Um dos precursores do Tropicalismo, Djalma Corrêa realiza minicurso pelo Por Acaso

Em comemoração aos 4 anos do Por Acaso, minicurso, show e encontro com danças e músicas para a cidade são realizados de terça a sábado

Djalma Corrêa viaja pelo mundo. Ele toca instrumentos, fotografa, filma, pesquisa. Cada vez mais, guarda instrumentos e, por isso, é um dos mais completos percussionistas internacionais. Também conhecido como um dos percursores do Tropicalismo, ele chega a Goiânia com toda esta bagagem a fim de agregar e se divertir junto de outras pessoas que descobrem, nas ruas, um espaço para a dança, para a música e para a alegria.
Na terça-feira, 8 de março, o artista ministrará um minicurso gratuito sobre música espontânea na Casa Corpo. Aberto a artista em geral, a oficina segue até o sábado, 12; sendo que, na quarta-feira, 9, às 20h, ele realiza um show no Teatro Sesc Centro, com entrada a R$ 10, a inteira. A participação dele finda com a comemoração dos 4 anos do “POR ACASO_tardes de improviso”, no sábado, 12, a partir das 17h, no CEPAL do Setor Sul. O evento cultural é aberto a todos que queiram participar.

Foto histórica do Djalma Corrêa

Reprodução

Minicurso
O músico explica que a “Música Espontânea” [nome do minicurso] é como tirar a roupa em público. “É uma música que nunca vai se repetir, portanto não tem ensaios”. Em outras palavras, é um conceito baseado na capacidade de improvisação e experimentação de uma musicalidade instintiva, lúdica e que explora timbres e estéticas não convencionais. Além disso, a música espontânea resgata expressões musicais de povos primitivos e tradições milenares, o que possibilita uma profunda vivência da individualidade criativa e da interação musical em grupo.

Projeto
É esta espontaneidade, de que fala Djalma, na música e na dança o foco do projeto “POR ACASO_tardes de improviso”. Tudo começou em 2012, em frente à extinta “Fábrica Cultura Criativa”, na Rua 3. Antes, um encontro entre amigos do “¿por quá?” grupo de dança e do grupo de musica “Vida Seca” para fazerem o que mais gostam de fazer: improvisar arte. Hoje, a intervenção cultural ganha, a cada nova edição, novos adeptos. Em média 600 pessoas participam do encontro, em que público e artistas se misturam.
Segundo a artista e idealizadora do Por Acaso, Lu Celestino quando tudo começou eles não faziam ideia que iriam completar 4 anos de intervenções. No início, as dificuldades na questão estrutural eram muitas e, mesmo assim, não foram empecilhos para a realização. “Muita coisa mudou, já compramos luzes melhores e aumentamos o tatame e o Por Acaso sempre continua nos surpreendendo, a gente passa a semana produzindo e crendo que sabe o que vai acontecer, mas sempre somos surpreendidos”, diz.
“Muita gente já passou pelo Por Acaso, pessoas que talvez eu nunca mais veja. Mas aquelas que me são próximas gostam muito do evento. Apesar do crescimento de público e da visibilidade da intervenção, me parece que em geral as pessoas têm muita satisfação e alegria em participar. Algumas se jogam mais, outras ficam mais na periferia, no papo, mas no fundo todas desfrutam do que o evento é, na minha opinião: encontro”, analisa o fundador do grupo musical Vida Seca, Ricardo Roqueto.
A expectativa de todos os artistas que integram o Por Acaso é que esse encontro ocorra por pelo menos mais 40 anos, nas ruas, praças e becos de Goiânia. Afinal, os espaços são públicos e a arte deve estar em todos os cantos da cidade. As ruas também são para o mendigo, para a dona de casa e para o político dançarem juntos.

Serviço
Celebração dos 4 anos do “POR ACASO_ tardes de improviso”

Minicurso
Quando: 08 a 12 de março
Horário: 19h30 às 22h30
Local: Casa Corpo
Gratuito

Show
Quando: 9 de março
Horário: 20h
Local: Teatro Sesc Centro
Valor: R$ 10, a interia

Intervenção Artística
Quando: 12 de março
Horário: 17h às 20h
Local: CEPAL do Setor Sul
Gratuito

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