O Jornal Opção recebeu, nesta terça-feira, 6, mais uma denúncia outro funcionário fantasma lotado na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Nas últimas semanas, a reportagem publicou três matérias envolvendo colaboradores ‘isentos’ ligados a três lideranças do órgão: o presidente da assembleia, deputado Lissauer Vieira (PSD), o diretor da Escola do Legislativo, Teófilo Luiz dos Santos e o diretor de assuntos institucionais da Alego, Gustavo de Sousa Sintra. 

Esse último também está ligado à prática de nepotismo. Duas das matérias, inclusive, viraram alvo de investigação por parte do Ministério Público de Goiás (MP). 

Comentarista de rodeios 

A nova denúncia, desta vez, envolve outro assessor de nível VI da Diretoria da Escola do Legislativo, Leonardo de Oliveira Silva, que possui remuneração bruta mensal de R$ 5.957,20.

Nas redes sociais, o assessor que mora em Rio Verde, a 230 quilômetros da capital, onde é sediada a Alego, se identifica como Leandro Lacraia. Bolsonarista e próximo a Lissauer, a quem prestou elogios nas redes sociais, Leonardo atua como organizador em rodeios de diferentes regiões do Brasil. 

No dia 30 de agosto, por exemplo, ele publicou um vídeo no Instagram onde participou de um rodeio no Estado de São Paulo. Na ocasião, Leonardo teria vendido um boné de cowboy por R$ 7 mil, que segundo anunciado por ele, teria sido usado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). 

Já nesta terça-feira, 6, o assessor de de nível VI anunciou um evento que ocorrerá em Bataguassu, no estado de Mato Grosso do Sul, entre quinta-feira e sábado, 8 e 10 de dezembro. “Nosso trabalho da semana”, afirmou Leandro na publicação.

Pré-candidato

Leonardo também se lançou como candidato a vereador em Rio Verde pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), em 2020. No entanto, ele perdeu a corrida pela Câmara dos Vereadores após receber apenas 0,96% (855) dos votos válidos.

O resultado fez com que ele ficasse como vereador suplente, que é quando um candidato que não alcança a quantidade de votos necessários para entrar na câmara como um ‘titular’ e, portanto, fica numa espécie de ‘lista de segunda chamada’.