“Neste momento, ser brasileiro está acima de qualquer partido”

Em amarelo, azul e verde, o goiano de Trindade combina artigos sobre Cultura, Ciência e Saúde Pública

Arthur Otto: “O livro traz as cores do Brasil, que são maiores que qualquer outra bandeira”

Arthur Otto: “O livro traz as cores do Brasil, que são maiores que qualquer outra bandeira”

Yago Rodrigues Alvim

“Arthur Otto nasceu em Trin­dade, em uma casa atrás da antiga igreja Ma­triz, quando seu pai trabalhava ali por apenas três meses, em 10 de outubro. Foi batizado pelo legendário Padre Pelágio, fato que enaltece vivamente, pois que o considera um verdadeiro santo”, escreve Maria Abadia Silva na intitulada apresentação “Arthur Otto, Tuca”. O texto abre o livro “A vitória da Verdade” do escritor goiano que, por anos, trabalhou no Rio de Janeiro, no Centro Tecnológico do Exército, no Programa Nuclear das Forças Armadas, após ter se graduado em Física pela Uni­versidade Nacional de Brasília (UNB).

Nas linhas que se seguem, Otto conta um pouco de sua jornada na escrita, de como nasceu e sobre o que diz a obra, editada por Adalberto de Queiroz e publicada pela editora Beto Queiroz Editor, com assistência de Mário Zeidler Filho, da Editora Caminhos. “A vitória da Verdade” diz da espiritualidade e da ciência de um homem são. Eis a entrevista.

Quando e como começou sua jornada na escrita?
Eu trabalhei por muitos anos na área nuclear, devido a minha profissão, e, concomitantemente, fui um buscador espiritual, com minhas preocupações espiritualistas e também sobre a situação política, pois como cidadão também devia servir à comunidade. Assim, comecei a escrever o que pensava e sentia. Eram artigos espiritualistas, políticos e também sobre ciência, saúde pública, estes quanto à poluição sonora e demais variações da saúde a fim de servir a algo maior, como disse. De certa maneira, eu refletia sobre o que estava fazendo, se certo ou errado.

Como surgiu a oportunidade de reunir seus textos em uma obra?
Foi com Adalberto, o editor. Combina­mos de bater papo e, sem qualquer intenção de reunir meus artigos em livro ou algo assim, ele deu a ideia de, com o meu trabalho já escrito, publicarmos um livro. Foi uma ideia excelente e, em menos de dois meses — 45 dias —, ele já estava pronto, publicado e até mesmo lançado. A ideia, portanto, veio de Adalberto, que me é um amigo muito querido.

E como foi compor o livro?
Os artigos foram escritos ao longo dos anos, estes publicados em jornais e revistas, e discutiam política e ciência. A escolha deles foi editorial, com Adalberto, a fim de que fosse completando o livro. A edição também ficou a cargo dele, juntamente com Mário. Escolheram e editaram; os textos estão reunidos por temas, como diz o subtítulo — “Escritos sobre Cultura, Ciência e Saúde Pública”.

Cultura, na verdade, diz sobre a espiritualidade. O artigo sobre espiritualidade que mais gosto é intitulado “Amai ao próximo como a si mesmo”. Pois, se entendêssemos e cumpríssemos isto, claramente, de amar o próximo como uma política de vida que nos leva a uma vivência em comum a todos, com justiça e igualdade, se entendêssemos o amor ao próximo como a si mesmo como uma ferramenta política para se viver em comunidade, teríamos a solução para tudo, teríamos uma nova lei; resumir-se-ia tudo, toda uma constituição. Os problemas políticos e econômicos muito se resolveriam.

Já Saúde Pública remonta ao que disse a respeito do cidadão, além de artigos sobre a poluição sonora, as radiações ionizante em meio à população, da telefonia e de outros efeitos radioativos.

Quanto à Ciência são os artigos em que discuto o risco pelo Césio que, em Goiânia, não era necessário ter, mas teve; o papel de Einstein no planeta terra; e outros textos assim. São artigos científicos, mas digamos que em linguagem popular.

“A vitória da Verdade” sintetiza o que diz o livro?
Má­­rio foi quem sugeriu o título e, na é­poca, mui­to me agradou. Eu escrevi um artigo político que diz de um mo­mento específico em que Pedro Wil­son [ex-prefeito de Goiânia] foi alvo de muita mentira, a fim de derrubarem ele, que disputava a prefeitura. Eu o escrevi exatamente por estar junto à vitória dele, nas eleições.

O que dizem as cores do livro, que compõem a arte gráfica?
A capa também foi elaborada por Mário; foi a primeira ideia de arte que ele deu e eu gostei muito, pois amarelo, azul e verde são cores que combinam. Eu aceitei a ideia por ter gostado das cores, que diz sobre ser brasileiro, sobre, neste exato momento, vivermos uma batalha contra o vermelho. É ser brasileiro acima de qualquer partido. São as cores do Brasil, maior que qualquer outra bandeira.

Uma resposta para ““Neste momento, ser brasileiro está acima de qualquer partido””

  1. Muito boa entrevista. Parabéns ao entrevistado e ao jovem entrevistador.

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