Troca de siglas redefine estratégias dos partidos para as eleições de 2026
06 abril 2026 às 19h13

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O calendário eleitoral brasileiro avança para etapas decisivas após o fim da janela partidária e do prazo de desincompatibilização. Com essas mudanças, deputados e senadores consolidam suas posições em novas legendas, enquanto partidos se organizam para definir candidaturas e alianças até agosto.
O período pós-janela permite uma leitura mais clara da força de cada sigla no Congresso Nacional. A reorganização partidária já trouxe impactos significativos, o PL ampliou sua bancada e ultrapassou a marca de cem deputados, enquanto o União Brasil perdeu mais de dez parlamentares e reduziu sua representatividade. O Podemos também cresceu, passando de 15 para 27 deputados e superando partidos tradicionais como PSB, PSDB e PDT.
Os movimentos de maior destaque estão a migração do senador Sergio Moro para o PL, aproximando-se do grupo de Flávio Bolsonaro; a ida de Rodrigo Pacheco para o PSB, alinhando-se ao campo do presidente Lula; e a mudança de Otoni de Paula para o PSD, partido que reúne lideranças como Ronaldo Caiado e Eduardo Paes. Essas alterações influenciam diretamente o equilíbrio de forças na Câmara e no Senado, impactando votações e articulações entre governo e oposição.
Em goiás, também teve uma vasta movimentação nesse mesmo sentido. O Daniel Agrobom migrou do PL para o PSD; a Marussa Boldrin saiu do MDB e foi para o Republicanos; Lêda Borges saiu do PSDB e foi para o Republicanos também; o Professo Alcides saiu do PL e se filiou ao PSDB; e o Dr. Zacharias Calil saiu do União Brasil e foi para o MDB.
Com maior clareza sobre o alinhamento de seus parlamentares, os partidos têm até o início de agosto para formalizar coligações e definir suas nominatas. Esse período também serve para que pré-candidatos decidam em qual cargo irão concorrer, consolidando o desenho das disputas estaduais e nacionais.
O calendário eleitoral segue com etapas importantes, em 15 de maio, pré-candidatos poderão iniciar campanhas de financiamento coletivo; em 30 de junho, ficam proibidos de atuar como apresentadores ou comentaristas em rádio e TV; entre 20 de julho e 5 de agosto, ocorrem as convenções partidárias; e em 15 de agosto termina o prazo para registro de candidaturas.
A campanha oficial começa em 16 de agosto, com propaganda em rádio, TV, comícios e distribuição de material gráfico. O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro e, onde houver, o segundo turno em 25 de outubro. A diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral está marcada para 19 de dezembro.
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