O grito é do rock, mas o festival é de todos os estilos

Em sua 10ª edição, festival leva 20 artistas para o Centro Cultural Martim Cererê

Foto: Divulgação

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Yago Rodrigues

As marchinhas de carnaval abrem alas para o bom rock’ n’ roll. Diversos artistas da cena underground goiana se apresentam no Centro Cultural Martim Cererê, embalando o final de semana de folia em mais uma edição do Grito Rock Goiânia. Dentre as atrações, Hellbenders, Overfuzz, Pó De Ser, Ara Macao e Carne Doce.

Realizado na cidade por uma iniciativa da Fósforo Cultural, o Grito chega à sua 10ª edição a fim de reunir o melhor da música independente local, por isso dois dias de festa com apresentações que começam ao cair da noite e varam a madrugada. Além dos grupos musicais, DJs animam o espaço Casa de Música.

Histórico

A festa goiana integra um projeto maior, o Grito Rock Mundial, que chega à sua 14ª edição. Em 2011, após quatro anos do início das edições integradas, o Grito alcançou 130 cidades de oito países. Foram 2 mil bandas e mais de 200 mil espectadores. O boom mundial veio em 2014, quando mais de 300 cidades de 35 países integraram as edições.

Colaborativo, o Grito é realizado pelo Fora do Eixo, uma rede de cultura e comunicação que reúne diversos coletivos e produtos espalhados cidade e país afora. O evento tem apoio do Toque no Brasil e é financiado pelo Fora do Eixo Card. Em 2016, acontece em toda América Latina de 5 de fevereiro a 30 de abril.

Edição

Desenvolvida por Camila Cortielha, a arte do Grito Rock Goiânia segue a ideia do argentino León Ferrari, considerado um dos cinco artistas plásticos mais provocantes pelo The New York Times, cuja obra se conecta ao novo design do festival. León fala do sangue latino, e de sua luta para vivenciar a cultura em todo o território mundial, o que dialoga com o objetivo de permitir novos formatos de eventos, novos estilos musicais, novos ritmos e artes no Grito.

Com ingressos vendidos antecipadamente, o festival tem entrada a R$ 10 a meia. Realizado no Martim Cererê, centro cultural localizado no Setor Sul, o Grito não permite a entrada de menores de 18 anos. O line-up completo com o horário das apresentações pode ser conferido na página oficial da Fósforo Cultural na rede social Facebook.

Hellbenders, Overfuzz e Ara Macao: conheça alguns dos artistas do Grito 2016

As bandas e artistas Hellbenders, Ara Macao, Dry, Peixefante, Chá de Gim, Oblongs, Stefanini, Almost Down, Urumbeta do Espaço e Lutre se apresentam no sábado, 6, pelo bloco “Fósforo Cultural, que toma conta do Martim Cererê. No domingo, a festa continua com o bloco “Vaca Amarela”; no line-up, as bandas Overfuzz, Pó de Ser, Carne Doce, DogMan, Trivoltz, Caffeine Lullabies,  La Morsa, Sheena Ye, Meio Termo e Demasia. No espaço Casa de Música, os DJs Daniel de Mello, Mario Pires, Gabs e Rayanne Coimbra agitam a noite. Já no domingo, o som fica por conta de Lucas Paiva, Matheus Traguetto, Rodrigo Lagoa e Alan Honorato.

Foto: Reprodução

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Hellbenders
Com Diogo Fleury e Braz Torres nos vocais e guitarras, Augusto Chita no baixo e Rodrigo Andrade na batera, o grupo mistura elementos do punk, stoner e hard rock setentista. Com “Brand New Fear”, o quarteto ganhou notoriedade, participando de grandes festivais em todo Brasil. Hellben­ders é head-line no sábado de Grito.

 

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Overfuzz
Com Brunno Veiga no vocal e guitarra, Bruno Andrade no baixo e Victor Ribeiro na bateria, a banda toca um som pesado, com influências de Motorhead e Black Sabbath. “Bastard Sons of Rock’n Roll”, lançado em 2015, se destacou dentre as produções musicais goianas. Overfuzz fecha o segundo e último dias de festival.

 

Ara Macao_ Reprodução_A Gambiarra

Foto: Reprodução/A Gambiarra

Ara Macao
Projeto de som eletrônico de Luís Calil, vocalista do Cambriana, Ara Macao sem dúvidas chamou a atenção do público. Numa mistura de deep house, UK garage, hip-hop, R&B e soul, o artista faz pop do bom com letras já clássicas como a de “Ben­zim”. Dentre suas músicas de destaque estão “Shoulders of Giants” e “Up is Down”.

 

Foto: Reprodução

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Pó de Ser
Formada por Diego Mascate, Kleuber Garcêz, Fernando Assis, Hermes Soares Dos Santos e Danilo Rosolem, a banda faz da MPB uma viagem psicodélica. Ao menos, é o que já mostra ao público o EP “Tudo Torto em Linha Reta”. O grupo deve lançar nos próximos meses “A Dança da Canção Incerta”.

 

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Chá de Gim
Com raízes brasileiras e africanas, o grupo formado em 2014 traz no som arranjos progressivos e psicodélicos. A canção “Zé”, vencedora da 4ª edição do Festival Juriti, bem descreve a banda Chá de Gim. Recentemente, o público pôde conhecer o aguardado álbum de estreia “Comunhão”.

 

Carne Doce_Divulgação

Foto: Divulgação

Carne Doce
Com Salma Jô nos vocais, Macloys Aquino e João Victor Santana nas guitarras, Ricardo Machado na bateria e Anderson Maia no baixo, o grupo mais que adoçou a cena musical goiana e do país com seu primeiro álbum, lançado no ano passado. Recentemente, a banda contou que, em breve, vem material novo por aí.

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