Educação brasileira não melhorará enquanto as crianças tiverem dificuldade em ler, escrever e fazer contas

Dados inéditos de 2014 demonstram que 1 em cada 5 alunos no fim do ciclo de alfabetização não consegue compreender e ler frases corretamente. Mais da metade têm insuficiência em matemática

Mais da metade dos alunos no ciclo de alfabetização apresentaram conhecimento insuficiente em matemática

Mais da metade dos alunos no ciclo de alfabetização apresentaram conhecimento insuficiente em matemática. Ricardo Fidelis: “Tecnologia aliada ao ensino e maior participação dos pais na vida escolar dos filhos”

Frederico Vitor

Um de cada 5 alunos do 3º ano do ensino fundamental, de escolas de todo o território nacional, não consegue compreender e ler frases corretamente. Mais da metade das crianças no ciclo escolar de alfabetização têm conhecimento insuficiente em matemática. Estas são as conclusões obtidas nos resultados da Avaliação Nacional de Alfabe­tização (ANA), referente ao ano de 2014. O teste mediu a proficiência em leitura, escrita e cálculo de quase 2,5 milhões de estudantes em todo País.

A ANA funciona como um indicador do cenário educacional que mostra uma necessidade de evolução nos índices de alfabetização e, sobretudo, nos conhecimentos de matemática. A avaliação do MEC que mede o conhecimento dos estudantes em diferentes níveis de três áreas (leitura, escrita e matemática) é realizada de acordo com o número de crianças em cada um desses níveis. A prova é composta por 17 questões de múltipla escolha de língua portuguesa, 20 de matemática e três de produção escrita.

Em 2012, o governo criou o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), um compromisso dos governos federal, estaduais e municipais para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas quando concluírem o 3º ano do fundamental. A ANA começou a ser realizada em 2013, e esta é a primeira vez que o resultado de todo o Brasil foi divulgado publicamente. De acordo com o governo federal, em 2014 o Brasil tinha 3.294.729 estudantes matriculados no 3º ano do fundamental, considerando as redes pública e privadas, na zona urbana e em escolas do campo.

Os resultados foram classificados de acordo com escalas de níveis. Na medição do grau de leitura, por exemplo, os níveis foram de 1 a 4; para escrita, de 1 a 5; e de 1 a 4 para a matemática. No nível 1 da escrita, por exemplo, estão os estudantes que não conseguiram escrever, deixaram em branco ou tentaram imitar a escrita com desenhos. Já o nível 4, que apresenta o maior número de estudantes, é aquele em que a aquisição do texto começa a se dar, mostrando o esforço de síntese das ideias por meio de texto, mas ainda com inadequações. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não indicou quais níveis de cada escala representam aprendizado adequado.

De acordo com a avaliação, os resultados refletiram enorme influência de fatores alheios à escola no rendimento dos alunos. É possível ver como a desigualdade começa na porta de entrada do sistema educacional, com diferenças de cor/raça e de categoria da escola de acordo com o Indicador de Nível Socio­econômico (INSE).

Leitura

No caso da leitura, somente 11,20% dos estudantes atingiram o nível mais alto, ou seja, o 4. Mais de um quinto deles (22,21%) não passou do nível 1, onde, segundo o Inep, as crianças são capazes apenas de ler palavras com sílabas canônicas, compostas de uma vogal e uma consoante, e não canônicas. Outros 33,96% ficaram no nível 2 e, de acordo com a escala, conseguiram, por exemplo, achar informações explícitas apenas em textos curtos, ou se elas estivessem na primeira linha de um texto mais comprido. Segun­do a avaliação, textos mais extensos podem ser trechos de literatura, lendas, cantigas folclóricas ou poemas. O MEC considera como exemplos de textos curtos piadas, poemas e quadrinhos, entre ou­tros.

No quesito leitura, os alunos goianos acompanham a média nacional, sendo que 11% estão no nível 4, também o mesmo patamar da média brasileira. No Centro-Oeste, os estudantes de Goiás estão atrás somente dos alunos do Distrito Federal. No nível 2, as crianças sabem reconhecer a finalidade de diferentes tipos de texto, como convite, receita, anúncio ou um bilhete, e entendem o sentido de piadas ou de histórias em quadrinhos que misturam a linguagem verbal e a não verbal. Nesta escala se encontram 35% dos estudantes goianos no fim do ciclo de alfabetização.

No nível 3 estão 32,63% das crianças brasileiras. Nesse patamar, o estudante é capaz de localizar informações explícitas no meio ou ao final de textos mais extensos, identificar onde está o pronome pessoal do caso reto em alguns textos, e fazer a relação entre causa e consequência ou de textos que usam linguagem verbal e não verbal. Neste nível se encontram 37% dos estudantes goianos, acima da média nacional que é de 33%.

Já no nível 4, o mais alto, onde está a menor porcentagem das crianças avaliadas, o estudante já deve ser capaz de reconhecer a relação de tempo em texto verbal e os participantes de um diálogo em uma entrevista ficcional, identificam outras estruturas sintáticas em textos curtos, como o pronome possessivo, o advérbio de lugar e o pronome demonstrativo, entendem o sentido de trechos de contos e o sentido de palavras em meio a textos mais compridos.

Escrita

Diferentemente da leitura e matemática, a escala para escrita na ANA tem cinco níveis. Os níveis 1, 2 e 3 são considerados de aprendizado inadequado. Neles estão 34,46% dos estudantes brasileiros — em Goiás, o percentual é de 28%. No nível 1, o mais baixo, estão 12% dos estudantes brasileiros, o que significa, segundo o Inep, que eles “ainda não escrevem palavras alfabeticamente” e “provavelmente não escrevem o texto ou produzem textos ilegíveis”. Nesta escala se encontram 9% dos estudantes goianos do 3º ano do ensino fundamental.

No nível 2, em que os alunos “provavelmente escrevem alfabeticamente palavras com trocas ou omissão de letras, alterações na ordem das letras e outros desvios ortográficos”, estão 15,03% dos estudantes em todo o País — em Goiás, são 10%. Segundo os dados de 2014, 7,79% dos estudantes estão no nível 3 de escrita (9% em Goiás). Nele, o estudante deve ser capaz de escrever “palavras com estrutura silábica consoante-vogal, apresentando alguns desvios ortográficos em palavras com estruturas silábicas mais complexas”.

A maioria das crianças avaliadas (55,66%) em todo o País se encontra no nível 4 de escrita, diz o Inep — em Goiás, o percentual é de 66%. Nele, elas podem escrever com diferentes estruturas silábicas, dão continuidade a uma narrativa, mesmo que não consigam contar todas as partes da história ou incluir todos os elementos da narrativa. Elas já usam conectivos no texto. Além disso, segundo o Inep, “o texto pode apresentar alguns desvios ortográficos e de segmentação que não comprometem a compreensão”.

Uma em cada dez crianças brasileiras (9,88%) atingiu o nível mais alto de escrita no fim do ciclo de alfabetização — 6% dos estudantes goianos. Isso quer dizer que elas provavelmente sabem continuar uma narrativa, com uma situação central e final, articulam as partes do texto com conectivos, separam e escrevem as palavras corretamente, mas ainda podem apresentar “al­guns desvios ortográficos e de pontuação que não comprometem a compreensão”.

Matemática

Um quarto das crianças avaliadas (24,29%) atingiu o nível 1 na escala de alfabetização em matemática. Em Goiás, este patamar foi de 20%. A avaliação constatou que 32,78% dos alunos brasileiros (36% de Goiás) estão no nível 2. Ambos os níveis são considerados inadequados pelo MEC. O desempenho deficitário apontou que houve impacto do nível de conhecimento de português na prova de matemática, já que os estudantes precisam interpretar problemas para transformá-lo em um cálculo, ou seja, em um resultado.

No primeiro nível, espera-se que as crianças saibam contar até 20, ler as horas e minutos em relógio digital. No segundo, elas também reconhecem o valor monetário de cédulas e identificam o registro do tempo em um calendário. Já no nível 3, o aluno é capaz de resolver problemas com números maiores de 20 e calcular divisões entre partes iguais. Neste patamar estão 17,78% dos estudantes (21% em Goiás). No nível 4, o mais alto da escala da matemática, somente 25,15% dos estudantes brasileiros — 24% de Goiás — estão neste patamar, em que os alunos devem ser capazes de ler as horas e minutos em relógios analógicos, sabem ler alguns elementos de gráficos de barra, fazem operação de subtração com até três algoritmos e divisão em partes iguais ou em proporcionalidade sem auxílio de imagens.

Cooperação entre Estado e municípios: aprofundar parcerias pode melhorar a alfabetização infantil
Raquel Teixeira: “Estado deve traçar rumos da educação”

Raquel Teixeira: “Estado deve traçar rumos da educação”

A divisão do sistema público de educação no Brasil, entre Estados e municípios, é uma das principais causas das deficiências apontadas pela avaliação no ciclo de alfabetização dos alunos do 3º ano do ensino fundamental. Uma das defensoras do aprofundamento da cooperação entre as diferentes esferas de governo é a secretária estadual de Edu­cação do governo de Goiás, Raquel Teixeira. Segundo ela, o governo se preocupa com a questão, principalmente no que se refere às desigualdades existentes entre as redes do Estado e dos municípios.

Ela, que esteve na semana passada em um encontro do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), em Campo Grande (MS), defende que a iniciativa para uma maior colaboração entre governo e prefeituras deve partir da administração estadual, uma vez que cabe ao Estado traçar as políticas educacionais praticadas regionalmente. “A desigualdade das redes tem um efeito perverso e a alfabetização é determinante para o sucesso subsequente da vida do aluno”, diz.

Em relação ao desempenho de Goiás na avaliação, Raquel Texeira afirma que os estudantes goianos apresentaram um desempenho acima da média nacional, porém o resultado em matemática não foi satisfatório, apesar dos índices terem se mostrado razoáveis se comparados às outras unidades federativas. Segundo ela, a avaliação mostra que é preciso reforçar o trabalho conjunto das redes que constituem o sistema público de educação, porque somente assim será possível obter melhores índices na alfabetização infantil. “Temos que garantir a todos a qualidade na educação esperada por quem paga impostos.”

Goiânia

Na capital são 26.039 alunos matriculados no ciclo de alfabetização e, de acordo com a secretária municipal de Educação, Neyde Aparecida, a prefeitura aderiu ao Programa de Alfabetização na Idade Certa (Paic) do governo federal, que visa diminuir, dentre outras coisas, o déficit de leitura e matemática entre os alunos do 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental. A titular da pasta explica que, ao aderir ao programa, os professores recebem formação específica, além de uma ajuda de custo pela atividade extra sala de aula.

Neyde Aparecida: “Média goianiense está acima da nacional”

Neyde Aparecida: “Média goianiense está acima da nacional”

Paralelamente à ANA, o município desenvolveu o Diagnóstica, uma avaliação própria dos alunos do ciclo de alfabetização que é realizada no início e no final de cada ano letivo. Dessa forma, a pasta consegue detectar melhor as deficiências da rede municipal de ensino, o que facilita a formulação de diretrizes que objetivam sanar as carências e falhas da pedagogia do processo de alfabetização das crianças goianienses matriculadas nas escolas do município.

Segundo Neyde Aparecida, a média de leitura e escrita dos estudantes de Goiânia está acima da nacional, o que significa que os alunos goianienses do 1º ao 3º ano do ensino fundamental se enquadrariam no nível 4 da ANA, em língua portuguesa. Porém, existe uma parcela considerável que apresentou déficit de aprendizado, em especial de matemática. “Cerca de 30% de nossos alunos não conseguem ler, escrever e executar adequadamente as quatro operações matemáticas, o que nos obriga reverter este cenário.”

Professor usa tecnologia para sanar deficiências de alunos em matemática

Em um colégio estadual localizado no setor Finsocial, região Noroeste de Goiânia, ao perceber que a maioria de seus alunos apresentavam sérias deficiências elementares em matemática, um professor resolveu por conta própria desenvolver um método que alia a tecnologia, como o aplicativo para smartphones, WhatsApp, e o Facebook, com a matemática. Dessa forma, Ricardo Fidelis conseguiu prender a atenção dos alunos, além de sanar as dificuldades que vinham com estudantes desde as séries primárias, período do ciclo de alfabetização.

A reportagem foi até o Co­légio Estadual do Setor Finsocial e acompanhou de perto uma das aulas com o uso da tecnologia. Nem mesmo o forte calor atípico, que atinge Goiânia nesta época do ano, atrapalhou os alunos da sala de aula do professor Ricardo Fidelis. Enquanto ele ministrava a aula, o silêncio era geral. Com um notebook e um data show, as regras da equação de segundo grau eram explicadas aos alunos que se preparam para a Prova Brasil, avaliação que mede o ensino fundamental 2 — antigo ginásio.

O professor afirma que este método foi criado com o objetivo de descomplicar a matemática, além de esclarecer dúvidas que os alunos carregam desde séries anteriores. Para ele, o segredo é combinar algo prazeroso com a matemática, vista pela maioria dos estudantes como um bicho-papão. Outra questão levantada pelo professor é em relação ao acompanhamento dos pais na vida escolar dos alunos. “É preciso uma discussão acerca da educação envolvendo a família. Não se pode delegar aos professores a missão de ensinar e educar ao mesmo tempo. A perda da referência familiar reflete diretamente no rendimento escolar.”

6 respostas para “Educação brasileira não melhorará enquanto as crianças tiverem dificuldade em ler, escrever e fazer contas”

  1. Avatar reis william disse:

    educar e esnsinar está sendo uma dupla jornada imposta principalmente aos professores dos colégios estaduais da grande Goiânia,e parabéns aos professor Ricardo pelo o avanço no uso da tecnoligia.

  2. Avatar Kariane Rodrigues disse:

    Como Aluna do Professor Ricardo, quero parabeniza-lo pelo ótimo trabalho que vem realizando conosco(alunos) em sala de aula.
    Continue assim, procurando formas inovadoras para ensinar Matemática.

  3. Avatar Epaminondas disse:

    Como produto da rede escolar brasileira, achei que o texto é muito longo. Embora eu desconfie que é mais do de sempre: O problema todo é que professores não tem um salarião. E outras coisas, como pais que não participam, falta de parceiras federação-estadual-municipal, falta computadores, as escolas não são militares, o afastamento dos continentes e o novo programa da Fátima Bernades.

    Eu sou contra pagar salário alto para professores. Não porque eu seja contra eles, mas se oferecerem salários altos, gente com mais talento irá disputar vaga com eles e os coitados ficarão desempregados!

    E fora que se salário alto apontasse qualidade, o Brasil teria os melhores judiciário e legislativo do mundo.

    Como vamos consertar a educação? Primeiro, parando com esta coisa que educação é primordial. Homens das cavernas não frequentavam a escola e ainda assim, descobriram o fogo. E o que a escola anda produzindo não difere muito de um neandertal — menos ainda, sem nem saber manejar uma fogueira.

    No momento que ficam com a lenga-lenga “educação é primordial”, todo mundo que está em prol da educação ganha uma carta “saída livre de qualquer crítica”. Afinal, você não vai criticar os únicos que cuidam da primordial educação, não é mesmo? Então podem, por exemplo, suspender aulas por causa de uma greve, que tá tudo belezinha, não tem problema. Eles cuidam da educação mandando os alunos para casa. Ninguém nunca vê problema nisto.

    Basicamente nada é resolvido na educação, apesar das gerações se dizendo que ela é prioridade, porque querem consertar sem mexer no que a estraga: Os direitos da docência. Gritam na menor intervenção. Aulas monitoradas ou incentivo por desempenho? Tudo isto é contra o que Paulo Freire ensinava. E Paulo Freire é uma espécie de ser incontestável. Não importa o quanto o tempo passe e estes tablets mostrando um novo panorama de informação. Você tem que formar cidadãos, não alguém que maneje 4 operações aritiméticas. Deste, claro, as operações provem que o cidadão é oprimido.

    Daí a escola corta o tempo do ensino básico para nos ensinar sociologia, questões de gênero sexual (mas não educação sexual, é claro), ecologia (a nova forma que achamos para nos sentirmos culpado por tudos que fazemos e que vamos para o inferno, já que religião ficou fora de moda) e outras questões prioritárias. Umas 17 ou 18 prioridades.

  4. Avatar orley josé da silva disse:

    para mim, o fracasso da educação básica brasileira pode ser nomeado: pedagogia crítica, pressupostos freirianos, métodos histórico-crítico-cultural e sócio-cultural. Todos eles marxistas! A escola pública, principalmente, está aparelhada ideologicamente para formar cidadãos “críticos” não para o trabalho/empreendedorismo/ciência mas para servirem docilmente a um projeto socialista de governo. Esta é a ferida que precisa ser mexida. Medidas que não reestruturem o modelo ideológico da nossa educação, apenas trocam seis por meia dúzia. É desalentador observar que toda tentativa de mudar a educação brasileira, teima em insistir na permanência da matriz socialista/marxista. Justamente o aspecto que mais pesa nos prejuízos educacionais. Aliás, escrevo agora um segundo artigo sobre a Avaliação Diagnóstica da prefeitura de Goiânia. Desta vez, apontando a opção política e ideológica da escola pública como a maior responsável pelo fracasso escolar.

    • Avatar Epaminondas disse:

      Li certa vez que o Brasil tem um instituto matemático de ponta, o IMPA, reconhecido internacional. Conquistou este gabarito por dois motivos: É barato fazer matemática; e ela não se verte a ideologia — é ridículo pensar numa “matemática socialista”, por exemplo.

      Então, lá no IMPA, um instituto de matemática, eles fazem uma coisa estranhíssima: matemática! Como assim uma instituição de ensino não está discutindo consciência social, reparos históricos, resgate étnicos e questões de gênero? Além de assumir a culpa de tudo que fazemos ecologicamente errado?

      Escolas podem ser tudo, menos instutuição de aprendizado. No Brasil, elas são meros telhados para cobrir militância e doutrinamento. Além do chorume “professor ganha mal”. Curioso como geração após geração, os problemas persistem, por mais que a docência diga que estão com a responsabilidade de formar a próxima geração.

      Já não era pra ter formado pelo menos uma geração que iria mudar tudo? Ou se assume que a educação não é capaz disto, ou se assume que quem cuida da educação não tem esta capacidade.

  5. Avatar Silvestre Netto disse:

    Meu professor e um sucesso Rycardo Kato :)

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