria de transformação, que em 2016 também havia passado por forte retração em número de empregos, aparece em terceiro lugar positivamente, com quase 5 mil novas vagas. Os dados também foram positivos na agropecuária, com geração de mais de 3 mil empregos novos, e a indústria da construção civil, com quase 2 mil novas vagas.

Apenas três setores da economia goiana registraram ligeiro aumento no desemprego durante o ano passado: serviço/indústria de utilidade pública — com menos 414 vagas —, extração mineral — com menos 160 — e administração pública — com menos 140 vagas. Os três setores não tem grande peso no conjunto da economia estadual.

Com a diminuição da pressão inflacionária, aliado à retomada do crescimento econômico que tem animado o mercado, há forte tendência de que a geração de novos empregos em Goiás durante 2018 seja melhor do que tem sido até agora. Apesar dos problemas registrados no país, e nos Estados mais ricos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos com saldo negativo na geração de novos empregos em 2017, a economia de Goiás tem conseguido reagir, principalmente pelo fato de que os empregos gerados no Estado não estão concentrados em um único setor, como a agropecuária. Esse é um indicativo relevante quanto à capacidade de reação da economia goiana como um todo. Significa também que os piores momentos foram superados, embora ainda falte muito para o país se recuperar dos abalos de 2015 e 2016. Em Goiás, pelo menos, a crise ficou para trás.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.