Saiba o que os prefeitos dos municípios goianos têm feito para combater a violência contra mulheres
14 março 2026 às 21h00

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A violência contra a mulher ainda é uma realidade persistente em Goiás e enfrentá-la exige muito mais do que discursos ocasionais em datas simbólicas. Exige políticas públicas, estrutura institucional e, sobretudo, vontade política. Foi com esse objetivo que o Jornal Opção decidiu realizar um amplo levantamento: nossa reportagem entrou em contato com os 246 prefeitos e prefeitas dos municípios goianos para perguntar, de forma direta, quais medidas as prefeituras têm adotado para combater a violência contra a mulher.
O resultado revela um retrato complexo — e, em muitos aspectos, preocupante — da rede de proteção às mulheres no estado.
A iniciativa da reportagem dialoga com um movimento que já vem acontecendo em diversas cidades goianas: o projeto “Maria da Penha nas Escolas”, idealizado pela professora Manoela Barbosa, que já percorreu mais de 60 municípios de Goiás levando informação e educação preventiva para estudantes. Nas escolas, o projeto discute a Lei Maria da Penha, ensina crianças e adolescentes a reconhecerem sinais de violência e promove reflexões sobre respeito, igualdade e cidadania. A lógica é simples e poderosa: educar as novas gerações para quebrar ciclos históricos de violência.
Mas enquanto iniciativas da sociedade civil avançam dentro das salas de aula, a estrutura institucional para proteger mulheres ainda é extremamente desigual entre os municípios goianos.
Entre os 246 municípios do estado, apenas 28 possuem delegacias especializadas no atendimento à mulher. Isso significa que, na grande maioria das cidades, vítimas de violência doméstica precisam recorrer a delegacias comuns, muitas vezes sem equipes treinadas ou estrutura adequada para lidar com esse tipo de crime: uma realidade que pode desencorajar denúncias e prolongar ciclos de violência.
Outro dado que chama atenção é o perfil das gestões municipais. A política local em Goiás continua sendo majoritariamente masculina: apenas 34 mulheres foram eleitas prefeitas nas últimas eleições municipais. Em grande parte das cidades, o comando do Executivo está nas mãos de homens e a pauta das mulheres costuma ser delegada à Secretaria de Assistência Social, pasta que tradicionalmente concentra políticas relacionadas à proteção social.
Não raramente, essa secretaria é ocupada por primeiras-damas ou esposas dos prefeitos, uma prática ainda comum em diversas administrações municipais brasileiras. Embora muitas dessas gestoras realizem trabalhos importantes, a estrutura institucional raramente se traduz em políticas específicas e permanentes voltadas às mulheres.
Secretarias municipais exclusivas para a pauta feminina ainda são exceção em Goiás.
Alguns municípios, no entanto, têm mostrado que é possível seguir outro caminho. Valparaíso de Goiás, Cavalcante e São Domingos são exemplos de cidades que criaram Secretarias da Mulher, estruturas voltadas exclusivamente para políticas públicas de proteção, autonomia e promoção de direitos femininos. Nos dois casos, mesmo com prefeitos homens à frente do Executivo, as gestões optaram por valorizar a liderança feminina, colocando mulheres na condução dessas políticas e ampliando o protagonismo delas na administração pública.
Entre as cidades administradas por mulheres, também há exemplos que chamam atenção. Em Itaberaí, a prefeita Rita de Cássia Soares Mendonça, uma das 34 prefeitas eleitas em Goiás, mantém alto índice de aprovação popular e tem sido citada por moradores e lideranças locais como uma gestão que demonstra atenção especial às políticas sociais e à participação feminina na administração municipal.
Para compreender como cada prefeitura tem lidado com o tema, o Jornal Opção buscou ouvir todos os prefeitos e prefeitas do estado. Nem todos responderam. A maioria sequer atendeu aos contatos da reportagem. Em alguns casos, talvez tenha sido melhor assim.
Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu durante o contato com o prefeito de Cezarina, que afirmou que muitos conflitos entre homens e mulheres aconteceriam porque “elas provocam”. A declaração — que reproduz uma visão ultrapassada e perigosa sobre a violência de gênero — evidencia como certos preconceitos ainda persistem no imaginário de parte da classe política.
Felizmente, essa posição não representa a maioria dos gestores municipais ouvidos pela reportagem. Entre as respostas recebidas, há prefeitos e prefeitas que relatam iniciativas importantes: campanhas educativas, parcerias com delegacias e Ministério Público, programas de acolhimento social e ações de prevenção nas escolas.
Mesmo assim, o levantamento mostra que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que a rede de proteção às mulheres esteja presente de forma estruturada em todo o território goiano.
Nas próximas páginas, o Jornal Opção apresenta as respostas — e, em alguns casos, os silêncios — de prefeitos e prefeitas dos 246 municípios de Goiás sobre o que está sendo feito, na prática, para combater a violência contra a mulher. Mais do que um levantamento administrativo, trata-se de um retrato do compromisso — ou da ausência dele — de cada gestão municipal com um dos problemas sociais mais graves do país.
Goiânia
Sandro Mabel

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), afirmou que a capital mantém uma série de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres e ao combate à violência doméstica. Segundo ele, a estrutura municipal conta com programas de acolhimento e ações de segurança específicas.
“Nós estamos fazendo o que sempre temos feito: cuidando das mulheres. Temos a Patrulha da Mulher dentro da Guarda Civil Metropolitana, vários programas de acolhimento e uma Casa de Acolhida.”
Mabel destacou que a Prefeitura também atua na proteção de mulheres que já estão em situação de risco ou sob medidas protetivas.
“Temos ações voltadas para mulheres que estão sob proteção e também cuidamos dos filhos dessas mulheres, oferecendo suporte para que elas consigam reconstruir suas vidas.”
Anápolis
Márcio Corrêa

O prefeito Márcio Corrêa (PL) não atendeu à reportagem, mas a assessoria da Prefeitura de Anápolis enviou uma resposta detalhando as ações desenvolvidas no município.
Segundo a nota, a cidade conta com uma rede de atendimento voltada ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica, tendo como principal estrutura o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM).
No espaço, as mulheres recebem acolhimento inicial realizado por assistentes sociais, além de atendimento psicológico e orientação jurídica.
O atendimento inclui:
- triagem e orientação social;
- encaminhamento para benefícios sociais;
- acompanhamento psicológico;
- orientação jurídica.
De acordo com a ´Prefeitura, as vítimas também podem ser encaminhadas para cursos profissionalizantes e bancos de emprego, com o objetivo de fortalecer a autonomia financeira e romper ciclos de violência.
A administração municipal informou ainda que mantém o pagamento de banco de horas à Polícia Militar para garantir o funcionamento da Força Tática Municipal, que atua como reforço na segurança pública.
Aparecida de Goiânia
Leandro Vilela

O prefeito Leandro Vilela (MDB) afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher é uma das prioridades da atual gestão. Segundo ele, o município tem investido em políticas públicas que combinam proteção, prevenção e autonomia econômica das mulheres.
“Nossa gestão tem tratado a proteção e a valorização das mulheres como prioridade. Em Aparecida, temos avançado em políticas concretas de enfrentamento à violência e de fortalecimento da autonomia feminina.”
Entre as principais iniciativas está o funcionamento 24 horas da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), implantada com apoio do Governo de Goiás. Além disso, o município fortaleceu a atuação da Patrulha Maria da Penha da Guarda Civil Municipal, responsável pelo acompanhamento de mulheres com medidas protetivas.
Outra frente de atuação é a ampliação da Rede de Apoio às Mulheres, que integra serviços de acolhimento, orientação jurídica e acompanhamento social por meio da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres.
A Prefeitura também tem investido em programas de qualificação profissional.
“Em parceria com o Cotec e o Governo de Goiás, temos ofertado cursos profissionalizantes que ajudam muitas mulheres a conquistarem qualificação e independência financeira.”
Recentemente, o município instalou o Banco Vermelho, símbolo internacional de conscientização contra o feminicídio, na Praça da Cidade Administrativa Maguito Vilela.
“A violência contra a mulher é um horror que precisa ser combatido por toda a sociedade. Mais de 70% desses casos acontecem dentro de casa. O Banco Vermelho é um convite à reflexão coletiva”, afirmou o prefeito.
Aporé
Leonardo de Moraes Carvalho

No município de Aporé, com cerca de 4 mil habitantes, a Prefeitura atua em parceria com instituições da rede de proteção para atender mulheres vítimas de violência.
Segundo o prefeito Leonardo de Moraes Carvalho (PP), o atendimento inclui acompanhamento psicológico, orientação social e encaminhamento jurídico. “Nós damos apoio às mulheres por meio da assistência social, das unidades de saúde e também com apoio da Polícia Militar e do Ministério Público.”
Como a cidade não possui delegacia especializada, os casos são encaminhados à comarca de Itajá, que fica a 46 quilômetros da cidade.
Lá funciona a chamada Sala Lilás, espaço destinado ao atendimento humanizado de vítimas de violência doméstica.
“A Sala Lilás é um ambiente reservado para atendimento de mulheres vítimas de violência, feito por profissionais mulheres.”
O prefeito informou ainda que a gestão acompanha o cumprimento de medidas protetivas em parceria com as forças de segurança. “A gente acompanha os casos de violência e também a fiscalização das medidas protetivas para garantir a segurança dessas mulheres.”
Amorinópolis
Gustavo Silva de Oliveira

O prefeito Gustavo Silva de Oliveira (UB) afirmou que Amorinópolis é uma cidade considerada tranquila em relação aos índices de violência. Segundo ele, o município não registra casos recentes graves, mas ainda assim realiza ações preventivas.
“Nosso município é interiorano e pacato. Se você olhar os dados da Polícia Civil e da Polícia Militar, são acontecimentos bem incomuns.”
Mesmo com baixos índices, a Prefeitura realiza campanhas de conscientização envolvendo diferentes áreas da administração. “Trabalhamos com as secretarias de Saúde, Educação e Assistência Social para informar as mulheres sobre seus direitos e sobre os mecanismos de proteção.”
Essas ações incluem reuniões comunitárias e encontros com lideranças religiosas. “Fazemos encontros coletivos com igrejas católicas e evangélicas e lideranças comunitárias para conscientizar a população.”
Acreúna
Claudiomar Portugal

O prefeito Claudiomar Portugal (PP) afirmou que a cidade ainda não possui estrutura completa de acolhimento, mas conta com forte atuação das forças policiais. “A Polícia Civil e a Polícia Militar daqui são muito atuantes. Qualquer ocorrência é atendida imediatamente.”
Segundo ele, o município acompanha os casos em parceria com polícia e Conselho Tutelar.
O prefeito reconheceu, porém, que os registros de violência têm aumentado. “Tem aumentado, sim. A gente acompanha os casos e trabalha em parceria com as forças de segurança.”
Pires do Rio
Hugo do Laticínio

Em Pires do Rio, o prefeito Hugo do Laticínio (Podemos) destacou a criação da Procuradoria da Mulher, iniciativa aprovada pela Câmara Municipal. Segundo ele, a estrutura tem sido fundamental para ampliar o debate sobre violência doméstica.
“A Câmara criou a Procuradoria da Mulher e nós estamos dando todo o suporte para que ela funcione.”
A cidade, que tem cerca de 33 mil habitantes, ainda não possui delegacia especializada no atendimento à mulher.
Mesmo assim, o prefeito afirma que o município trabalha na conscientização da população.
Ele acredita que o problema da violência contra a mulher está ligado a diferentes fatores sociais. “Muitas vezes está ligado a problemas psicológicos, ao uso de álcool ou drogas e também a conflitos familiares.”
Para ele, a prevenção é o caminho mais eficaz.
“A prevenção é o mais importante. Depois que acontece, não tem como voltar atrás.”
Novo Gama
Carlinhos do Mangão

O prefeito Carlos Alves dos Santos, conhecido como Carlinhos do Mangão (PL), destacou que Novo Gama criou uma Secretaria da Mulher com equipe multidisciplinar para atender vítimas de violência.
A estrutura conta com:
- psicólogos;
- assistentes sociais;
- advogados.
Também foi implantada a Sala Lilás, destinada ao atendimento humanizado das vítimas.
Outra iniciativa é um programa municipal que oferece apoio emergencial para mulheres que precisam sair de casa após sofrer violência.
“Se a mulher estiver em situação de risco e precisar sair da residência, o município custeia hospedagem para ela e para os filhos.”
Caso seja necessário, a prefeitura também paga passagem para que a vítima possa se deslocar para a casa de familiares em outra cidade. “O objetivo é garantir que essa mulher tenha segurança para sair daquela situação de violência.”
Valparaíso de Goiás
Marcus Vinícius

Em Valparaíso de Goiás, o prefeito Marcus Vinícius (MDB) destacou que o município tem buscado estruturar uma política pública permanente voltada à defesa das mulheres. Entre as principais iniciativas está a criação da Secretaria da Mulher, algo ainda raro entre cidades goianas.
“Criamos, pela primeira vez na história da cidade, a Secretaria da Mulher, que faz um diálogo permanente com Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público.”
O município também mantém parceria para reforçar o patrulhamento da Patrulha Maria da Penha, inclusive com recursos próprios.
Além disso, a Prefeitura trabalha para construir na cidade a sede do Batalhão Maria da Penha, que atende a região do Entorno do Distrito Federal. “Hoje, cerca de 60% das medidas protetivas do Entorno estão na região que inclui Valparaíso, Luziânia e Novo Gama.”
Outro foco da gestão é a autonomia econômica das mulheres.
Por meio do programa Capacita Val, mais de mil mulheres participaram de cursos profissionalizantes no último ano.
Marcus Vinícius também destaca a presença feminina na administração municipal.
Hoje temos 50% do nosso secretariado composto por mulheres.
Itaberaí
Rita de Cássia

Uma das 34 prefeitas eleitas em Goiás, Rita de Cássia Soares Mendonça (UB) tem sido apontada como exemplo de gestão com participação feminina.
A prefeita afirmou que a cidade tem investido em políticas de proteção às mulheres e na ampliação da presença feminina na administração pública.
Entre as ações está a doação de um terreno para a construção de um novo prédio da Polícia Civil que contará com departamentos específicos para:
- mulheres;
- crianças;
- idosos.
“Hoje temos delegacia geral, mas estamos trabalhando para ter um espaço específico de atendimento.”
Rita também destacou o avanço da participação feminina no governo municipal. “60% das minhas secretarias são ocupadas por mulheres.”
Ela relembrou ainda os episódios de machismo que enfrentou ao longo da carreira política. “Quando fui eleita pela primeira vez, muita gente dizia que eu não daria conta. Diziam que eu era apenas uma laranja.”
Hoje, segundo ela, a realidade mudou. “Hoje eu conquistei meu espaço e sou respeitada pelo trabalho que realizamos na cidade.”
Santa Bárbara de Goiás
Job Martins de Deus

O prefeito Job Martins de Deus (PDT) afirmou que o município não registrou casos de feminicídio. “Graças a Deus, nunca tivemos feminicídio na cidade.”
Ele defende que a principal medida para combater a violência é a punição aos agressores.
“A punição ao agressor. Se não punir, ele volta a cometer o crime.”
Durante a entrevista, o prefeito demonstrou interesse em receber o projeto Maria da Penha nas Escolas no município.
Santa Helena de Goiás
Iris Martins

O prefeito Íris Martins (MDB) afirmou que o município realiza campanhas de conscientização sobre violência contra a mulher.
Entre as ações citadas estão:
- campanhas nas ruas;
- divulgação em rádios;
- ações comunitárias;
A cidade possui cerca de 39 mil habitantes, mas não conta com delegacia especializada de atendimento à mulher.
Segundo o prefeito, o combate à violência depende de um conjunto de medidas. “É um conjunto de ações: prevenção, campanhas e atuação das instituições.”
São Domingos
Gilvanir Cardoso

O prefeito Gilvanir Cardoso (PP) destacou a criação recente da Secretaria da Mulher no município.
“Criamos a Secretaria da Mulher recentemente e vamos trabalhar em parceria com Polícia Civil, Polícia Militar e outros órgãos.”
A cidade tem cerca de 10 mil habitantes e ainda não possui delegacia especializada. O prefeito acredita que a prevenção e a punição devem caminhar juntas.
“Muitos agressores são reincidentes. Precisamos de prevenção, mas também de punição.”
Palminópolis
Franc Helvis Vaz

O prefeito Franc Helvis Vaz (PP) afirmou que o município realiza campanhas de conscientização, especialmente durante o mês da mulher.
Entre as iniciativas estão:
- campanhas em rádio;
- reuniões comunitárias;
- eventos de valorização das mulheres.
“A prevenção é fundamental, junto com leis mais duras para punir os agressores.”
Montividiu
Edson Bueno

O prefeito Edson Bueno (PSB) destacou ações de conscientização e atividades sociais voltadas à comunidade. A cidade, com cerca de 12 mil habitantes, possui apenas delegacia geral.
Segundo ele, a educação é a principal ferramenta para combater a violência.
“A educação é o caminho. A lei é importante, mas a conscientização das pessoas é essencial.”
Nova Crixás
Rodrigo Barbosa

O prefeito Rodrigo Barbosa (MDB) afirmou que o município realiza campanhas e palestras educativas. Para ele, a prevenção é a principal estratégia. “Nada melhor que a prevenção. A punição é depois que o fato já aconteceu.”
Ele também acredita que o aumento das denúncias pode explicar parte do crescimento dos registros de violência.
Varjão
Diogo Guimarães

O prefeito Diogo Guimarães (Podemos) informou que o município criou por lei o programa Maria da Penha nas Escolas, que promove atividades educativas nas escolas. “Instituímos uma lei que determina que as escolas trabalhem o tema da violência contra a mulher com os alunos.”
Segundo ele, a prevenção e a punição precisam caminhar juntas.
Uirapuru
Elivan Ribeiro dos Santos

O prefeito Elivan Ribeiro dos Santos (UB) afirmou que o município enfrenta dificuldades estruturais. A cidade não possui sequer delegacia de polícia.
“Qualquer ocorrência precisa ser encaminhada para Crixás.”
A cidade citada pelo prefeito fica a 35 quilômetros de Uirapuru. Mesmo assim, a Prefeitura busca atuar de forma preventiva. “Cidade pequena todo mundo sabe o que está acontecendo. Quando vemos um problema, tentamos intervir antes que vire algo mais grave.”
Trombas
Delvair Ramos

O prefeito Delvair Ramos (UB) informou que o município inaugurou recentemente uma Sala da Procuradoria da Mulher, destinada a orientar vítimas de violência.
No local são oferecidos:
- atendimento jurídico;
- orientação psicológica;
- suporte social.
Segundo ele, não houve registros recentes de feminicídio na cidade.
Teresina de Goiás
Kleverton Barbosa

O prefeito Kleverton Barbosa (UB) afirmou que o município trabalha com uma rede de proteção formada por prefeitura, conselho tutelar, Ministério Público e forças de segurança.
A cidade realiza:
- palestras nas escolas;
- campanhas educativas;
- atendimento psicológico gratuito.
Para ele, a punição também precisa existir.
“Quem cometer violência precisa ir para a cadeia. Mas também precisamos informar as mulheres para que elas não tenham medo de denunciar.”
Moiporá
Wilson José Ferreira

O prefeito de Moiporá, Wilson José Ferreira (PL), defendeu que o combate à violência contra a mulher passa por duas frentes: educação e punição rigorosa aos agressores.
Para ele, embora a educação seja essencial para mudar a mentalidade das novas gerações, crimes graves precisam ser tratados com rigor pela Justiça. “Primeiro vem a educação. Mas aqueles que cometem esse tipo de crime têm que ser punidos no rigor da lei mesmo.”
O prefeito citou casos recentes de feminicídio que ganharam repercussão nacional e demonstrou indignação com a brutalidade desses crimes.
“Ontem mesmo eu estava vendo um caso de um homem que matou a mulher e ainda avisou o filho. Isso é um absurdo. Para esse tipo de coisa tem que ser cadeia.”
Wilson acredita que o investimento em educação pode mudar o comportamento das próximas gerações. “Essa juventude que está sendo educada agora vai ter uma mentalidade diferente. Já essa geração que não estudou, que ficou fora da escola, é a que mais acaba cometendo esse tipo de crime.”
Marzagão
Solimar Cardoso

No município de Marzagão, com cerca de 5,5 mil habitantes, o prefeito Solimar Cardoso (Podemos) afirma que os índices de violência contra a mulher são considerados baixos.
Segundo ele, a cidade não possui delegacia especializada de atendimento à mulher, mas conta com apoio policial da região de Caldas Novas, que fica a 29 quilômetros. “Aqui é bem tranquilo, graças a Deus. Por ser um município pequeno, não temos registros que agravem essa situação.”
O prefeito reconhece, porém, que a violência contra a mulher é um problema estrutural da sociedade.
Para ele, a solução passa, principalmente, pela educação.
“O que muda mesmo é a educação. Pode prender ou punir, mas sempre vai aparecer alguém fazendo isso. O que transforma é ensinar desde cedo.”
Solimar também afirmou acreditar que o machismo ainda está presente na sociedade brasileira. “Eu acredito que ainda existe machismo, sim.”
Mambaí
Éder Ornelas

Em Mambaí, o prefeito Éder Ornelas (PL) afirmou que a Prefeitura tem realizado ações de conscientização, especialmente durante o mês da mulher.
Entre as iniciativas está a realização de eventos educativos com participação da Patrulha Maria da Penha. “Na semana passada, fizemos um evento trazendo a major responsável pela Patrulha Maria da Penha aqui da região para falar sobre o tema.”
As ações são realizadas em parceria com a assistência social do município e incluem palestras e orientação às mulheres sobre a importância de denunciar agressões.
Apesar disso, o município não possui delegacia especializada nem secretaria voltada à mulher.
Segundo o prefeito, muitos casos de violência acabam não aparecendo nas estatísticas. “Muitas mulheres sofrem agressões e não têm coragem de denunciar. Então, muitas vezes, os números não mostram a realidade.”
Para ele, além da punição aos agressores, é fundamental fortalecer a rede de apoio às vítimas. “A punição é necessária, mas também precisamos incentivar as mulheres a denunciar.”
Jussara
Maria Idali da Silva

A prefeita de Jussara, Maria Idali da Silva (UB), destacou a instalação da Procuradoria da Mulher no município como uma das principais iniciativas de apoio às vítimas.
Segundo ela, a Prefeitura também oferece atendimento psicológico nas unidades de saúde para mulheres que enfrentam situações de violência. “Quando sabemos de algum caso, oferecemos apoio psicológico e acompanhamento.”
Apesar disso, a prefeita afirma que o município não registra um número elevado de ocorrências.
“Não é um caso alarmante aqui na cidade.”
Para Idali, a educação é a ferramenta mais importante para prevenir a violência. “Educação nas escolas é fundamental.”
Ela também reconhece que o machismo ainda existe na sociedade brasileira. “Existe machismo em todos os lugares.”
Novo Planalto
Eudes Rodrigues

No município de Novo Planalto, o prefeito Eudes Rodrigues (MDB) afirma que a Prefeitura oferece apoio psicológico, jurídico e social às mulheres vítimas de violência.
Segundo ele, muitas mulheres permanecem em relações abusivas por dependência financeira. “Muitas não saem de casa porque acham que precisam do marido para se sustentar.”
Por isso, a Prefeitura tem trabalhado para inserir mulheres no mercado de trabalho.
“Nós tentamos colocar essas mulheres no mercado de trabalho ou até dentro do próprio serviço público.”
O prefeito citou o caso de uma mulher que sofria violência doméstica e só conseguiu romper o relacionamento após receber qualificação profissional e emprego no Paço. “Ela não saía de casa porque não tinha renda. Hoje trabalha com comunicação no município.”
Cavalcante
Vilmar Kalunga

O prefeito de Cavalcante, Vilmar Kalunga (PSB), destacou que o município mantém uma Secretaria da Mulher e da Igualdade Racial, responsável por desenvolver políticas públicas voltadas à proteção feminina.
Segundo ele, a cidade tem investido em campanhas educativas e eventos de conscientização. “A violência contra a mulher é uma realidade grave no Brasil e não podemos fechar os olhos para isso.”
O prefeito também ressaltou o protagonismo feminino dentro da própria administração municipal.
“Cerca de 70% dos cargos de secretarias e diretorias do nosso governo são ocupados por mulheres.”
Para Kalunga, a prevenção é o caminho mais eficaz. “A punição é necessária, mas quando ela acontece o crime já foi cometido. A prevenção é fundamental.”
Caturaí
Alexandre Tiago

Em Caturaí, município com cerca de 4,8 mil habitantes, o prefeito Alexandre Tiago (UB) afirmou que a Prefeitura acompanha de perto os casos de violência doméstica.
O atendimento às vítimas é realizado com apoio da assistência social e inclui acompanhamento psicológico e psiquiátrico. “A gente oferece acompanhamento psicológico e psiquiátrico para essas mulheres.”
Durante o mês da mulher, a Prefeitura promoveu atividades de conscientização com palestras e serviços de atendimento. “Realizamos um evento com palestras, atendimento jurídico e ações voltadas às mulheres.”
Britânia
Maria do Desterro

A prefeita de Britânia, Maria do Desterro (PL), afirmou que o município tem investido em campanhas educativas e ações de conscientização.
Entre as iniciativas estão:
- caminhadas de conscientização;
- palestras nas escolas;
- atividades em grupos de convivência.
A cidade também criou uma sala de acolhimento para mulheres dentro da delegacia geral.
Segundo a prefeita, a educação é a principal ferramenta para combater a violência.
“Eu sou professora antes de ser política. Acredito muito na educação.”
Ela defende que o combate à violência contra a mulher passa por mudanças culturais.
“Se não educarmos os homens do futuro, não vamos resolver esse problema.”
Avelinópolis
Antônio Marcos

O prefeito de Avelinópolis, Antônio Marcos (PL), afirmou que a Prefeitura mantém parceria com a Polícia Militar para reforçar o acompanhamento de casos de violência doméstica.
Segundo ele, o município repassa recursos para auxiliar no patrulhamento, especialmente nos casos em que existem medidas protetivas. “Temos um convênio com a Polícia Militar para ajudar no patrulhamento das mulheres que possuem medida protetiva.”
O prefeito acredita que o problema da violência doméstica está ligado a diferentes fatores sociais. “São muitos fatores: problemas familiares, dificuldades financeiras e falta de estrutura familiar.”
Para ele, o combate ao problema exige ações em várias frentes. “A prevenção, as palestras e a punição ao agressor são importantes.”
Aruanã
Arlirio Antunes

O prefeito de Aruanã, Arlirio Antunes (UB), afirmou que o município não possui delegacia especializada de atendimento à mulher.
Segundo ele, os casos de violência são raros na cidade. “Graças a Deus, não temos registros recentes.”
Mesmo assim, ele defende que a principal medida para combater a violência é a prevenção. “Depois que acontece, não tem mais o que fazer. O importante é prevenir.”
Bela Vista de Goiás
Eurípedes do Carmo

Em Bela Vista de Goiás, o prefeito Eurípedes do Carmo (Podemos) destacou a criação da Secretaria da Mulher, responsável por oferecer atendimento jurídico, social e psicológico às vítimas.
A secretaria também desenvolve campanhas de conscientização e ações de apoio social. “Quando a mulher nos procura em situação de vulnerabilidade, oferecemos apoio jurídico, social e orientação.”
Segundo ele, muitas vítimas são mulheres em situação de vulnerabilidade social. A Prefeitura também desenvolve programas de apoio às famílias e acompanhamento psicológico.
“O combate à violência precisa envolver toda a família.”
Para o prefeito, a conscientização e o fortalecimento das famílias são fundamentais. “A gente precisa trabalhar a conscientização das pessoas e fortalecer os valores dentro das famílias.”
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