Durante o evento Rota 22, do Partido Liberal (PL), realizado em Buriti Alegre no último sábado, 7, o senador Wilder Morais voltou a defender o lançamento de um nome próprio do PL para o governo de Goiás no pleito eleitoral deste ano. O parlamentar é, hoje, pré-candidato do grupo ao Palácio das Esmeraldas.

Segundo Wilder, a legenda dispõe de nomes competitivos para a disputa eleitoral de 2026. “Para candidato a governador, temos vários nomes à disposição. Estavam o Lissauer e o Eduardo Prado, que poderiam colocar seus nomes. Mas coloquei o meu [à disposição] porque, no momento, represento o presidente do PL em Goiás”, afirmou.

Wilder sustenta que a movimentação vai além de um projeto pessoal e estaria ligada à continuidade do legado do ex-presidente da República Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. “O que nós não podemos deixar é esse legado do ex-presidente Jair Bolsonaro passar para um partido que não pensa como a gente”, declarou.

Aliança quase fechada

As declarações do dirigente partidário regional ocorrem dias após um encontro entre os principais quadros do PL em Goiás e o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, realizado no último dia 4 de fevereiro de 2026.

Na reunião, o senador teria se isolado na defesa de uma candidatura própria à chapa majoritária, alegando reunir apoio suficiente para protagonizar a disputa. Em sentido oposto, os deputados federais Gustavo Gayer e Magda Mofatto — que recentemente trocou de legenda — teriam levado a Valdemar a avaliação de que prefeitos e parlamentares do partido preferem um acordo com a base governista, em vez de um lançamento próprio ao Palácio das Esmeraldas.

Diante do impasse, o presidente nacional do PL teria solicitado mais tempo para definir os rumos da legenda em Goiás para as eleições de 2026.

A questão é que uma aliança entre o PL goiano e Daniel Vilela já estaria em fase final de ser concluída para as eleições deste ano.

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