Filho de miliciano, conhecido como Taillon (à esquerda), seria o alvo e teria sido confundido com o médico Perseu (à direita)

A polícia suspeita que a ação criminosa na orla da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, que deixou quatro médicos baleados, esteja relacionado a um ato de vingança pelo assassinato do traficante Paulo Aragão Furtado, conhecido como Vin Diesel, ocorrido em 16 de setembro por milicianos. No entanto, os criminosos atacaram os médicos por engano. As informações foram divulgadas pelo G1.

Segundo informações policiais, a morte de Vin Diesel envolveu Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, filho de Dalmir Pereira Barbosa, um dos principais líderes de uma milícia na Zona Oeste. Vin Diesel foi morto na comunidade da Gardênia Azul, onde era aliado do grupo de Philip Motta Pereira, conhecido como Lesk.

As investigações indicam que Lesk obteve informações de que Taillon estaria no quiosque onde ocorreu o ataque aos médicos. Há a hipótese de que os traficantes confundiram Taillon com uma das vítimas, o médico Perseu Ribeiro Almeida, que tristemente perdeu a vida no incidente.

Os principais suspeitos de cometer o crime são os traficantes: Juan Breno Malta Ramos Rodrigues, conhecido como BMW; Philip Motta Pereira, também conhecido como Lesk ou CR7; e outros dois membros do grupo, identificados pelos apelidos Ryan e Preto Fosco, pertencentes à “Equipe Sombra”.

Lesk liderou a invasão de traficantes e assumiu o controle da comunidade da Gardênia Azul, em Jacarepaguá. Já BMW é um colaborador de confiança de Lesk. De acordo com as investigações, Lesk era miliciano e posteriormente se aliou ao Comando Vermelho, encontrando refúgio entre criminosos do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio.

O Departamento de Homicídios da Polícia Civil está mobilizando equipes para reconstituir o trajeto do veículo utilizado no crime. A polícia acredita que se trata de uma execução, uma vez que nada foi levado e os criminosos abriram fogo assim que chegaram ao local.

O vídeo do incidente, capturado pela câmera de segurança, mostra os criminosos saindo do veículo, correndo em direção às vítimas e disparando pelo menos 33 vezes. O crime ocorreu precisamente às 0h59. Testemunhas relataram que os agressores não proferiram qualquer palavra durante o ataque.