Ouro para filme sobre imigração em Singapura

Leopardo de Ouro foi para o filme Uma Terra Imaginada, do realizador Zeo Siew Hua, de Singapura, sobre a situação naquele país dos trabalhadores imigrantes vindos dos países vizinhos

Zeo Siew Hua, de Singapura | Foto: Divulgação

Por Rui Martins**
Especial para o Jornal Opção

Vai terminando o 71.Festival Internacional de Cinema de Locarno e aparecem algumas surpresas: nenhum prêmio para o longo filme de 14 horas, A Flor, de Mariano Llinás, e nenhum prêmio para Sibel, o filme sobre uma comunidade conservadora turca, do casal francoturco Guillaume Giovanetti e Çagla Zencirci, sobre intolerância, considerado um dos melhores filmes pela crítica.

O Leopardo de Ouro foi para o filme Uma Terra Imaginada, do realizador Zeo Siew Hua, de Singapura, sobre a situação naquele país dos trabalhadores imigrantes vindos dos países vizinhos.

O Prêmio Especial do Júri foi para o “filme choque” da competição internacional – M, maiúsculo, de Yolande Zauberman, relatando casos de abusos sexuais e de pedofilia por religiosos e rabinos ortodoxos em Bnei Brak, Israel.

A Melhor Realização foi atribuída à chilena Domingas Sotomayor pelo filme Tarde para Morrer Jovem, sobre uma comunidade perto de Santiago do Chile.

Melhor Atriz foi para a romena Andra Guti, no filme Alice T., de Radu Muntean, no qual representa uma adolescente agressiva.

Melhor Ator foi para o sul-coreano Ki Joobong, no filme de Hong Sangsoo, Hotel à Beira do Rio, um poeta conhecido que reencontra seus dois filhos adultos, ao se sentir próximo da morte.

**Rui Martins, do Festival Internacional de Cinema de Locarno.

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