Os 50 anos de Woodstock

Ringo Starr apresenta-se na sexta-feira. Santana fará um espetáculo no sábado

Talmon Pinheiro Lima

De Nova York

Já estamos em Nova York, ponto de partida para irmos até o local da celebração dos 50 anos do festival mais festejado da história da música e artes, que acontecerá neste final de semana (16 a 18 de agosto).

Ringo Starr e Santana: estrelas de Woodstock

Woodstock foi o auge de uma época em que predominavam os movimentos hippies e da contracultura (final dos anos 60), que combatiam as desigualdades sociais, a guerra do Vietnã, o racismo e cultivavam a utopia de um mundo mais igual para todos, e foi concebido justamente para dar vazão para que estes movimentos se manifestassem de forma coletiva, e seu criador, Michael Lang, adotou o como lema a frase “três dias de paz e amor” para promovê-lo.

Jimi Hendrix em Woodstock

Para a nossa geração, Woodstock foi um símbolo que resistiu ao tempo, mantendo-nos sempre naquela esperança de que o mundo poderia (á) ser diferente e bem melhor; e sua mensagem, para nós, continua atual, porque acreditamos naquela mesma chama idealista de tentarmos quebrar as diferenças perversas que ainda predominam no mundo e que possamos ter novos tempos de amor, temperança e paz.

O festival contou com a participação de vários astros do rock da época, e que continuam fazendo sucesso até o momento, muitos deles, já mortos.

No palco apresentaram nomes de gigantes como Jimi Hendrix, Janis Joplin, Joan Baez, The Who, Jefferson Airplane, Creedence Clearwater Revival, e na plateia, mais de 500 mil pessoas, embaladas por shows antológicos que marcaram de vez a história do rock mundial.

O festival turbinou a carreira de desconhecidos como Santana, Joe Cocker, Crosby, Stills, Nash & Young, Richie Havens e Tem Years Afters, que a partir de suas apresentações entraram de forma permanente no rol dos grandes do rock.

O festival tem uma história curiosa: Woodstock é o nome de uma cidadezinha no norte do estado de Nova York, onde foi programada a sua realização. Depois de quase tudo providenciado pelos organizadores, houve um boicote por parte das autoridades locais que impediram a sua realização neste local.

Às pressas, há quase um mês antes da data de abertura, Michael Lang e sua equipe tiveram que providenciar outro local, e o escolhido foi uma fazenda de gado leiteiro, na pequena cidade de Bethel, também ao norte do Estado.

Neste local foi criado posteriormente um museu para perpetuar o legado do festival, com uma área imensa, linda e verde, e que recebeu o nome de Bethel Woods Arts & Museum.

E é para lá que iremos no sábado, 17, para assistirmos o show do Santana, um dos artistas famosos que participará da celebração dos 50 anos. O ex-beatle Ringo Starr apresenta-se na sexta-feira, 16.

Em Nova York, já se encontram milhares de pessoas do mundo inteiro que vieram especialmente para a celebração de aniversário do festival, e já curtindo aquela deliciosa expectativa de poder reviver aqueles momentos que se eternizaram nos nossos corações e mentes.

Woodstock que nos aguarde! Vamos para lá celebrar a vida, o amor e a paz.

Talmon Pinheiro Lima, advogado, é colaborador do Jornal Opção.

Uma resposta para “Os 50 anos de Woodstock”

  1. Henrique Goncalves Dias disse:

    Belo texto. Talmon tenha uma ótima estadia volte com novidades. Abraços.

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