O Tribunal de Contas da União decidiu acatar, por unanimidade, o pedido feito pelo ex-deputado federal e hoje secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Elias Vaz, de investigação dos gastos do ex-presidente Jair Bolsonaro com cartão corporativo durante o período eleitoral. A atuação do Banco do Brasil também será investigada, uma vez que é responsável por operar as transações.

O relatório assinado pelo ministro Antônio Anastasia esclarece que, caso seja comprovada irregularidade, Bolsonaro deve pagar multa e ressarcir os cofres públicos. “É um reconhecimento de que a nossa denúncia tem fundamento. Esperamos que Bolsonaro seja obrigado a ressarcir à União cada centavo do dinheiro público utilizado de forma irregular”, destaca Elias Vaz.

A investigação recairá sobre os gastos executados entre agosto e outubro do ano passado, período eleitoral, uma vez que houve um “aumento expressivo” dos gastos nesta época. Até 8 de novembro do ano passado, pouco depois do período eleitoral, os gastos da Presidência com despesas sigilosas do cartão chegavam a R$ 22.751.636,53, segundo levantamento do UOL.

Dentro deste período, somente entre agosto e outubro, os gastos somaram R$ 9.188.642,20, o que equivale a R$ 3.062.880,73 por mês. Este montante representa um aumento de 108% se comparado à média mensal de gastos em 2021: R$ 1.574.509,64.