O governo federal deu um passo importante na discussão sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos. O Grupo de Trabalho Técnico (GTT) Interministerial de Entregadores por Aplicativo divulgou, nesta terça-feira, 24, o relatório final que servirá de base para o Projeto de Lei Complementar 152/2025, em análise na Câmara dos Deputados.

Os pontos centrais da proposta está a criação de uma tarifa mínima de R$ 10 por viagem, seja em serviços de transporte de passageiros ou entregas de delivery. Além disso, o documento sugere um adicional de R$ 2,50 por quilômetro percorrido, medida que busca compensar custos variáveis como combustível, manutenção e tempo de deslocamento.

O relatório também aborda uma prática recorrente nas plataformas, a remuneração reduzida em entregas múltiplas. A proposta prevê que o pagamento integral seja assegurado em cada serviço realizado, evitando que o trabalhador absorva sozinho os custos da otimização logística das empresas. Segundo o texto, essa mudança reforça a proporcionalidade entre esforço e remuneração, garantindo maior equilíbrio econômico para quem depende da atividade.

O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), relator do projeto, será responsável por encaminhar o texto para votação. A expectativa é que a discussão avance no Congresso ainda neste semestre, abrindo caminho para uma regulamentação que impactará diretamente plataformas como iFood, Uber e 99, além de milhares de trabalhadores que atuam diariamente nesses serviços.

Leia também:

Receita Federal já arrecadou R$ 2,5 bilhões com casas de apostas

Sai Bolsonaro e entra Daniel Vorcaro em Superintendência da Polícia Federal em Brasília

Com 1 milhão de admissões e 980 mil desligamentos em um ano, rotatividade pressiona empresas em Goiás, avalia especialista