Sucesso no cinema, o verdadeiro Papillon morou e morreu no Brasil

Sua verdadeira identidade só foi descoberta por pesquisa do fotojornalista Platão Arantes Teixeira, com ajuda dos peritos da Polícia Federal Paulo Quintiliano e Marcelo Ruback

Cena do filme de 1973, com Steve McQueen e Dustin Hoffman (E), e de 2018, com Charlie Hunnam e Rami Malek: remake não tem o mesmo vigor que o original | Fotos: Divulgação/Warner Bros e Imagem Filmes

Um plano mirabolante e uma fuga espetacular de um dos presídios de segurança máxima mais sinistros do mundo, um inferno sobre a Terra de onde seria praticamente impossível escapar. Eis aí os ingredientes para uma receita de sucesso nos cinemas, que poderia ter saído da imaginação fértil de um diretor de cinema qualquer. Mas no longa-metragem “Papillon”, de Franklin J. Schaffner, a arte imita a vida, com um roteiro repleto de elementos de emoção e aventura que eletrizam o espectador, colocando o público na torcida pelas personagens, ainda que os protagonistas estejam longe de ser os mocinhos da história.

O remake do grande sucesso dos anos 1970, que tinha Steve McQueen e Dustin Hoffman no elenco, estreou no circuito nacional no dia 4 de outubro, ainda inédito nas salas de exibição em Goiânia. No geral, a crítica especializada foi unânime em dizer que a versão 2018 está longe de ter o mesmo brilho do filme original, mas o lançamento relembra a intrigante história que veio a público com o lançamento do livro homônimo, em 1969, que revelou a façanha do prisioneiro Papillon e seus comparsas. História repleta de detalhes intrigantes e que vai muito além dos acontecimentos que transcorrem nos 133 minutos de película. Com o sucesso avassalador, tanto do livro como do filme, a trama revela que ainda reservava mais desdobramentos, dignos de novela ou de outro romance.

Papillon (1974/2018)
Sinopse: Na década de 1930, Henri Charrière (Steve McQueen/Charlie Hunnam), bandido do subúrbio de Paris, foi acusado de assassinato que não cometeu e mandado para cumprir prisão perpétua na Ilha do Diabo, complexo de presídios de segurança máxima da França na Guiana Francesa. As regras da prisão são claras: qualquer um que tentar fugir ganhará como punição dois anos de solitária. Na prisão, é apelidado de “Papillon” e conhece Louis Dega (Dustin Hoffman/Rami Malek), um rico e excêntrico falsificador que promete financiar e colaborar com a fuga, em troca da proteção de Charriére. Baseado no livro “Papillon: O homem que fugiu do inferno” (Bertrand Brasil, 728 páginas, tradução de Mario Varela Soares), publicado em 1969.

Não bastasse o desenrolar quase inacreditável da fuga em si, descobriu-se posteriormente que o anti-herói Charrière não passava, usando uma palavra do momento, de um grande embuste. “Papillon” chegou a ser o terceiro livro mais vendido no planeta, perdendo apenas para a Bíblia e o Alcorão, a bíblia dos muçulmanos. A obra que desnudou as atrocidades cometidas no presídio escandalizou a França e fez com que o governo daquele país parasse de enviar prisioneiros para a colônia, culminando com sua desativação em 1953. O expediente do farsante veio à tona quando, ao aparecer na França para promover o livro em coletiva, Charrière entrou em muitas contradições, chegando ao desespero de afirmar que o livro “Papillon” era uma obra coletiva e que ele não vivenciara aqueles fatos. E eis que foi lançada a pergunta: afinal, qual seria a real identidade do homem com a borboleta tatuada no peito – razão pela qual ganhou o apelido “Papillon” (“borboleta”, em francês)?

O verdadeiro autor foi outro fugitivo, René Schehr, ou René Belbenoît, um intelectual que falava quatro línguas, escrevia livros e liderou um grupo de oito presos (entre eles Charrière) na fuga do presídio em 1935, façanha relatada em seu livro “A Ilha Do Diabo – Memórias De Um Fugitivo De Cayena” (“Dry Guillotine” no original, Prêmio Pullitzer de 1938). No Brasil, o livro foi publicado pela Editora José Olympio (custa de 160 a 440 reais no Estante Virtual). Depois de fugir para a então Guiana Inglesa, René Belbenoît, o verdadeiro Papillon, radicou-se com seus parceiros em Roraima desde 1940, morrendo em 1978, aos 73 anos, e sendo sepultado na Vila Surumú, no Norte do Estado, hoje parte da Terra Indígena São Marcos. Mas toda essa história só seria desvendada graças à dedicação obsessiva de Platão Arantes Teixeira, ou Platão “Papillon”, fotojornalista pernambucano radicado em Roraima desde 1993. O interesse de Platão pelo francês já dura quase 20 anos e rendeu dois livros: “A farsa de um Papillon – A História que a França Quer Esquecer” (1998) e “Papillon – O Homem que Enganou o Mundo” (2002).

 

Profecia
Tão intrigante quanto a história de Papillon, sua fuga e farsa de identidade, é a forma como ela cruzou o caminho de Platão Teixeira. Em conversa com o Jornal Opção, ele relembrou os detalhes. “Em 1988, eu trabalhava como repórter-fotográfico e respondia provisoriamente pela editoria de fotografia do jornal ‘Folha de Pernambuco’. Na ocasião, o colunista Ricardo Pinto solicitou-me a indicação de um fotógrafo para acompanhá-lo até uma ‘casa de xangô’. Democraticamente, reuni os 18 fotógrafos e solicitei um voluntário. Como ninguém havia aceitado, eu mesmo tratei de acompanhar Ricardo Pinto até a casa da mãe-de-santo, num bairro do Recife. Sou filho de pastor, criado na igreja, mas, mesmo assim, sem nenhum preconceito, eu fui. A pauta da matéria eram as previsões para 1989. Depois de fotografar a mulher jogando búzios, vestida a rigor como manda a tradição, fiquei observando-a fazer as previsões. Após fazer as previsões para o jornalista Ricardo Pinto, estranhamente ela virou-se e disse que iria ler os búzios para mim, que tinha uma previsão. Relutei, mas, com a insistência do Ricardo Pinto, concordei. Ela jogou os búzios e disse: ‘Você vai fazer uma viagem e vai descobrir algo que o tornará muito famoso’”, recorda-se Platão Teixeira.

Fotojornalista Platão Teixeira: 20 anos de pesquisa e dois livros publicados | Foto: Acervo pessoal/Facebook

Assim como todas as outras previsões feitas pela vidente naquela ocasião (“que por coincidência aconteceram”, nas palavras enfaticamente proferidas por Platão), a profecia acabou se concretizando. Mas não de primeira. Após incursões do pernambucano em São Paulo e Recife, a referida viagem aconteceria em 1993, para o Estado de Roraima, onde começou a trabalhar na Prefeitura de Boa Vista e no jornal “O Caburaí”. “Por coincidência, comecei a ouvir inúmeras histórias de Papillon, aquele mesmo do filme que eu assisti quando ainda era ‘novo’, com meus 16, 17 anos. Comecei a investigar. Foi então que descobri que o verdadeiro Papillon era René Belbenoît”, recorda-se.

Platão conta que uma amiga, ao saber da história, deu uma justificativa sobrenatural para o envolvimento do fotojornalista. “Segundo esta amiga, a mensagem da vidente foi a forma que René achou para me despertar e ajudá-lo a desvendar sua verdadeira história. Em vidas passadas, fomos amigos muito próximos e de muita confiança. Só eu saberia desvendar a verdadeira história que, mal contada, o deixou espiritualmente infeliz. Ele procurou uma forma de manifestar-se. Primeiro com a vidente, depois, com a jornalista que você nem conhecia e que apareceu na sua vida para passar dados que te despertassem para a pesquisa. Quando eu desvendasse esse mistério, o espírito dele iria descansar em paz e eu seria um homem famoso”, conta Platão Teixeira, evangélico convicto.

Peritos da PF desmontam farsa
A suspeita levantada por Platão em torno da verdadeira identidade de Papillon foi comprovada em 2005 no Brasil graças a uma investigação desenvolvida por dois peritos da Polícia Federal, Paulo Quintiliano e Marcelo Ruback. Após seis meses de pesquisa, apontaram que um “falso René”, que morreu em 1959 na Califórnia e teve o corpo cremado, acabou sendo vital para a descoberta. A verdadeira identidade deste homem continua indefinida até hoje. Os policiais constataram que, após a fuga da Ilha do Diabo, um dos fugitivos seguiu para os EUA e assumiu a identidade de René Belbenoît, como medida de segurança para o grupo que ficou na América do Sul.

Paulo Quintiliano, perito da Polícia Federal que ajudou na investigação com software de sua criação | Foto: Acervo pessoal

Foi feita então a comparação dos dois com a identidade de Belbenoît, tirada em 1973, além de fotos de René Schehr em Roraima e outras de Papillon, na Guiana Francesa, coletadas por Platão Teixeira durante suas pesquisas. “Chegamos à conclusão de que o verdadeiro René, o Papillon (apelido que ganhou na prisão ainda na década de 1920), era o que morreu e está enterrado no Brasil. Usamos um programa de computador que desenvolvi em minha tese de doutorado e que permitiu a identificação precisa de pessoas por meio de imagens faciais”, diz o perito Paulo Quintiliano.

O programa ao qual se refere é o software Q-Face, criado a partir dos resultados científicos obtidos pelo perito em seu mestrado em Ciência da Computação. “Trata-se de aplicação forense, em que são feitas comparações entre as características faciais, extraídas das imagens, baseadas nos algoritmos desenvolvidos. Nos exames periciais, foram consideradas as dimensões e características dos órgãos faciais das imagens antigas, apresentadas como sendo da pessoa conhecida, com imagens novas, da pessoa investigada”, detalha Quintiliano.

“Além disso, o próprio livro ‘Dry Guillotine’ continha uma série de pistas que deixa bem claro que o René dos Estados Unidos não era Belbenoît, e sim o que esteve no Brasil. Como o fato de que ele era impotente e não podia ter filhos. Tudo isso foram coisas interessantes que se comprovaram”, revela Platão Teixeira.

Fuga e vida na selva
René e seus parceiros, que estavam sendo bem-sucedidos no garimpo de diamantes e de ouro na Guiana Inglesa, decidiram vir para o Brasil em 1940, depois que as tropas de Adolf Hitler invadiram a França, deixando a Inglaterra na mira dos nazistas. Preocupado com o domínio alemão, ele convenceu os outros a fugir para o Brasil. O grupo subiu de barco o Rio Demerara e depois fez uma caminhada de 23 dias pela mata e pela savana, até chegar às margens do Rio Maú. “Eu estava na frente de nossa casa, uma fazenda à beira do rio, quando ouvimos os chamados de um grupo de homens no outro lado. A fazenda de papai era o ponto de passagem no Rio Maú e meu pai me mandou pegar a canoa e trazer o pessoal”, conta Rui Meneses, o seu Bebé, de 77 anos. Na época, ele tinha 12 anos e ficou admirado com o chefe do grupo, que falava perfeitamente português, apesar do forte sotaque. Além de René, integravam o grupo Maurice Habert, Joseph Guillermin Marcel, Charrière e Roger.

Naquele desértico município do então Estado do Amazonas (Roraima tem apenas 30 anos de existência; pertencia antes ao Território Federal do Rio Branco, um território federal brasileiro desmembrado do Amazonas no dia 13 de setembro de 1943. Seu nome mudou, em 1962, para Território Federal de Roraima, o qual em 1988 foi extinto e deu lugar ao Estado de Roraima), os fugitivos sentiram-se seguros. Maurice casou-se com uma nativa, teve três filhos e implantou o cultivo do tomate na região. Sua influência foi tão grande que conseguiu que a Vila do Maú se tornasse a Vila Normandia, em homenagem à sua região natal na França.

René Belbenoît, que tinha recebido um bom dinheiro, fruto do sucesso de seus livros nos EUA, investiu no garimpo de diamantes e ouro, além de colaborar com os americanos, interessados na pesquisa mineral da região. Mas não ficou apenas nos negócios. Fiel ao seu passado bandido, em 1942 René comandou o bem-sucedido assalto à filial da empresa JG Araújo, em Boavista. A empresa era um entreposto que fornecia víveres e todo tipo de equipamento para a região que é hoje o Estado de Roraima, e ainda negociava com ouro, diamantes e servia como um banco informal. Platão Teixeira ouviu testemunhas que suspeitam de conluio entre os donos da empresa, os devedores e até as autoridades da época. O assalto serviu de tema, anos depois, para o livro “Banco”, de René Belbenoît, que também lhe foi roubado por Charrière.

 

Quando Roraima virou território em 1943, as investigações, que eram comandadas de Manaus, foram encerradas. Quem conheceu René à época, o considerava “muito inteligente”. Quando não estava escrevendo, René estava fazendo bons negócios e chegou a ter uma vida muito próspera como dono de fazendas e garimpos. Ganhou muito dinheiro, mas, no fim da vida, perdeu tudo. Até as terras passaram para os índios. René, que tinha um armazém e bar que abastecia a região, gostava de contar histórias para crianças e adultos, lembrando de suas aventuras, em especial a grande fuga da Ilha do Diabo.

O fim nebuloso e decadente de René Belbenoît concluiu uma trajetória de vida cheia de intrigas, 13 anos de detenção (1922-1935) na Ilha do Diabo por assalto, livros de sucesso, identidades falsas, um assalto milionário e muitos negócios com garimpos de ouro, diamantes e metais preciosos. Além, é claro, da história de como os manuscritos dos livros “Papillon” e “Banco”, escritos por René Belbenoît na Vila Surumú, acabaram nas mãos de Charrière. Sua sepultura é mais uma de cruz branca em meios a várias outras do cemitério na Vila Surumú, município de Pacaraima, no Nordeste do Estado de Roraima.

Gato por lebre
Os dois primeiros livros de René Belbenoît, “Hell On Trial” e “Dry Guillotine”, foram publicados nos EUA graças à amizade que construiu durante anos de correspondência, ainda na prisão, com a escritora norte-americana Blair Niles (1880-1959). Posteriormente, os destinos de René Belbenoît e Henri Charrière, afastados após a fuga, voltaram a se cruzar em 1955, quando o falso Papillon foi para a Venezuela. Naquele ano, René havia concluído o manuscrito que havia feito a pedido de um diretor de cinema americano, amigo do casal Niles que havia encontrado no Panamá, logo após sua fuga da Ilha do Diabo. O texto era uma adaptação do livro “Dry Guillotine” em uma espécie de roteiro para o cinema. Esta nova versão contaria a fuga de apenas um prisioneiro.

“Como não podia assiná-lo como René Belbenoit, pois estaria desmentindo o que escrevera em ‘Dry Guillotine’ (lá havia afirmado que fugira acompanhado de oito homens), resolveu assinar com seu codinome e assim surgiu Papillon. Tinha cedido às imposições mercadológicas da subcultura hollywoodiana e contava que sua fuga fora feita exclusivamente por ele, sem nenhuma ajuda ou acompanhamento. Em frágil estado de saúde, Belbenoit encontrou sérias dificuldades em enviar os manuscritos para seu ‘xará’ que morava nos Estados Unidos”, relata Platão Teixeira. Assim, contatou Charrière, que trabalhava no porto de Caracas numa empresa que exportava crustáceos. O falso Papillon guardou os manuscritos, que estavam em inglês, durante anos.

Capa de “Papillon: O homem que fugiu do inferno”: fraude de Henri Charriere | Foto: Reprodução

Quando soube da morte do falso René nos EUA, Charrière viu a chance de faturar dinheiro e contratou o jornalista francês Jean Maille de Fronfrais, que morava na Venezuela e lhe devia dinheiro para fazer uma adaptação em francês, acrescentando mais um fugitivo. Em 1969, assumiu de fato a identidade do comparsa, que estava morando no Brasil, no meio do mato, quase incomunicável, e lançou o livro “Papillon” como sendo de sua autoria. Mas antes providenciou um detalhe crucial: fez no peito a tatuagem da borboleta, para que todos acreditassem ser ele de fato Papillon, completando o disfarce.

Entretanto, muita gente não acreditou que Henri Charrière fosse, de fato, o autor daquele livro. A fraude foi confirmada pelo próprio Jean Maille, em depoimento ao escritor francês Gérard de Villiers (1929-2013), que publicou em 1971 o livro “Papillon Epingle” (em português, “Borboleta Desmascarada”). No seu livro, Charrière foi descrito como um verdadeiro idiota e que jamais poderia ter escrito o romance. Em 1971, Charrière mandou emissários à Vila Surumú para pegar os originais do livro “Banco” – sequência de Papillon. René estava quase cego, com catarata e uma doença no nariz – há dúvidas se era câncer ou leishmaniose – e cedeu às pressões. As divergências entre os dois livros ajudaram a expor Charrière como um farsante.

A grande prova teria sido a insegurança de Henri Charrière ao se apresentar na França em 1972 para promover o livro, entrando em muitas contradições, chegando ao desespero de afirmar que o livro era “uma obra coletiva” e que ele não vivenciara aqueles fatos. Percebendo que não convencia, com medo de ser desmascarado, fugiu para Madri. Na capital espanhola, passou a beber em demasia e acabou acometido de uma cirrose. O fim de Charrière foi isento de qualquer glamour: debilitado pela doença, gastou praticamente todo o dinheiro ganho com o livro e o filme “Papillon” na produção de outro filme que foi um fracasso total, morrendo pobre e destruído pela bebida, em 1973, aos 66 anos.

Luta pela Liberdade
1. Após vários anos na Ilha do Diabo, recebendo tratamentos desumanos, oito presidiários (entre eles Belbenoît e Charrière) planejam uma fuga no ano de 1935
2. Eles se dedicam a estudar o movimento das ondas e da correnteza em torno da ilha. Em suas observações, percebem que a sétima onda (contando a partir da mais fraca) é a maior e a mais forte
3. A segunda parte do plano foi começar a fase de testes. Eles reaproveitaram os sacos nos quais vinham os mantimentos e os encheram de cocos – que ficavam espalhados pelo chão da ilha – até completar, aproximadamente, o peso de um homem
4. Os detentos lançavam esses sacos ao mar para avaliar se a força da sétima onda seria capaz de empurrá-los para longe da ilha. E, como previsto, funcionou. Ao ricochetear no penhasco, a onda levava o saco para alto-mar, onde ele era levado pela correnteza
5. Na etapa final da fuga, os presos construíram uma jangada com sacos cheios de cocos, amarrados com palha e madeira da floresta. Eles esperam a onda certa se formar e lançam a embarcação ao mar
6. Em seguida, todos pulam do penhasco e se agarram à jangada. Eles desbravam o oceano Atlântico e ficam 60 horas à mercê da correnteza até encontrar, por fim, a liberdade
7. Pelo que se sabe, todos fugiram para a Guiana Inglesa (uma colônia que ficava na Costa Norte da América do Sul), onde viviam do garimpo de diamantes e ouro. Anos depois, o grupo veio para o Brasil, navegando pelo Rio Demerara de barco e caminhando 23 dias pela selva até chegar a Roraima, no Norte do País
8. René e outros ex-detentos teriam permanecido no território brasileiro, mas Charrière resolveu ir para a Venezuela, onde abriu um restaurante em Caracas. Em 1968, ele publica o livro “Papillon”, lançado na França no ano seguinte
9. Charrière se tornou um autor de sucesso. O livro foi traduzido para mais de 16 idiomas e adaptado para o cinema

Fonte: Revista Superinteressante: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/qual-foi-a-fuga-de-presidio-mais-incrivel-da-historia/

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