Gracinha Caiado (União Brasil) foi eleita senadora por Goiás neste domingo, 4, com 21,66% dos votos, o equivalente a 1.394.407 votos, com 96,30% das urnas apuradas. Aos 67 anos, a ex-primeira-dama conquista uma das duas vagas em disputa pelo Estado no Senado Federal.

A chapa tem Alexandre Baldy (Progressistas) e Fião (União Brasil) como suplentes. Esposa de Ronaldo Caiado (PSD), candidato à Presidência da República, Gracinha chega ao Senado após atuar na coordenação de programas sociais do governo goiano.

Registrada como Maria das Graças Landim de Carvalho Caiado, ela é natural de Feira de Santana, na Bahia. Advogada e pecuarista, iniciou sua participação política no meio agropecuário, antes de assumir funções na área social em Goiás.

Da militância ruralista à política goiana

Gracinha tinha 24 anos e finalizava o curso de Direito quando decidiu participar de uma reunião que daria origem a uma representação da União Democrática Ruralista (UDR) em sua região. A decisão contrariou conselhos de familiares, que destacavam a predominância masculina naquele ambiente.

Foi nessa reunião que conheceu Ronaldo Caiado, então médico e liderança ruralista. Ao longo da trajetória política do marido, atuou em projetos no Congresso Nacional, no gabinete de representação em Goiânia e, posteriormente, no governo estadual.

Filiada ao União Brasil desde 2023, Gracinha também assumiu a presidência da federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas em Goiás.

Atuação à frente das políticas sociais

Durante o período em que foi primeira-dama, Gracinha exerceu funções como presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais e presidente do Grupo Técnico Social do Estado.

Sua atuação ganhou destaque com o Goiás Social, criado em maio de 2021 para reunir iniciativas de combate à vulnerabilidade e de inclusão de famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza.

O programa articula ações nos 246 municípios goianos, com atendimento social, qualificação profissional e acesso a benefícios. A trajetória nessa área foi um dos eixos de sua candidatura ao Senado.

Defesa das mulheres

Entre as propostas apresentadas durante a campanha, Gracinha defendeu o endurecimento das leis de proteção às mulheres e o confisco de bens de condenados por violência contra a mulher.

Ela também destacou iniciativas como o Goiás Social Mulher, que reúne atendimentos gratuitos de saúde, qualificação profissional, capacitação para o trabalho e acesso a benefícios sociais.

Com a eleição, Gracinha passa a representar Goiás no Senado, após construir sua trajetória política entre a militância ruralista, a atuação partidária e a coordenação de políticas sociais.