O depoimento de Anderson Torres à Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, 2, tem sete páginas e nelas o ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal afirma que desconhece autor de minuta golpista.

Ele começou a falar com agentes às 10h20, no Batalhão de Aviação Operacional (Bavop) da Polícia Militar, no Guará 2, e terminou apenas 20h45.

Nas páginas, Anderson Torres declara em ata “que considera a minuta do decreto totalmente descartável; que se tratava de um documento sem viabilidade jurídica; que não foi o declarante que colocou a pasta com o decreto na estante e que acredita que possa ter sido sua funcionária ao arrumar a casa; que não é por ter sido encontrado na estante é que teria importância; que na verdade já era para ter sido descartado”.

E mais: “deixa ressaltado que tecnicamente o documento é muito ruim, com erros de português, sem fundamento legal, divorciado da capacidade dos assistentes do Ministério da Justiça em produzir o documento; que não sabe e não tem ideia de quem elaborou esse documento”

Além dos advogados de defesa de Torres, Rodrigo Roca e Demóstenes Torres, uma equipe da Procuradoria-Geral da República (PGR) também acompanhou o depoimento.

Confira o depoimento: