O presidente da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), decidiu anular a votação que escolheria o novo líder do grupo. A bancada faria a escolha por acordo ontem, 2. Neste ano os candidatos não chegaram a um consenso e houve votação por cédulas. Depois de mais quatro horas de reunião, percebeu-se diferença entre o número de congressistas inscritos e a quantidade de votos registrados.

De acordo com o jornal Valor Econômico, os deputados afirmaram ter tido problemas para subscrever a participação na frente pelo sistema da Câmara. Pelas regras, apenas congressistas inscritos poderiam registrar o voto. Segundo Sóstenes, o problema foi de “inconsistências no sistema” da Câmara. A cada nova legislatura a inscrição na frente precisa ser renovada. A frente registrou 187 deputados e 30 senadores inscritos e que poderiam votar.

Disputaram o cargo o senador Carlos Viana (PL-MG) e os deputados Eli Borges (PL-TO) e Silas Câmara (Republicanos-AM). Otoni de Paula também concorreria ao cargo, mas desistiu para apoiar Eli Borges. Viana propôs desistir da candidatura se Borges e Câmara alternassem o comando da frente nos próximos 2 anos. No entanto, não houve acordo sobre quem presidiria o grupo no 1° ano, em 2023.

Estima-se que a bancada desta legislatura contará com 132 deputados (26% da Câmara) e 14 senadores (17%). A atual frente juntou 187 deputados e 30 senadores signatários. Nem todos são evangélicos de direita, como demonstra a presença da deputada Benedita da Silva (PT-RJ).

*com informações Valor Econômico