O médico Daniel Alexandrino, irmão do deputado federal diplomado Ismael Alexandrino (PSD), está a caminho de Goiânia, após passar por exame de corpo de delito na manhã desta quinta-feira, 26, no Hospital Regional de São Luís de Montes Belos. Ele foi preso pela Polícia Civil (PC) durante a deflagração da operação Sinusal, que investiga supostos desvios de dinheiro público em organizações sociais na área da saúde.

Segundo as investigações, a organização social ligada a Daniel presta serviço no hospital no qual ele se submeteu ao exame de corpo de delito. Trata-se da Amme Saúde, que assinou contratos de prestação de serviços médicos especializados no Hospital de Itumbiara e nas policlínicas de São Luís de Montes Belos e da cidade de Goiás. São três das quatro unidades administradas pelo Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (IBGC).

O IBGC divulgou uma nota informando que ainda não tomou conhecimento oficial dos dados contidos nos mandados, mas que já está colaborando com as investigações e encontra-se à disposição das autoridades. Ainda reafirmou que será mantida a regularidade do atendimento à saúde e gestão nas unidades de saúde que administra.

A defesa de Ismael, assinada pelo advogado Demóstenes Torres, esclarece que o ex-secretário estadual de Saúde Ismael Alexandrino está colaborando com as autoridades na referida investigação, inclusive ao fornecer a senha de seu aparelho de telefone celular.

“Enfatiza-se que, durante a sua gestão à frente da Secretaria Estadual de Saúde, Ismael sempre garantiu total transparência e lisura em todos os processos da Pasta. Tal fato fez com que a SES atingisse 100% de pontuação no Goiás Mais Transparente 2022, permanecendo com o Selo de Ouro da premiação, segundo a Controladoria Geral do Estado (CGE) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE)”, frisa.

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) informa, por nota, que a ação deflagrada nesta quinta-feira é reflexo do trabalho de uma força-tarefa instalada na pasta por determinação do governador Ronaldo Caiado (União Brasil), com participação da Controladoria-Geral do Estado (CGE), antes da atual gestão da secretaria.

“A pasta ressalta que a investigação está na esfera da Polícia Civil de Goiás, com a qual a SES firmou um convênio de cooperação, concedendo à polícia acesso a qualquer dado necessário. O Governo de Goiás não admite eventuais desvios dentro da gestão pública e seus mecanismos de controle trabalham de forma permanente para coibir e investigar qualquer indício de irregularidade”.