Cidade Inteligente projeta Aparecida de Goiânia para o futuro

Projeto de modernização de gestão deve automatizar processos com inteligência artificial, tornando tomadas de decisão mais ágeis

Árvore com placas solares na prefeitura da cidade | Foto: Reprodução / Prefeitura de Aparecida de Goiânia

Aparecida de Goiânia iniciou um projeto de modernização de gestão em 2019, com a nova sede da prefeitura, chamada Cidade Administrativa. O projeto “Cidade Inteligente” deu mais um passo com inauguração dos Centro de Inteligência Tecnológica (Cit) pelo prefeito Gustavo Mendanha (MDB), no dia 13 de agosto. O local, que abriga duas salas de videomonitoramento e um datacenter é a base do que se pretende construir – uma cidade com processos automatizados, operados por inteligência artificial. Se bem sucedido, a proposta representará o fim das repartições públicas atulhadas de arquivos de papel, como as que se ainda encontra na maior parte das cidades de Goiás. 

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Aparecida de Goiânia, Cleomar Rocha, explica que o programa Cidade Inteligente é dividido em três fases. A primeira se refere à hardware: são 750 quilômetros de fibra óptica que ligam todos os prédios da prefeitura ao Cit (para que se tenha uma ideia, o restante de Goiás possui pouco mais de 600 quilômetros de fibra óptica usados pelo poder público); 650 câmeras de videomonitoramento voltadas para a segurança; mais de 2.000 câmeras instaladas em escolas municipais; 200 pontos de acesso a internet em prédios públicos e praças. A ideia é permitir ao morador o acesso a serviços oferecidos pelo município através de smartphones. Em 54 pontos, a internet já está instalada.

Cleomar Rocha afirma que Aparecida tem mais fibra ótica pública do que o restante de Goiás | Foto: Reprodução / Aparecida de Goiânia

O sistema de inteligência está preparado para identificar qualquer acontecimento fora do padrão. Seja ele um foco de incêndio, um objeto largado ou identificação de placa e modelo de carro roubado ou furtado. Com o sistema, será possível ainda a identificação de face, inclusive se algum suspeito estiver usando máscara. O prefeito Gustavo Mendanha salienta que é um passo para pensar a cidade inteligente. “Com apenas 50 câmeras conseguimos diminuir em torno de 30% a criminalidade no município. Com as 650 esperamos muito mais. “Podemos otimizar os recursos. A partir de agora cada avenida, as porta das escolas serão monitoradas. Seremos capazes de dar uma resposta muito mais rápida. Desde o início estávamos trabalhando e estruturando para chegar até aqui”, diz Mendanha.

Inteligência não é algo que se compra e se instala; mas algo que se adquire e se realiza

Cleomar Rocha

A segunda etapa diz respeito aos softwares instaurados na administração da cidade. O município já implementou novos sistemas operacionais nas secretarias de Educação, Saúde e na parte de regulação urbana. Ainda se pretende instalar programas de inteligência artificial que possam automatizar processos sem intervenção humana. “Assim, garantiremos transparência, isonomia e agilidade muito maior nas tramitações. Sem intervenção humana, não se pode privilegiar uma pessoa em detrimento de outra. Isso vai resultar em exercício de cidadania muito maior, pois, com todas as validações automáticas, há transparência no uso da informação pública. Nosso atendimento das demandas municipais será muito mais ágil”, diz Cleomar Rocha.

Por fim, a terceira etapa se refere a peopleware. Este neologismo corresponde à cultura digital desenvolvida pelos moradores da cidade. “Inteligência não é algo que se compra e se instala; mas algo que se adquire e se realiza”, diz Cleomar Rocha. Na prática, significa que servidores públicos municipais e cidadãos devem aprender a operar as novas tecnologias implementadas. Aulas de robótica e informática e festivais de cultura digital já estão sendo fornecidos, mas o secretário admite que a etapa está longe de ser concluída. “Mesmo quando chegarmos a 100%, isso não significa acomodação porque demanda uma atualização constante das pessoas”, diz Cleomar Rocha. 

“Se busca com isso a construção de inteligência de gestão na medida em que teremos maior controle das informações que chegam e que são produzidas pela prefeitura”, afirma Cleomar Rocha. “Teremos mais perspectivas de governança – ou seja, envolvimento da população com a tomada de decisão, com a apreciação pública de projetos e com a transferência dos dados da administração. Queremos implementar as ações que cooperam de maneira mais ágil na entrega dos serviços.”

Economia

Apenas a nova sede da prefeitura, na Cidade Administrativa, economiza R$ 2 milhões anuais em relação à sede anterior com energia solar e sistemas integrados de informação. O prédio moderno possui uma árvore solar logo na entrada, onde também foram instaladas diversas placas solares. Toda a energia gerada é direcionada para os elevadores do prédio.  Também foi montado projeto para que a água da chuva seja aproveitada.

Uma resposta para “Cidade Inteligente projeta Aparecida de Goiânia para o futuro”

  1. Ereni disse:

    Excelente iniciativa! Parabéns a equipe!

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