*Matéria atualizada às 11h.

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), realizada nesta terça-feira, 11, é desdobramento de uma investigação iniciada em 2024 após a Neoenergia Brasília identificar irregularidades praticadas por funcionários terceirizados.

Em nota, a distribuidora afirmou que, assim que tomou conhecimento das suspeitas, afastou imediatamente os envolvidos e rescindiu o contrato com a empresa responsável pela prestação dos serviços. A companhia também informou que comunicou o caso às autoridades policiais e apresentou uma Notícia-Crime à Draco, fornecendo documentos e evidências para auxiliar nas investigações.

Segundo a Neoenergia, as irregularidades não causaram prejuízos aos clientes. De acordo com a empresa, as fraudes foram praticadas contra a própria concessionária.

A investigação apura um esquema que envolvia alterações indevidas em sistemas corporativos da distribuidora. Entre as suspeitas está a manipulação de informações relacionadas a débitos de consumidores, com alterações que permitiam a redução ou cancelamento irregular de valores cobrados pela empresa.

As apurações da PCDF apontam para a participação de pessoas que tinham acesso aos sistemas da concessionária. A suspeita é de que esse acesso tenha sido utilizado para realizar alterações indevidas em dados e cobranças.

A operação desta terça-feira busca aprofundar a investigação e identificar a participação de todos os envolvidos, além de esclarecer a extensão das irregularidades e os valores envolvidos.

Denúncia partiu da própria empresa

A Neoenergia Brasília destacou que o caso não surgiu a partir de uma investigação externa ou de uma denúncia de consumidores. A própria distribuidora afirma ter detectado as inconsistências durante seus mecanismos internos de controle.

Após identificar as irregularidades, a empresa informou ter adotado medidas administrativas contra os envolvidos e comunicado o caso à Polícia Civil ainda em 2024.

Em nota, a companhia afirmou que mantém mecanismos de controle e auditoria para identificar eventuais irregularidades e reforçou o compromisso com medidas de integridade.

A empresa também declarou que confia no trabalho da PCDF para o prosseguimento das investigações e para a responsabilização dos envolvidos, caso sejam confirmadas as suspeitas.

A investigação continua e deverá analisar documentos e demais materiais relacionados ao esquema para determinar a dimensão das fraudes e a eventual responsabilidade criminal dos investigados.

Leia também: Três pessoas são presas por fraudar licitações e contratos públicos em Goiás