NOME

Reprodução/Tumblr

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Nesta Terça Poética, caro leitor, você desnuda a Aurora de César Miranda, bancário e poeta feito T.S. Eliot. Originalmente, o poema foi publicado na antologia “Literatura Goyaz”, de 2015, organizada por Adalberto de Queiroz. Quer participar da “Terça Poética”, um projeto que borda de literatura versada suas tardes modorrentas de terça-feira? Envie-nos seus poemas para [email protected] E fique de olho, pois logo você conhece mais um projeto do Opção Cultural; desta vez, voltado para contos e crônicas. Eis o poema!

NOME

Aurora é teu nome
Mas tu não és mulher
És a claridade do amanhecer
És uma luz que traz o dia
Muitos não gostam
Muitos adoram a escuridão da noite
Aurora, não venha
Aurora, fica onde estás
Aurora, ninguém te quer.
Mas, chegou tua hora
Mas, tens que se impor
Mas, a hora é inteira tua
E tu és a parteira do dia.
Por isto te chamas Aurora
Por isto, tu és assim mulher
Pois, és a primeira a ouvir
O dia quando ele chora.
Ele chora por ti, Aurora.

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