A reunião do governador Ronaldo Caiado (União Brasil) com a bancada goiana, que estava agendada para esta segunda-feira, 5, foi adiada para uma data que ainda será definida. A informação é do deputado federal Delegado Waldir (União Brasil) para o Jornal Opção. Segundo ele, o motivo da alteração de data se deve ao jogo de hoje do Brasil contra a Coréia do Sul, que jogam partida válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2022.

Na pauta, o governador deve debater com os parlamentares temas como orçamento da União e PEC da Transição. Em entrevista publicada no jornal Valor Econômico na última semana, Caiado defendeu a participação dos Estados nas discussões da PEC da Transição, com intuito de manter a igualdade de condições entre os entes federativos nas definições orçamentárias para o ano de 2023. Questionado sobre a relação do Governo de Goiás com o governo federal nos próximos anos, Caiado reforçou que o momento requer menos tensão entre os mandatários do cenário político e foco nas prioridades da população.

Para o governador de Goiás, é necessário ter coerência e segurança jurídica para garantir o equilíbrio fiscal, sem medidas unilaterais e que beneficiem somente o governo federal. “A União pode tudo, pode jogar no ombro do governador a gasolina mais baixa e surfar na onda, pode explodir o teto em R$ 170 bilhões, mas se eu fizer aqui no Estado tomo R$ 2 bilhões de multa”, ponderou.

“Fomos nós que pagamos a conta. O que se espera agora é um tratamento igualitário”, frisou Caiado ao citar as alterações realizadas pelo governo federal nas alíquotas e formas de tributação do ICMS sobre os combustíveis. “Nossa previsão para 2023 é de quase R$ 6 bilhões em perdas, mais do que todo o investimento em saúde”, detalhou ao lembrar que 25% desse valor seria transferido para os municípios, que também estão sendo “duramente afetados”.

Delegado Waldir se mostrou favorável à PEC da Transição, mas pontuou ressalvas. Para ele, o teto deve ser de R$ 80 milhões. “Temos hoje uma reserva de R$ 100 milhões para pagamento de Auxílio Brasil. Eu defendo a participação dos estados na PEC da Transição. Antes disso, o governo federal eleito deve fazer o dever de casa, cortar os gastos para assumir os compromissos de campanha. Ele deve assumir dentro dos limites fiscais”, frisa.