Opção cultural
“A Educação Sentimental” mostra que agir não resolve; não agir, também não. Sonhar, menos ainda. Flaubert não tem piedade. Essa recusa ao consolo o distingue de quase tudo que veio antes
O problema dessas cenas contemporâneas não é a oração em si, é a sua desfiguração. Há nelas algo que lembra a retórica vazia. Não se trata de falar com Deus, mas de falar diante dos outros
Farricoco /ô/ — substantivo masculino — é aquele que participa das procissões de penitência, vestindo hábito escuro, com capuz, e tocando trombeta
Na rebeldia juvenil e sem ler Cora Coralina com maturidade, cheguei a dizer que a sua notoriedade vinha apenas da crônica “Cora Coralina, de Goiás”, publicada por Carlos Drummond de Andrade no Jornal do Brasil em 1980
Fica 2026 terá programação musical e temática sobre 'Água e Clima no Brasil das Nascentes'
Episódios que expandem o realismo e a verossimilhança ocorrem, como nos sonhos do protagonista com os cavalos do título, sonhos que temperam o retrato do real e movimentam o interior dos personagens
O conhecimento verdadeiro não se dá na superfície das palavras, mas na interioridade que as acolhe à luz da verdade. Nomear é um começo, gesto necessário e humano, mas é também um limite
Quando morreu Dona Idalina, a cidade inteira comoveu-se, pois ela era a própria encarnação da simpatia e da bondade. Os padres, muitos deles estrangeiros, choravam como crianças
Nova obra da escritora Eltânia André reúne dez narrativas que prendem a atenção do leitor até as últimas linhas
A dinâmica do regional se convertendo em universal e o interior se transformando em centro foi bem interpretada e descrita pelo mestre Álvaro Catelan
Há uma intimidade inventada entre Deus e as instituições, e ela é muito rentável. Aqui no Brasil, igrejas vivem em lua de mel com a Constituição
E em meio a toda essa euforia e expectativa que o natal traz, me perguntava se era apenas a necessidade de adiantar ou a vida e os dias cada vez mais frenéticos
“Que mas que nada! Homem é tudo assim mesmo. Bicho imprestável, que não faz nunca o que a gente manda e fica arrotando grandeza por conta de uma mirrada pechincha dessas!”
A obra do escritor francês laureado com o Prêmio Nobel de Literatura 2014 coloca personagens à procura de um futuro melhor na chamada “Cidade Luz”
O livro passa a impressão de que Kafka, Baudelaire e H. G. Wells tomaram uma quantidade absurda de ácido e escreveram um livro juntos

