Caiado diz que governo federal dificulta combate ao crime ao restringir informações do Coaf
04 agosto 2026 às 11h37

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O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) criticou a falta de compartilhamento de informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com os governos estaduais. A declaração foi feita durante sabatina promovida pelo canal O Antagonista e G4, na qual o ex-governador de Goiás afirmou que a limitação no acesso aos dados dificulta o combate a crimes financeiros e à atuação do crime organizado.
Segundo Caiado, o Coaf deveria fornecer informações mais ágeis sobre empresas com movimentações financeiras consideradas suspeitas.
“Me dê a Presidência da República, porque o Coaf é que tem condição de me esclarecer tudo isso. O Coaf é que deveria me dizer onde estão as empresas com movimentações ocultas ou incompatíveis. Você pede uma consulta ao Coaf e são três meses”, afirmou.
A declaração ocorreu após o candidato ser questionado sobre o caso do BK Bank, instituição financeira que teria recebido recursos do governo estadual. Em resposta, Caiado disse que os estados não têm acesso às informações produzidas pelo Coaf e explicou que, para habilitar empresas a contratar com o poder público, o documento atualmente exigido é emitido pelo Banco Central.
Na sequência, o candidato afirmou que a falta de integração entre o Coaf e os estados prejudica o enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, caso seja eleito, pretende ampliar o compartilhamento dessas informações para fortalecer a fiscalização de movimentações financeiras suspeitas e tornar mais eficiente o combate ao narcotráfico e a outros crimes.
Meta é reduzir juros para até 4%
Durante a entrevista, Caiado também apresentou propostas para a economia. Ao comentar a taxa básica de juros (Selic), afirmou que pretende reduzi-la para um patamar entre 3% e 4% ao final de um eventual mandato de quatro anos.
De acordo com o candidato, essa redução dependeria do equilíbrio das contas públicas, do controle da dívida pública e da adoção de um planejamento orçamentário de longo prazo.
Incentivos ao agronegócio
Questionado sobre a política de incentivos concedidos ao agronegócio e se adotaria medidas semelhantes para empresários do setor urbano, Caiado respondeu que cada segmento da economia possui características distintas e defendeu tratamento adequado às necessidades de cada área.
O candidato afirmou ainda que o debate econômico não deve estimular uma disputa entre agronegócio e setor urbano, argumentando que ambos são importantes para o desenvolvimento do país.


