Alison Entrekin consegue apoio financeiro e tradução de “Grande Sertão: Veredas” para o inglês deve ser publicada

A tradução de “Grande Sertão: Veredas” para o inglês pode, enfim, ir para o papel. O Itaú Cultural deve anunciar na quarta-feira, 9, apoio financeiro à tradução que será feita pela australiana Alison Entrekin. A informação é de O Estado de S. Paulo.

Alison, que já começou a traduzir a basilar obra de Guimarães Rosa para o inglês, já estava há algum tempo procurando apoio para seu trabalho, que pode levar até cinco anos para ser finalizada. O patrocínio do Itaú Cultural é para três anos. Quem “Grande Sertão: Veredas” sabe que a linguagem utilizada por Guimarães Rosa não é convencional, o que torna a tradução para o inglês muito mais difícil.

No artigo “When in Hell, Embrace the Devil: On Recreating ‘Grande Sertão: Veredas’ in English”, publicado na revista eletrônica estadunidense “Words Without Borders”, em julho, Alison conta que demorou três semanas para traduzir três páginas do livro. Por isso, o apoio financeiro é essencial para a realização do trabalho, que deverá receber atenção integral da tradutora.

Até o momento, duas editoras manifestaram interesse em publicar a tradução. A primeira é a Alfred A. Knopf, de Nova York, editora que publicou a contestada “The Devil to Pay in the Backlands”, tradução do livro, de 1963. A segunda é a Harvill Secker, de Londres, do grupo Penguin Random House.

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Adalberto De Queiroz

É uma grande notícia para a literatura feita no Brasil, pois o Português é falado por poucos milhões e não é língua em que se obtenha a mesma difusão e “fortuna crítica” que o Inglês (ou o Alemão, para o qual consta tradução de Guimarães Rosa). O livro “Grande Sertão: Veredas” completa 60 anos de seu lançamento neste ano de 2016, portanto, há razões de sobra para celebrarmos o compatriota que já pode ser lido em Italiano. Não é tarefa fácil lê-lo, portanto, imagino que quase impossível de ser traduzido em outras línguas pela enormidade de neologismos e criatividade linguística.… Leia mais

Adalberto De Queiroz

Faltou dizer que a versão alemã é de 1964, assinada por Curt Meyer-Clason. Houve uma longa correspondência entre autor e tradutor, lembrando que Rosa fora diplomata e era fluente em Alemão. Isso gerou um livro: J.G. Rosa: Correspondência com seu tradutor alemão (Curt Meyer-Clason). http://www.saraiva.com.br/joao-guimaraes-rosa-correspondencia-com-seu-tradutor-alemao-143382.html
Confira uma das cartas que mostra a afinidade (“o parentesco anímico, as afinidades de espírito”) entre os dois. Link para Folha/Uol, consultado em 08/11/16, às 16h08.http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ult1063u728.shtml
AQ