Agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Senador Canedo foram advertidos verbalmente neste sábado, 12, após realizarem uma prisão no bairro Morada do Morro. Segundo a ocorrência, eles teriam desviado das atribuições legais durante a detenção do suspeito. Como consequência, o indivíduo preso foi solto e a conduta dos agentes em questão será analisada.

Inicialmente, a reportagem apurou junto à GCM que os guardas haviam sido autuados. No entanto, a corporação corrigiu a informação e disse que eles foram alvos de uma advertência verbal por parte do delegado.

Conforme o que foi relatado pelos agentes, eles foram acionados após uma denúncia de uma possível briga entre torcedores de futebol perto de uma praça. Ao localizar os suspeitos, guardas municipais realizaram um procedimento de abordagem porque eles localizaram armas brancas. Segundo os GCMs, um dos indivíduos abordados começou a agredir eles verbalmente e fisicamente, além de fugir do local.

Durante a fuga, ele entrou em uma barbearia na região, cerca de cinco minutos depois os agentes localizaram o suspeito no local. Segundo os agentes, o uso de força foi necessário para contê-lo dentro do estabelecimento. Em seguida, o suspeito foi levado para uma unidade de saúde e depois para uma delegacia.

Na delegacia, um agente da Polícia Civil relatou que os GCMs estavam fora das atividades em que estão atribuídos. Conforme relatou, o papel de rondas ostensivas são papel da Polícia Militar (PMGO) e as investigativas da PC-GO. Por isso, o suspeito foi liberado e os agentes envolvidos terão a conduta analisada.

“Nessa esteira, podem realizar patrulhamento preventivo na cidade, mas sempre vinculados à finalidade específica de tutelar os bens, serviços e instalações municipais, e não de reprimir a criminalidade urbana ordinária, função apenas das polícias, tal como ocorre, na maioria das vezes, com o tráfico de drogas”, disse o documento.

Em resposta a situação, o Sindiguardas do Estado de Goiás declarou que vai buscar uma reunião com o Delegado Geral da Polícia Civil, André Ganga, para esclarecer a ocorrência. O secretário de Segurança Pública, Renato Brum, também deve ser convidado pelo sindicato.