Soneto da Etérea Paixão

Reprodução/Tumblr

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Nesta Terça Poética, branca na folhinha, caro leitor, você se apaixona etereamente por Maria Lúcia Gigonzac, sonetista reclusa, graduada na Universidade de Saint-Denis, em Paris, capital da França. Originalmente, o poema foi publicado na antologia “Literatura Goyaz”, de 2015, organizada por Adalberto de Queiroz. Faça parte do “Terça Poética”, um projeto que borda de poesia suas tardes modorrentas de terça-feira. É só enviar-nos seus poemas para [email protected] E fique de olho, pois logo você conhece mais um projeto do Opção Cultural; desta vez, voltado para contos e crônicas. Eis “SONETO DA ETÉREA PAIXÃO”.

Maria Lúcia Gigonzac

De encantos sucumbistes às rimas amorosas
E ardendo de paixão, encontro então marcaste.
Desejos declaraste, em versos e em prosas,
À folha virginal, tão logo tu chegaste.
Deitaste sem pudor tua alma simples, nua,
Sobre a página branca, e ao amor te entregaste.
As palavras: lençóis e véu em rima tua,
E penetrando a trova, em êxtase entraste.
Nas folhas do teu leito, então bardo, cantaste,
E teu canto ecoou; acordaram-se estrelas
Lá do alto dossel: diamantes dos engates
Caíram no lençol e o verso pôde tê-las.
Sutis trovas, então, do enlace refulgente,
Voaram pelos céus como estrela cadente!

2 respostas para “Soneto da Etérea Paixão”

  1. Excelente soneto. Em Literatura Goyaz, temos três sonetistas de valor, cada um com seu próprio e destacado estilo: Mme. Gigonzac; Cláudio Fernandes Ribeiro e Miguel Jubé (que poeticamente grafa seu – dele – nome como cummings: miguel jubé).
    AQ.

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