Em passagem por Goiânia, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, comentou sobre o processo que o PSDB está movendo contra a vereadora Aava Santiago por infidelidade partidária após ela trocar o partido tucano pelo PSB. Durante coletiva de imprensa, Alckmin disse que ação “não tem sentido” e que vai “agir junto à direção do PSDB”.

“Farei com muita satisfação, porque vejo na Aava uma liderança jovem, uma renovação importante na política, uma mulher que tem espírito público, vocação de servir e tem vocação para a vida pública. Então, farei tudo o que eu puder para estarmos juntos. E entendo que essa ação não tem menor sentido. Por isso, vamos agir junto à direção do PSDB”, afirma.

Apesar disso, o vice-presidente não detalhou bem como será a “ação” junto com o partido tucano. Alckmin participou do Congresso Brasileiro de Direito Econômico, Financeiro e Tributário, que está sendo realizado nesta quinta-feira, 12, na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego).

O imbróglio entre Aava e o PSDB teve início no final do mês passado, quando o Jornal Opção antecipou que Marconi Perillo poderia recorrer à Justiça para reaver o mandato da vereadora, que se filiou ao PSB no último dia 10 de fevereiro. Na ocasião, o vice-presidente da República e o presidente nacional do partido, João Campos, estiveram presentes na solenidade.

O PSDB até chamou a informação de falsa, em um comentário feito nas redes sociais do Jornal Opção, mas, dias depois, a ação foi protocolada. No Dia Internacional das Mulheres, Aava Santiago divulgou um vídeo onde reconheceu que fez a transição de partido fora da janela partidária, mas afirmou que teve aval de Marconi Perillo. “Eu tinha uma coisa e me apeguei a ela: a palavra de Marconi Perillo, a quem eu reportei cada passo das conversas com outros partidos e de quem eu ouvi várias vezes que se empenharia pra construir uma saída harmônica”, disse ela na gravação. A parlamentar ainda afirmou que causava estranheza o partido querer tirar o mandato da vereadora mais votada em Goiânia, fazendo alusão a uma perseguição de gênero contra ela.

Por sua vez, o presidente do PSDB em Goiânia, Matheus Ribeiro, disse que a vereadora nunca solicitou uma carta de anuência do partido, mas reconheceu que houve tratativas entre a vereadora e Marconi Perillo. Entretanto, segundo ele, não foi lhe dado nenhum aval ou garantia que o partido não iria reivindicar o mandato de maneira judicial. Disse que levantar a questão de gênero para o debate “além de covardia, soa oportunismo e desespero.” “Conversas de cafezinho que não são registradas e que muito menos podem ser comprovadas”, disparou Matheus.

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Após ser alvo de ação do PSDB, Aava contra-ataca, rompe com Marconi e se diz “desapontada com o caminho melancólico” da sigla tucana; vídeo