Uma conversa sobre gargalhadas

Autor do livro “A Gargalhada de Sócrates” participa na quinta-feira do evento “Humor É Outra História”, em Goiânia

Entrevista com escritor Nelson Moraes ocorreu em cenário que mais perfeito seria impossível para falar sobre o assunto: a mesa de um bar no Centro da cidade | Foto: Reprodução/Facebook

Adérito Schneider
Especial para o Jornal Opção

Nada mais banal e espetacular do que tomar uma cerveja num boteco comum do Centro da cidade. Quando eu cheguei, Nelson já me esperava, sentado a uma mesa de canto, com ampla visão do bar e da rua, das pessoas em trânsito. Sentei-me do lado oposto, também de costas para a parede. Dali, poderíamos conversar sem perder a visão do ambiente e do movimento.

Na mochila, eu carregava um bom e velho gravador de áudio, um bloco de papel, canetas e um exemplar de “A Gargalhada de Sócrates”, livro impresso, autografado. Somos “old school”, eu pensei. Eu havia acabado de ler o romance e, como de praxe, tinha feito a tarefa de casa. Várias anotações, vários grifos e uma lista de perguntas.

Nelson e eu passamos algumas horas conversando sobre literatura, isso de ser escritor, mercado editorial, autopublicação, viver em Goiânia, humor, política, futebol e muito mais.

Particularmente, conversamos bastante sobre seu livro, em que “Sócrates [é] visto pelo olhar da comédia, pois […] é na sátira que o personagem se desnuda, se mostra sem filtro, sem enfeite, sem desonestidade ou bajulação”. “É na comédia que sua tragédia se apresenta por contraste e se define sem ornamentos ou hipocrisia. Só a comédia retrata […] sem comiseração ou misericórdia. As demais narrativas atendem apenas a quem narra.”

O papo foi tão bom que cheguei em casa e, na mesma noite, mandei para ele, por email, as perguntas para uma entrevista que eu redigira logo após o término da leitura de sua obra. Prestativo, Nelson me respondeu no dia seguinte, no mesmo Times New Roman, tamanho 12. O resultado segue publicado abaixo.

O escritor Nelson Moraes estará presente no evento “Humor É Outra História”, que será realizado na Livraria Palavrear, no Setor Universitário, em Goiânia, às 19h30, na quinta-feira, 16. Na ocasião, Nelson falará sobre o humor na feitura de seu livro “A Gargalhada de Sócrates”. Além dele, participam Raul Majadas falando sobre o humor na literatura, e Eliezer Cardoso que aborda o humor na atualidade. O debate será mediado pelo escritor, quadrinista, historiador e professor Ademir Luiz.

Em “A Gargalhada de Sócrates”, ao narrar sua história ao filho, o personagem Aristófanes afirma que precisou tirar este peso de dentro dele, essa história que carregava “no peito há tantos anos” (p. 300). Como surgiu a ideia de fazer uma obra literária usando como personagem um dos grandes nomes da filosofia e ainda misturar humor e literatura policial a críticas políticas ou de costumes? Você carregou esta história por muitos anos no peito até conseguir colocar no papel?
Não, não foi um projeto de tão longo prazo assim. Tanto que o período entre o “insight” e a digitação do ponto final durou no máximo uns 18 meses, entre pesquisas, releituras e a redação em si. A ideia original veio quase pronta: por que não juntar o símbolo máximo da filosofia ocidental ao ícone máximo da comédia grega, numa história policial – e em uma referência tão próxima a Nero Wolfe quanto a Don Isidro Parodi – narrada com as tintas da comédia? Quando vi já estava escrevendo.

A obra foi publicada inicialmente como “e-book” e depois ganhou uma versão impressa. Como foi esse percurso? Quais as principais diferenças e similaridades nas formas de escrever, publicar, divulgar e vender estes dois formatos? Quais as vantagens e desvantagens em cada um desses modelos?
A diferença é que no caso do “e-book” não tem noite de autógrafos (risos). Mas o esforço de venda e de sustentação são bastante parecidos. Cabe a você divulgar o livro – seja em que formato for – e trabalhar de forma sistemática a lembrança dele, sabendo que você mora em um país que se orgulha de não ler.

A obra é “autopublicação” tanto em sua versão em “e-book” (Kindle Direct Publishing, plataforma da Amazon) quanto em sua versão impressa, né? Como se deu tudo isso, este processo de “autopublicação”? Qual sua relação com o mercado editorial e como essa relação mudou (ou não) após “A Gargalhada de Sócrates”?
Minha relação com o mercado editorial era zero, e zero ela permanece após a publicação (risos). Foi justamente por não possuir contatos no meio e por saber das extremas dificuldades por que o segmento passa é que investi na pedregosíssima aventura da autopublicação (com uma força tremenda de meu irmão, o arquiteto Paulo Renato Alves, que bancou a primeira edição). E quem não concorda que autopublicação seja pedregosa que atire a primeira pedra (risos).

Pode-se falar que existe um filão literário que trabalha com o humor? Como o humor está presente na literatura e quais são os autores e obras que você considera mais representativos desta relação?
Humor e literatura são tão entrelaçados que fica temerário estabelecer qualquer fronteira. Mesmo nas grandes obras literárias a melancolia não esconde a essência e a influência do humor. Eu citaria Aristófanes (“et pour cause”), Rabelais, Swift, Voltaire, Molière, Xavier de Maistre, Mark Twain, Bashevis Singer, Joseph Heller, David Sedaris e, no Brasil, Millôr e Campos de Carvalho. Incluo aí todas as obras deles. Óbvio que esqueci gente importantíssima na lista. O que torna tudo mais engraçado.

Em literatura, ou na vida, o que é chato? O que não tem graça nunca?
A pessoa que tem a certeza absoluta de que é engraçada. É o tipo de chato mais pernóstico que existe.

Certa vez, o humorista Marcelo Adnet falou que uma das grandes dificuldades de se trabalhar com humor é que muitas vezes a piada tem um prazo de validade muito curto, ou seja, a graça de uma piada muitas vezes está ligada a um contexto sociocultural e histórico muito específico, além de muitas vezes se esgotar na repetição, entre outras características. Porém, você escolheu trazer o humor para a literatura que, especialmente no caso de um livro impresso, é algo que tem (ao menos potencialmente) mais perenidade. Como foi pensar isso durante o processo de escrita? O que faz com que uma obra de humor se torne menos descartável em um futuro imediato, especialmente em épocas de humor “memético” de internet e tudo mais?
Apesar de parecer uma coisa programada, jamais optei por escrever um livro cômico passado na Atenas de 499 a.C. pensando em garantir sua perenidade temática. Ou pelo menos não fiz isso conscientemente. Lá pelo meio da escrita é que me toquei de que o tema dificilmente padeceria de descartabilidade temporal, e achei ótimo. Quer dizer, o livro pode ser até esquecido, mas o tema jamais (risos).

“Cabe a você divulgar o livro – seja em que formato for – e trabalhar de forma sistemática a lembrança dele, sabendo que você mora em um país que se orgulha de não ler”

“A pessoa que tem a certeza absoluta de que é engraçada. É o tipo de chato mais pernóstico que existe” | Foto: Divulgação

Em certo trecho do livro, o personagem Aristófanes diz: “Mesmo sabendo que o apelo cômico do discurso passaria desapercebido da maioria, senão de todo o público, a ele resolvi me lançar” (p. 57). O Nelson Moraes pensou o mesmo quando decidiu escrever “A Gargalhada de Sócrates”? Como acha que a obra tem sido recebida (ou desprezada) neste sentido?
Primeiramente, escrevi o livro que eu gostaria de ler. Claro que o vislumbre da aceitação por parte do leitor foi um critério, mas não o primeiro. Acho que, dentro dos realistas parâmetros da autopublicação (não contar com o apoio logístico e publicitário de uma editora pesa enormemente), o livro vem tendo uma recepção positiva.

Basta ver os elogios que até hoje a ele fizeram Sérgio Rodrigues, Patrícia Melo, Idelber Avelar, Edson Aran, Rosângela Petta, Céllus Monteiro, Carlos Willian e tantos outros formadores de opinião de diversos segmentos afins à literatura. Claro que espero sempre mais, mas chega um momento em que os resultados de seu esforço passam de avaliáveis a imponderáveis, então é melhor deixar a coisa correr por si só e aguardar.

No “livro primeiro” de “A Gargalhada de Sócrates”, Aristófanes incorpora Sócrates em um monólogo posteriormente escrito em um pergaminho por Filipos, a partir da narração oral do primeiro sobre fatos de um passado relativamente distante em sua vida, mas que é na verdade Nelson Moraes no século 21, em Goiânia. Como foi lidar com tantas camadas narrativas e quais foram os grandes desafios para um escritor de ficção que decidiu enfrentar uma distância temporal e cultural tão grande, trazendo a Atenas de cerca de 400 a.C. para uma obra literária híbrida, produzida no Brasil atual?
Sim, o livro é acima de tudo brasileiro, no que tem de iniciativa, linguagem e público, só depois sendo remotamente grego na situação e amplamente universal na temática. Não vi dificuldade em costurar todas as camadas narrativas, porque as técnicas é que se impunham em diferentes momentos. “Aqui é melhor deixar apenas no diálogo”, “já aqui é melhor o discurso direto”, “agora é a vez do monólogo”. Acho que só fui ter consciência da extrema dificuldade de tecer este escopo todo quanto terminei o livro. Ainda bem (risos).

A ditadura está presente em vários momentos de sua obra, como, por exemplo, quando “um golpe militar com cara de oligarquia civil” (p. 51) coloca os atenienses sob domínio espartano – e, o que é pior, joga atenienses contra atenienses, num clima de medo, opressão, paranoia, traição, delação etc. De que forma este clima político brasileiro atual, com um governo populista de extrema direita no poder, está presente em “A Gargalhada de Sócrates”?
Quando iniciei o projeto, nem de longe sonhava com o atual quadro político brasileiro. O que mostra que o arquétipo da vitória do discurso conservador e populista é sempre uma possibilidade, a qualquer tempo. A ditadura sob a qual Atenas viveu por um breve tempo, sob a espada de Esparta, pode ser – mais que um episódio na vida de Sócrates e Aristófanes – um microcosmo de qualquer realidade em qualquer país e em qualquer época. Calhou de nós brasileiros estarmos vivendo o atual processo e ele se parecer tanto com o descrito no livro.

Os sofistas são constantemente atacados em “A Gargalhada de Sócrates”, pois “o que eles fazem vir à luz são as moedas do bolso dos ouvintes, a quem eles ensinam como se dar bem na vida” (p. 60) e, afinal, “o que mais é se dar bem na vida senão falar um punhado de obviedades e ainda ser pago por isso?” (p. 60). De maneira geral, as pessoas são/estão muito carentes de “gurus”, especialmente num momento politicamente, economicamente e culturalmente tão instável como o que vivemos hoje? Você fala aqui de “sofistas”, mas vale para políticos, intelectuais, artistas, escritores de autoajuda, líderes religiosos, “coachings”, celebridades, “lacradores” de redes sociais, “digital influencers” e tudo mais, não é mesmo?
Gosto de perguntas que já vêm amplamente respondidas, como esta (risos).

Em outro trecho, o personagem Sócrates afirma que os atenienses não dão valor à investigação intelectual, pois privilegiam “longas e intermináveis contendas verbais que eventualmente uma das partes vence por esgotamento de saliva ou de paciência da outra, e se dá a isso o nome de debate. […] Em Atenas são premiados não os que se dedicam a averiguar, mas os especialistas em convencer” (p. 156). Partindo deste trecho, como avalia o atual debate público e político que tem sido produzido no Brasil?
Indigente, óbvio. Nosso arremedo de debate é presa constante do viés de confirmação, que não busca a verdade a respeito de uma contenda, mas a consagração virulenta dos respectivos pontos de vista dos debatedores. É algo que mistura o ímpeto juvenil de sentir-se acolhido em uma facção pela via do discurso intransigente com a dificuldade de – ou má vontade em – reconhecer no adversário o portador de um discurso minimamente debatível. Sonho com o dia em que sairemos da adolescência retórica. Espero estar vivo.

Nas redes sociais, você é muitas vezes atacado tanto pela esquerda quanto pela direita, sendo acusado ora de “coxinha”, ora de “esquerdista”, ora de “isentão”. Que acha disso tudo e como lida com isso? As pessoas andam muito mimadas, no sentido de que apenas a “adesão integral” é possível? Especialmente as pessoas de esquerda, que falam tanto em diversidade, não deveriam estar mais abertas às críticas ou ao fato de que não necessariamente as pessoas “do mesmo lado” vão concordar em todas as pautas, em todas as opiniões, em todos os posicionamentos?
Costumo dizer que o militante odeia menos seu adversário do que um debatedor ponderado, pois este carrega nuances de difícil acepção por parte de quem só consegue enxergar em preto e branco. E estas mesmas militâncias – de todos os matizes – já se encarregaram de construir o estereótipo do isentão: aquela caricatura do sujeito em cima do muro, mortalmente indeciso, que mesmo diante de uma óbvia atitude fascista prefere sempre “ouvir os dois lados”, entre outras infantilíssimas tolices generalizantes. É mais ou menos aquele ditado espanhol, “Quem não está 100% comigo está 200% contra mim”. Mais uma vez, são as tipicidades do debate brasileiro.

“Costumo dizer que o militante odeia menos seu adversário do que um debatedor ponderado, pois este carrega nuances de difícil acepção por parte de quem só consegue enxergar em preto e branco”

“Quando iniciei o projeto, nem de longe sonhava com o atual quadro político brasileiro” | Foto: Divulgação

Em outro trecho de “A Gargalhada de Sócrates”, você afirma que “não bastasse a classe dirigente ateniense manifestar total despreparo para pensar, ela ainda nutre uma verdadeira fobia por quem pensa” (p. 297-298). O que dizer da nossa atual “classe ‘dirigente’”, no Brasil, em que sucessivos cortes são anunciados em verbas para a educação e a pesquisa científica e que professores, artistas, jornalistas e intelectuais, de maneira geral, foram convertidos nos grandes “inimigos” da sociedade, do País?
Com o atual governo, o Brasil caminha para se tornar um grande aulão de Educação Moral e Cívica, em acirradíssima defesa de valores tão difusos e de difícil objetivação como “família”, “pátria” e “ordem”. Trata-se de um conservadorismo mofado, anacrônico, grosseiramente patético, professado por quem não se sintonizou com o século 21, vive no século 19 e sonha com o século 14. Pareceu um perfil raso? E o é. A atual classe dirigente brasileira tem a profundidade de um pires barroco, e seus retratos não serão muito melhores.

Ainda em outro trecho da obra, o personagem Aristófanes afirma que piadas são a única forma de resistência (p. 52). Naturalmente, não é a única. Mas é uma “arma” bastante importante e eficiente?
Acho que foi o Angeli que disse que um cartum não derruba um governo, mas ajuda a balançar. No caso em questão, Aristófanes se referia à ditadura imposta por Esparta a Atenas, afirmando que, à parte a resistência armada – que resultaria em derramamento de sangue exclusivamente ateniense –, a piada seria o único recurso possível de protesto, às vezes oculto, às vezes velado, às vezes cifrado, mas sempre manifesto.

Na abertura do “livro nono” de “A Gargalhada de Sócrates”, você fala de como Aristófanes se viu metido na “constrangedora condição de comediógrafo iconoclasta convertido, por força das circunstâncias, em colaborador do governo”. Isto é o que existe de pior para um humorista, ser “governista”, ser “situação”? Humor deve ser sempre de oposição?
O humor precisa ser uma metralhadora giratória. Deve fustigar sempre situação e oposição, direita e esquerda, conservadores e progressistas, sem apegar-se a bandeiras. Evidente que existem frentes de humor parcial, que defendem quem está no governo – o humor covarde – ou exclusivamente a oposição – o humor oportunista. O verdadeiro espírito do humor é rigorosamente iconoclasta, algo tão fácil de ser compreendido quanto difícil de ser praticado. Mas é o único que presta.

Em “A Gargalhada de Sócrates”, a forma narrativa está o tempo todo em discussão, explícita ou implicitamente, assim como a questão da recepção, do público. Por exemplo, Filipos é o tempo todo acusado pelo pai de ansioso, impaciente. Por outro lado, Aristófanes se mostra bastante consciente de suas estratégias narrativas, do uso que faz de “iscas narrativas” (p. 312) para prender a atenção do filho (ou do ouvinte, do leitor). No entanto, por meio de estratégias metalinguísticas, você também abre espaço para questionar em si mesmo, como autor, o uso que faz destas estratégias, como, por exemplo, no trecho em que Filipos diz ao pai: “História de autores escrevendo sobre o processo de escrita sempre foram, em minha opinião, uma senda presunçosa e vazia” (p. 118), ao que Aristófanes acrescenta: e “infrutífera” (p. 118). Por que decidiu trazer este tema para sua obra e como observa que esta discussão está presente no romance?
Não resisti à metalinguagem, se é isso que você quer saber. É impossível, em um livro cômico que tem a construção literária quase como um “pathos”, deixar de discorrer sobre as técnicas narrativas e fazer graça delas. Obviamente, no trecho citado, os personagens dialogam sub-repticiamente com o livro no presente e fazem pouco dele. Tudo para o leitor rir. Os fins cômicos justificam os meios (risos).

Gostaria que você falasse um pouco das escolhas narrativas que fez para o seu romance. Você optou por adotar um modelo da filosofia “clássica” grega, ou seja, temos um rolo de pergaminho com transcrições de uma série de diálogos. Como decidiu por esta forma narrativa, especialmente considerando que não é um modelo promissor do ponto de vista comercial (ao menos, considerando o “grande público” ou “leitor médio”)?
Não me sentiria à vontade elegendo um narrador onisciente para desfiar a história. Preferi me utilizar dos diálogos tanto como um recurso verossímil (já que a técnica foi consagrada justamente por Platão) como quanto uma forma de autenticar as impressões dos personagens: quando eles mesmos cuidam de expressar seu pensamento, à revelia de algum narrador, a suspensão de descrença cai significativamente.

Recentemente, a cineasta argentina Lucrecia Martel deu uma entrevista falando que as séries televisivas são retrógradas em termos de estrutura narrativa e que, apesar das novas tecnologias de produção e de consumo da produção audiovisual, a maior parte do público está, na verdade, se “encaretando” cada vez mais. O que você pensa disso?
Então Lucrecia Martel não assistiu a “Os Sopranos”, ou a “Breaking Bad”, a “Mad Men”, a “Atlanta” ou mesmo a muitas séries inglesas e nórdicas, de humor naturalmente ácido e narrativa inteiramente fora do convencional. Acho que ela fala corporativamente, mais como agente de confecção de cinema do que como espectadora, uma vez que as produções audiovisuais televisivas acabam desenvolvendo o inevitável potencial de tirar o público das salas de exibição. Sim, claro que a maioria das séries é ruim, mas com o cinema também é assim.

Que outras histórias você “carrega no peito” e pretende “desovar” em um futuro breve?
Tenho tantas que é difícil adiantar agora. Espero que elas naturalmente se eliminem pelo critério da qualidade e que a que sobrar me pegue de jeito, me convença de que merece ser levada adiante. Estou neste compasso de espera. O que posso dizer é que você vai ser um dos primeiros a saber.

E, para finalizar, que conselho daria para quem está achando o Brasil um saco?
Vai piorar. Vamos descobrir que o saco não tem fundo (risos).

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