José Mário Schreiner afirmou nesta sexta-feira, 23, que evita tratar em termos de “merecimento” o papel do Agro e ressaltou as articulações políticas em curso para 2026. Em entrevista ao Jornal Opção, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) comentou sobre o espaço do setor nas próximas eleições e sobre a possibilidade do Agro ocupar a vaga de vice na chapa de Daniel Vilela (MDB).

Questionado sobre os nomes cotados, Schreiner negou qualquer negociação direta nesse sentido. “Não. Nós continuamos trabalhando de forma muito natural. O ano passado foi muito atribulado, com muito trabalho e determinação, percorrendo o estado, como sempre fazemos, realizando congressos, encontros e inaugurando nossas unidades avançadas de capacitação. A questão política faz parte do nosso dia a dia”, disse.

Embora descarte articulações formais, o dirigente reconheceu que o tema está presente nas movimentações políticas e destacou que o Agro acompanha de perto esse processo.

Agro e participação política

Schreiner foi cauteloso ao avaliar se o setor “merece” espaço na chapa majoritária. “Eu acho difícil você dizer que um setor merece o que precisa. Você tem que analisar o conjunto da sociedade. Os setores precisam, sim, se mobilizar, mostrar presença, principalmente na participação política muito efetiva, muito grande. Não apenas em chapa majoritária, mas também nas proporcionais: deputados estaduais, deputados federais, senadores, governador, vice-governador. Isso é legítimo que cada segmento, cada cidadão, busque esses espaços”, apontou.

Ele ressaltou que a questão não é apenas de representatividade, mas também de capilaridade. “Representa um setor? Sim. Mas qual é a capilaridade que esse setor tem? Se ele soma efetivamente, complementando uma chapa ou não? O jogo é muito mais amplo do que simplesmente dizer que um setor merece”, comentou.

O presidente da Faeg reforçou ainda que o debate político deve ser feito pelas pessoas, e não pelas instituições. “Os setores precisam debater política. Não as instituições, que são apartidárias. Agora, as pessoas que participam sim, elas precisam debater, precisam buscar ocupar espaço. Isso é extremamente legítimo na política”, disse.

Convocação para a luta

O dirigente destacou que, caso seja chamado para participar mais diretamente do processo político, não se furtará. “Se a população percebe essas movimentações e considera que isso é legítimo e importante na participação política partidária, eu sempre falei que não sou um homem que foge da luta. Se Deus me deu a oportunidade de chegar onde estou, com saúde e oportunidades na vida, não sou homem de correr da luta. Se for convocado, estaremos juntos a participar do processo”, finalizou.

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