Os 5 novos nomes de Goiás que devem oxigenar a direita nas eleições de 2026
07 fevereiro 2026 às 21h00

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As movimentações políticas em Goiás já começam a ganhar força com vistas às eleições de 2026. O estado, considerado um dos principais redutos conservadores do país, vê emergir lideranças que buscam transformar esse capital político em representação sólida, especialmente no Senado Federal.
Para compreender o processo, o Jornal Opção entrevistou cinco nomes que prometem oxigenar a direita goiana. São eles: Davi Machado, ativista e influenciador; Amanda Caixeta, jornalista e estrategista; Victor Hugo dos Santos, advogado eleitoral; Dr. Amarildo Filho, pré-candidato a deputado estadual; e Dieyme Vasconcelos, vereador por Aparecida de Goiânia e pré-candidato a deputado estadual.
O avanço da direita se manifesta em diferentes frentes. Dentre elas, as redes sociais, em debates acadêmicos e em estratégias jurídicas. A meta anunciada desse campo político é clara, ocupar cadeiras no Senado para ampliar a influência e garantir continuidade a projetos alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Tal planejamento que direciona ao Senado, segunda os entrevistados, perpassam, até mesmo, candidaturas para outras Casas Legislativas, como câmara dos deputados federal e estadual.
O discurso entre eles converge para a ideia de que 2026 será um marco decisivo. A chamada “guerra cultural” aparece como eixo central das propostas, com foco em consolidar uma bancada que represente os valores defendidos pelo segmento conservador goiano.
O que se desenha em Goiás é uma estratégia multifacetada:
– Mobilização digital para alcançar novos públicos.
– Defesa de valores tradicionais como eixo central da campanha.
– Articulação jurídica para garantir estabilidade institucional.
– Experiência técnica para sustentar propostas de gestão pública.
Davi Machado: a oxigenação da geração Z
Davi Machado, 16 anos, que se considera um jovem cristão conservador e ativista político da direita em Goiás, em entrevista ao Jornal Opção, detalhou sua atuação nas redes sociais, sua visão sobre o cenário político nacional e estadual e o papel da juventude nas eleições de 2026.

Com mais de 100 mil seguidores, a maioria deles em Goiás, ele afirma que seu objetivo é ser “uma gota de água no meio desse oceano”, ajudando a fortalecer candidaturas alinhadas às pautas conservadoras.
Davi explica que sua rotina diária é dedicada às redes sociais, sem falhar um dia sequer, para ampliar seu alcance e consolidar sua influência. “Eu trabalho nas redes sociais. Todo dia eu posso vir sem falhar, para quê? Para que eu possa crescer o meu perfil e simultaneamente eu poder ajudar pessoas, poder ajudar campanhas em 2026 que de fato condizem com nossos valores conservadores”, aponta.
Na análise de Davi, o Brasil vive um momento favorável para a direita, inspirado em exemplos de outros países da América do Sul. Ele observa que, em diversos países, candidatos de direita têm se unido no segundo turno para derrotar adversários da esquerda. “Isso aconteceu no Chile agora, isso tá acontecendo na América do Sul há muito tempo”, explica.
Para 2026, ele acredita que Flávio Bolsonaro é o nome com maior chance de chegar ao segundo turno. Também cita Ronaldo Caiado [PSD], Zema [Novo] e Tarcísio de Freitas [Republicanos], mas ressalta que São Paulo precisa de Tarcísio. “Flávio Bolsonaro vai vir com esse toque mais calmo, compreensivo, que vai poder pedir desculpa por algumas falas do pai dele e vai conseguir furar a bolha”, pontua.
Davi enfatiza a importância da eleição de senadores em 2026, destacando que a direita precisa fortalecer sua representação no Congresso. “O Bolsonaro deu uma missão para a direita: eleger senadores. Porque não adianta termos governadores, não adianta termos parlamentares bons no estado de Goiás, se nós não tivermos senadores que de fato vão conseguir furar essa bolha”, comenta.
Ele considera que Wilder de Morais tem chances de vitória para o governo de Goiás, mas alerta que sua saída da disputa pelo governo poderia enfraquecer a direita. Nesse contexto, vê como estratégica a possível aliança com Daniel Vilela, apontada pelo ex-presidente Bolsonaro, para garantir Wilder no Senado e fortalecer a candidatura de Gustavo Gayer.
No âmbito estadual, Davi acredita que o PL terá papel decisivo na escolha do próximo governador. “É a direita que vai decidir, é o PL de Wilder de Moraes que vai decidir quem vai ser o próximo governador”, aponta.
Para ele, se o apoio for a Daniel Vilela, este será eleito governador. Davi também projeta mudanças na Assembleia Legislativa, com a abertura de vagas devido a deputados que devem migrar para outras disputas. Estima que o PL poderá eleger de quatro a cinco deputados estaduais, citando o vereador de Aparecida de Goiânia, Dieyme Vasconcelos, como um dos nomes que contará com seu apoio.
Entre os candidatos que pretende abraçar em 2026, Davi destaca o pré-candidato a deputado federal Fred Rodrigues. “É o candidato que eu vou estar junto com ele. Vou usar todo esse aparato que eu tenho através das redes sociais para poder ser essa mão amiga durante essa eleição”, afirma.
Além de Fred Rodrigues, menciona o apoio ao pré-candidato ao Senado Gustavo Gayer e ao pré-candidato estadual Dieyme Vasconcelos, todos integrantes de seu grupo político.
Davi ressalta o papel da juventude nas eleições de 2026, afirmando que será um fator decisivo. “A juventude aprendeu desde cedo que o Lula é errado. Mesmo aqueles que têm pais de esquerda vão votar no candidato da direita”, pontua.
Ele cita nomes como Pedro Lima, Arlei, Nathan e outros jovens que se posicionam fortemente nas redes sociais, além da influência de figuras como Nikolas Ferreira. “O grande fator que vai eleger Flávio Bolsonaro em 2026 se chama geração Z, se chama juventude. A juventude vai vir com força, energia e voto”, explica.
Para Davi, a Geração Z é marcada pela intimidade com as redes sociais e será por meio delas que a direita terá vantagem. “Nós da direita temos muito mais força nas redes sociais do que a esquerda. Foi nas redes sociais que nós mostramos para os eleitores quem eram essas pessoas e vai ser nas redes sociais o fator predominante”, aponta.
Ele cita o exemplo de vídeos de Nikolas Ferreira [o deputado federal do PL por Minas Gerais] que alcançaram centenas de milhões de visualizações como prova da capacidade da direita de mobilizar a juventude digitalmente.
Além das redes sociais, Davi revela planos de atuação em universidades e escolas, organizando encontros estaduais e municipais para fortalecer a juventude conservadora em Goiás. “Todo jovem que eu converso eu falo: ‘Cara, você tem que se posicionar, você tem que usar as suas redes sociais e gravar’”, afirma.
Ele lembra que não vem de uma família ligada à política, mas encontrou inspiração em influenciadores da direita. “Foi através de vídeos do Nikolas Ferreira, do Gustavo Gayer [deputado federal do PL por Goiás], do Fred Rodrigues [concorreu a prefeitura de Goiânia em 2024] que eu comecei a me posicionar”, finaliza.
Amanda Caixeta: comunicação, conservadorismo e a guerra cultural no Brasil
Ao Jornal Opção, a jornalista e comentarista política Amanda Caixeta, chefe de comunicação do deputado federal e pré-candidato ao Senado, Gustavo Gayer, falou sobre sua atuação, os desafios da comunicação política e o papel da direita no atual cenário goiano e nacional. Sem pretensões eleitorais para este ano, Amanda destacou que seu foco está em fortalecer a campanha de Gayer e ampliar a visibilidade das propostas do grupo político ao qual pertence.

Amanda Caixeta ocupa a vice-presidência do PL Jovem de Goiás e coordena a comunicação do partido em Goiânia. Ela afirma que sua prioridade é dar visibilidade ao trabalho legislativo de Gustavo Gayer, que se destaca pelo número de propostas apresentadas e pela mobilização nas redes sociais.
Além disso, atua no suporte a outros nomes do grupo, como Fred Rodrigues, pré-candidato a deputado federal, e Dieyme Vasconcelos, pré-candidato a deputado estadual. “Meu papel é contribuir para que o trabalho desses nomes seja mostrado de forma clara e coerente, sem cair nas práticas da velha política”, afirma.
Para Amanda, a comunicação política deve assumir um papel de contraponto à hegemonia da esquerda nos meios de comunicação e nas universidades. Ela defende que toda informação possui um viés e que é necessário ampliar o acesso a diferentes perspectivas. “Não existe jornalismo neutro. O que precisamos é garantir que as pessoas tenham acesso a mais de um ponto de vista, para que possam refletir e formar suas próprias opiniões”, explica.
Sobre o cenário político estadual, Amanda destaca que o grupo do PL conta com nomes fortes para diferentes cargos, como Gustavo Gayer para o Senado, Fred Rodrigues para deputado federal e Dieyme Vasconcelos para deputado estadual.
Outros nomes citados incluem Coronel Urzêda, Major Vitor Hugo e Dr. Amarildo Filho. Ela também faz questão de mencionar Oséias Varão, a quem considera o mentor de todo o movimento. “Se não fosse ele ter pegado na mãozinha de todo mundo lá atrás, talvez não estaríamos ocupando esses espaços tão importantes e estratégicos hoje”, aponta.
Amanda também cita o trabalho do advogado Victor Hugo, responsável pela assessoria jurídica de Gayer e do PL, que tem se destacado por traduzir questões do Judiciário em linguagem acessível à população. “Temos um bom grupo, mas quem define é a urna. O que precisamos é mostrar às pessoas a coerência e o trabalho real desses candidatos”, pontua.
No plano nacional, Amanda reforça seu apoio a Flávio Bolsonaro e critica o atual governo federal, apontando problemas como aumento da carga tributária e gastos públicos. Ela cita os déficits tributários na casa dos 10 trilhões de reais, a maior carga tributária do mundo com a nova reforma, além da criação de cargos e aumento de salários de comissionados.
“Estamos vendo o dinheiro do povo ser desperdiçado. A pauta principal é combater isso e trazer esclarecimento para que as pessoas entendam o que está acontecendo e optem por outros nomes”, afirma.
Amanda aborda o conceito de “guerra cultural”, que, segundo ela, é resultado da ocupação de espaços estratégicos pela esquerda ao longo das últimas décadas. “Mais do que prosperidade econômica, precisamos preservar valores morais e institucionais. É por isso que nos consideramos conservadores: defendemos a vida, a propriedade privada, a liberdade econômica e a família como base da sociedade”, afirma.
Ela cita o exemplo do Canadá, país próspero economicamente, mas que, em sua visão, está “doente moralmente” devido à guerra cultural. Para Amanda, essa disputa se manifesta em diferentes frentes, especialmente na educação.
“Infelizmente, muitos jovens são ensinados a odiar a família, a fé e os princípios que aprendem dentro das igrejas. A essência do marxismo é contrária à fé cristã, pois vê a religião como o ópio das massas. Nós entendemos que os valores judaico-cristãos formaram a nossa sociedade e, por isso, combatemos essa guerra cultural na linha de frente, preservando o que funciona e ajustando o que precisa ser melhorado”, explica.
Apesar de não ter pretensão política imediata, Amanda não descarta uma candidatura em anos futuros. Ela chegou a mencionar a possibilidade de disputar em 2028, mas reforça que, neste momento, seu objetivo é consolidar a comunicação do grupo e ampliar o alcance das ideias conservadoras. “O exemplo é o que convence. Mostrar o que está sendo feito é a melhor forma de conquistar a confiança das pessoas”, conclui.
Ao final da conversa, Amanda reforçou sua disposição em colaborar com a imprensa e destacou a importância de levar esse debate para diferentes espaços.
Victor Hugo dos Santos: “meu papel é dar sustentação jurídica à direita em Goiás e no Brasil”
O advogado Victor Hugo dos Santos não é pré-candidato, mas sua atuação nos bastidores da política goiana e nacional o coloca como peça-chave na engrenagem da direita. Em entrevista ao Jornal Opção, ele detalhou sua trajetória, avaliou o cenário eleitoral e falou sobre os desafios jurídicos enfrentados pelo campo conservador nos últimos pleitos.

Victor Hugo deixa claro: não pretende disputar cargos eletivos. Seu papel é outro, oferecer sustentação jurídica às principais lideranças da direita. Ele representa deputados federais, vereadores da capital, além de toda a bancada do PL em Aparecida de Goiânia. “Eu que dou o sustentáculo de toda a grande parte da direita, principalmente os nomes mais fortes e polêmicos”, afirma.
Na avaliação do advogado, Goiás se consolidou como um reduto conservador. Ele cita como exemplo a eleição municipal de 2024, quando Fred Rodrigues venceu o primeiro turno em Goiânia sem grande estrutura financeira, mas acabou derrotado no segundo turno por Sandro Mabel, apoiado pela esquerda. “Há até um desânimo geral em a esquerda lançar candidatura ao governo. O público majoritariamente de direita vai sobressair novamente”, projeta.
Victor Hugo acredita que a próxima eleição estadual e federal terá bancadas predominantemente de direita. Ele destaca nomes como o senador Wilder e Daniel, que, caso mantenham apoio do PL, devem protagonizar campanhas competitivas.
No cenário nacional, o advogado também se mostra confiante. Para ele, o maior desafio enfrentado pela direita foi a eleição de 2022, marcada por forte judicialização. “Para quem enfrentou a eleição de 22, qualquer eleição fica fácil de ser enfrentada”, diz. Ele avalia que o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás atua de forma legalista e justa, mas reconhece que o problema esteve no TSE.
Com a presidência de Nunes Marques prevista para o Tribunal Superior Eleitoral, Victor Hugo acredita em um ambiente mais equilibrado. “O cenário é muito mais otimista, de uma eleição em que o Judiciário não seja tão protagonista quanto foi em 2022”, afirma.
Questionado sobre os aprendizados do último pleito, Victor Hugo é categórico: “Quanto mais protagonismo tem o Judiciário, menos voz o povo tem”. Para ele, o modelo ideal é um Judiciário discreto, sem ativismo, que garanta decisões justas e deixe o protagonismo para o eleitor. “O que não queremos é repetir o cenário de 2022”, reforça.
Outro ponto destacado pelo advogado é a importância do Senado Federal para conter o que chama de “supramocracia”, o excesso de poder concentrado no Supremo Tribunal Federal. Ele ecoa avaliações de lideranças da direita, como Jair Bolsonaro, que defendem maior presença conservadora na Casa. “O Senado é a única esperança de haver uma contenção do Supremo, que ao longo do tempo ficou quase com poderes absolutos. É o único poder capaz de dar um susto nesse avanço”, explica.
Victor Hugo também comentou uma crítica recorrente da esquerda: apesar de a direita ter conquistado mais cadeiras no Senado, não conseguiu formar uma frente sólida. Ele explica que o problema está na presidência da Casa. “A admissibilidade de um processo de impeachment vem da presidência. A direita não teve quantidade absoluta para viabilizar a presidência. Logo, mesmo tendo coro, ficamos à mercê da decisão monocrática do presidente do Senado”, afirma.
Ele cita Rodrigo Pacheco como exemplo dos últimos presidentes que mantiveram a direita sem força suficiente para pautar temas relevantes. “A ideia agora é fazer uma frente massiva, conquistar a presidência e, assim, colocar em pauta esse tipo de assunto. Por isso investir de forma tão grande em senadores”, completa.
Victor Hugo destaca ainda a importância da articulação jurídica nos processos eleitorais. “Nosso trabalho jurídico às vezes é o terceiro tempo das eleições. Tentamos desempenhar uma boa defesa e, mais do que isso, um bom relacionamento, para que o julgamento seja baseado nos autos e não na versão pessoal do julgador”, explica.
Ele lembra que, desde 2022, a direita enfrentou um tribunal hostil, mas acredita que em 2026 o cenário será diferente, com mudanças na composição do TSE. “Estamos sempre lutando nos bastidores para que o julgamento seja justo e baseado na prova dos autos”, reforça.
Victor Hugo dos Santos não estará nas urnas, mas sua atuação nos bastidores promete ser decisiva. Entre tribunais e articulações políticas, ele se coloca como sustentação jurídica da direita em Goiás e no Brasil, confiante de que 2026 será um ano de menos protagonismo judicial e mais espaço para a escolha popular.
Dr. Amarildo Filho, pré-candidato do PL a deputado estadual em Goiás
Ao Jornal Opção Dr. Amarildo Filho, pré-candidato a deputado estadual pelo PL. Em uma conversa extensa, ele abordou temas da conjuntura nacional e estadual, destacou suas pautas prioritárias e explicou como pretende se preparar para a eleição de 2026.

Amarildo Filho afirmou que, embora defenda uma candidatura própria do PL ao governo estadual, a prioridade da direita neste momento é a conquista de cadeiras no Senado Federal. Para ele, a eleição de 2026 será “talvez a mais importante da história”, já que cada estado terá a oportunidade de eleger dois senadores. Segundo o pré-candidato, o Senado é a única casa capaz de frear os avanços do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em sua visão, atua de maneira política e injusta.
O pré-candidato reforçou seu alinhamento com a direita conservadora, defendendo princípios cristãos, valores da família e liberdade econômica. Ele critica o modelo de Estado inchado e a alta carga tributária, que, segundo ele, não retorna em serviços públicos de qualidade.
“O povo paga muito e recebe quase nada. O aumento do Estado só gera mais corrupção. Defendemos um Estado enxuto, eficiente e que entregue serviços de qualidade”, afirmou.
No âmbito estadual, Amarildo Filho apontou a saúde como prioridade. Ele criticou a prática de transportar pacientes do interior para Goiânia em vans, em vez de estruturar atendimento hospitalar nos municípios. Para ele, esse modelo sobrecarrega o sistema e não resolve o problema. “Precisamos acabar com políticas assistencialistas e investir em atendimento local”, defendeu.
O advogado também destacou a importância da base municipal e estadual para fortalecer pautas nacionais. “A mudança começa de baixo. Meu slogan para vereador foi: ‘A mudança do Brasil começa na nossa cidade’. Os parlamentares municipais e estaduais são suporte para deputados federais e senadores”, explicou.
Especialista em Direito Público e mestrando em Direito Constitucional Econômico, Amarildo Filho já disputou eleições anteriores. Em 2020, concorreu ao cargo de vereador em Goiânia, obtendo 3.248 votos e ficando na primeira suplência. Ele ressalta que sua campanha foi feita sem barganhas políticas ou compra de votos, contando com apenas 11 cabos eleitorais.
O diferencial, segundo ele, foi o trabalho nas redes sociais, que hoje somam números expressivos: quase 500 mil seguidores no Instagram, mais de 150 mil inscritos no YouTube, cerca de 100 mil seguidores no Facebook e mais de 1 milhão no TikTok.
Na segunda parte da entrevista, Amarildo Filho avaliou o papel das redes sociais no processo eleitoral. Ele lembrou que, mesmo em sua primeira campanha, já tinha uma presença digital razoável, chegando a ser notado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que gravou um vídeo de apoio.
Hoje, com alcance muito maior, ele acredita que a diferença será significativa. “Na eleição municipal, o raio de alcance era menor. Agora, numa eleição estadual, quem me acompanha em diversos municípios pode votar em mim. Além disso, é uma eleição mais ampla, com presidente, senador e deputado federal na pauta. Isso fortalece o engajamento”, explicou.
Ele também destacou que a direita tem conseguido trabalhar melhor as redes sociais por não ter medo de se posicionar. “Muitos políticos fogem dos principais temas para não perder votos. Nós não temos medo de debater. A direita cresce nas redes porque fala o que pensa e representa de verdade o que o povo acredita”, disse.
Curiosamente, Amarildo Filho revelou que seu público majoritário nas redes sociais não é a juventude, mas pessoas acima dos 45 anos. “Meu público é 50+. Acho que eles sentem a necessidade de mudar o Brasil e talvez se culpem por não terem conseguido antes. Já com os jovens, o desafio é maior, porque a esquerda conseguiu avançar muito dentro das universidades”, afirmou.
Ele reconhece que conquistar a geração Z é um desafio, mas pretende trabalhar nesse sentido, especialmente se conquistar o mandato. “O futuro do Brasil está nas mãos dos jovens. Amanhã nós sairemos e quem ficará são eles. É um público que eu tenho desejo de trabalhar”, concluiu.
Com discurso firme, presença digital crescente e alinhamento às pautas conservadoras, Dr. Amarildo Filho aposta na força das redes sociais e na defesa de valores da direita para conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Goiás. Para ele, a eleição de 2026 será decisiva não apenas para o estado, mas para o futuro político do Brasil.
Dieyme Vasconcelos: da militância de rua à pré-candidatura estadual
O vereador Dieyme Vasconcelos (PL), administrador de empresas, empresário e especialista em investimentos, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal Opção para falar sobre sua trajetória política, a avaliação da direita em Goiás e no Brasil, e seus planos como pré-candidato a deputado estadual.

Segundo Vasconcelos, o Brasil vive um momento decisivo. Para ele, o foco principal da direita é eleger deputados federais e, sobretudo, senadores. “O principal é o Senado Federal. O PL, a direita no Brasil, precisa eleger o maior número de senadores para dar equilíbrio entre os poderes. Ninguém aguenta mais a arbitrariedade do STF interferindo no Congresso Nacional, passando por cima da Constituição. O Senado vai dar, de fato, esse equilíbrio”, afirma.
Ele também mencionou casos de pessoas presas em Goiás. “O Bolsonaro está preso hoje, definhando na cadeia de um golpe que não existiu. Então, o povo da direita do futuro é eleger o maior número de senadores”, declara.
Dieyme relembra sua participação nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff. “Poucas pessoas estavam desde o impeachment da Dilma, em 2015 e 2016, naquele mar de gente na Avenida 85. Eu tive lá. Foi histórico”, afirma
Ele conta que desde então esteve engajado em manifestações contra a corrupção e, a partir de 2017, passou a militar junto com Gustavo Gayer e Fred Rodrigues. “Em 2018, na eleição do Bolsonaro, nós visitamos o presidente em Brasília, quando o major Vitor Hugo apareceu. Desde essa época participamos de manifestações, defendendo a direita e o bolsonarismo em Goiás”, destaca.
Em 2020, Jair Bolsonaro era presidente e, em Goiânia, Gayer foi candidato a prefeito. “Eu fui candidato em Aparecida. Por pouco não fui eleita, fiquei com 697 votos. Em 2022, continuamos com a eleição do Bolsonaro e focamos na eleição do Gayer para federal e do Fred para estadual e para o senado, Wilder Morais. Lutamos, percorremos o estado inteiro levando a bandeira bolsonarista. O Gayer foi o segundo mais bem votado do estado e o Fred o mais votado em Goiânia”, pontua.
Em 2024, Dieyme foi eleito vereador de Aparecida de Goiânia. “Sou o vereador mais novo de Aparecida e o único que representa a direita bolsonarista. Eram quatro vereadores do PL, só ficou eu e o Dieyme”, comenta.
Após conversas com suas lideranças, Vasconcelos aceitou o desafio de ser pré-candidato a deputado estadual. “A Aparecida precisa ter representatividade para defender nossos valores e princípios. Vou fazer uma dobrada com o Fred Rodrigues, deputado federal, e com Gustavo Gayer para o Senado. Aparecida tem quase 400 mil eleitores e só um deputado. Anápolis tem 200 mil e quatro deputados. Precisamos expandir”, afirma.
Segundo Dieyme Vasconcelos, no Legislativo municipal de Aparecida de Goiânia, ele atua em defesa de pautas conservadoras e afirma que pretende levá-las para a Assembleia Legislativa. Entre elas estão o combate à doutrinação ideológica nas escolas e universidades, a valorização dos professores, a oposição a políticas de mudança de sexo em crianças e adolescentes pelo SUS, além de investimentos em infraestrutura como o asfaltamento do bairro Buriti Sereno.
Ele também destaca ações voltadas para apoio às mães atípicas e defesa da causa animal. “Nosso foco principal é proteger o coração dos nossos filhos contra a doutrinação. Depois, investir em infraestrutura e valorização dos professores”, resume.
Vasconcelos critica a narrativa de que “pobre não pode ser de direita”. Para ele, a esquerda quer manter os pobres como massa de manobra. “O objetivo da direita é o contrário, fazer o que Bolsonaro fez. Ele aumentou o Bolsa Família de R$ 300 para R$ 600, mas se a pessoa arrumasse emprego, continuava recebendo por três a seis meses. O maior programa social é o emprego. O Lula corta o Bolsa Família quando a pessoa consegue trabalho. Bolsonaro motivava a trabalhar mantendo o benefício por mais tempo”, pontua.
Ele também criticou mudanças no auxílio gás e defendeu a preservação das empresas durante a pandemia, como fez Bolsonaro.
Para o pré-candidato, a pauta prioritária em Goiás é a educação. “Podemos falar de infraestrutura, asfalto, saúde, tudo isso é importante. Mas o principal é preservar nossos filhos contra a doutrinação. Existe uma pesquisa que mostra que a cada 10 cristãos que vão para a universidade, 8 se desviam. Isso é muito sério”, explica.
Dieyme relatou sua participação no Conune em Goiás. “Assustei com a forma que o ensino é feito lá: socialista, Che Guevara, fumaça de maconha. Isso me assustou. Por isso eles querem pegar as universidades e todas as profissões. A pauta principal é contra a doutrinação nas escolas”, comenta.
Além disso, defende investimentos em apoio aos professores, qualificação, atualização de cargos e salários.
Na discussão política junto com Gustavo Gayer, vereadores de Goiânia e a deputada Magda, Vasconcelos reforçou que o foco principal da direita é o Senado Federal. “Aqui nós temos um pré-candidato, que é o Gustavo Gayer, pré-candidato ao Senado, e a direita não pode errar”, afirma.
“Tem que fazer um senador em cada estado. Em Goiás, o nosso pré-candidato é o Gustavo Gayer. Precisamos atentar a isso e o foco principal é o Senado Federal. Quem vai tomar essa decisão é Jair Bolsonaro, no dia 14. O objetivo é eleger 43 senadores, um em cada estado, até 2027. Isso vai dar equilíbrio para o Brasil”, comenta.
Ele acrescenta que essa decisão de composição será tomada pelo presidente Bolsonaro, junto com lideranças como Wilder Morais, em Brasília.
Ao fim da entrevista, Dieyme Vasconcelos conta um pouco sobre a sua origem e experiência profissional. “Sou natural de Uruaçu, tenho 35 anos. Venho de uma família simples e humilde, sem tradição política. Meu pai foi garimpeiro, minha mãe dona de casa. Tenho 10 anos de experiência no mercado financeiro, trabalhei 8 anos no Bradesco e 2 anos no Sicoob, gerenciando contas de empresas de alta renda”, explica.
“Essa experiência eu levo para o meu mandato em Aparecida e quero levar também para a Assembleia Legislativa. Defendo nossos valores e princípios, mas com qualidade e qualificação. Sou formado em Administração de Empresas e essa experiência será muito importante para auxiliar o povo goiano”, aponta.
Ele conclui dizendo que, além de sua atuação política, busca se apresentar de forma completa ao público. “Sou vereador por Aparecida, pré-candidato a deputado estadual, formado em Administração e especialista em investimentos. É importante que as pessoas conheçam minha trajetória”, finaliza.
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