Nesta terça-feira, 9, agentes da Polícia Federal (PF) buscam provas de que empresa do ramo de proteína animal teria feito doações ilegais para candidato em campanha eleitoral de 2010 no Estado de Goiás. O inquérito policial, instaurado em 2019, apurou que os recursos doados ilicitamente superam R$ 3 milhões. Os crimes investigados são: associação criminosa, falsidade ideológica para fins eleitorais e lavagem de ativos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, Braúlio Cardoso de Lorenzo – responsável pelo Serpes Pesquisa – confirma que agentes da PF foram ao instituto. ” Recolheram os HD’s dos computadores e falaram que iriam avaliar todo o conteúdo. Inclusive, estamos sem trabalhar neste momento”, disse.

Foto enviada por Fabrizio Franco ao Instagram do Jornal Opção

Braúlio explica ainda que não sabe qual pesquisa eles estavam buscando. “A gente guarda uns seis, sete anos, porque não temos espaço físico. Os policiais não nos informaram os detalhes do que buscavam. No ano passado, informamos o mesmo quando eles enviaram e-mail perguntando”.

As doações de campanha não contabilizadas/declaradas a Justiça Eleitoral configuram caixa 2. Os policiais querem comprovar os ilícitos narrados por pessoas em delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O nome dos investigados não foi revelado e o processo corre em segredo de justiça.

De acordo com a PF, a operação foi denominada O Fiador, porque a empresa colaboradora e seu sócio atuaram como fiadores das despesas e dívidas de campanha do agente político, liquidando e quitando tais dívidas sem ter recebido, em tese, qualquer bem ou serviço em troca.

Cinquenta Policiais Federais cumprem 11 mandados judiciais de busca e apreensão, expedidos pela 146º Zona Eleitoral de Goiânia, nas cidades de Aparecida de Goiânia/GO, Goiânia/GO e Luziânia/GO.