No primeiro evento oficial após recuperação de cirurgia de revascularização do miocárdio, o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) confirmou, durante a apresentação dos indicadores criminais da primeira gestão, que o projeto da reforma administrativa vai ser enviado para a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) no dia 2 de fevereiro, um dia após a posse dos deputados estaduais.

Essa decisão faz crescer a ansiedade de partidos aliados sobre espaço no segundo mandato do gestor. Com a vitória no primeiro turno em coligação que inclui siglas de maior porte – diferentemente das eleições de 2018 –, Caiado enfrenta mais cobranças por participação na gestão.

A aliança com 12 partidos inclui a maior sigla do estado em número de filiados, o MDB, mais o Progressistas, PSD, PDT e Solidariedade. Há incômodo com os sinais do governo de que vai manter titulares de pastas estratégicas, como Social, Educação, Saúde e Infraestrutura. Caiado já confirmou a continuidade de Adriano da Rocha Lima e que pode assumir a Secretaria de Planejamento, a ser criada. Pedro Sales que deve assumir a Secretaria da Infraestrutura, que também vai ser criada. Além deles, nesta terça-feira, 24, Caiado nomeou Gean Carvalho para assumir a Secretaria da Comunicação (Secom).

Além da questão do secretariado, a expectativa, segundo interlocutores, é que a proposta em discussão pela gestão não deve promover grandes alterações. As mudanças devem ser pontuais, buscando dar mais agilidade e fortalecendo algumas áreas, como os investimentos em obras. Ao Jornal Opção, o líder do Governo e possível futuro presidente da Alego, Bruno Peixoto, garantiu que as mudanças visam beneficiar a população. “Vamos ter um governo voltado para melhorias significativas. O governador conseguiu o equilíbrio fiscal do Estado, com isso permite mais investimentos”, pontua.

Uma das mudanças da reforma administrativa deve permitir a distribuição de cargos entre as pastas via decreto. O modelo estudado é o mesmo adotado pela Prefeitura de Goiânia desde o início de 2021, a partir da reforma administrativa pensada para o mandato que seria do ex-governador Maguito Vilela, e representa ruptura completa com o que é praticado no estado.