Livro trata da repressão feminina no Brasil dos anos 1980

A ficção ‘Musas provisórias’ analisa a posição da mulher na sociedade brasileira a partir de uma narrativa intimista

Musas provisórias (KDP, 148 pp.,  R$ 5,90) é um relato em primeira pessoa de uma brasileira, desde a infância até a vida adulta, passadas em uma escola de religiosas italianas, durante a última década da ditadura brasileira. A protagonista é uma física de carreira internacional que revê a própria história retrospectivamente, a partir de recordações esparsas, quando precisa retornar à cidade natal.

Atravessando um emaranhado de situações prosaicas ou dolorosas, a narradora descreve o tratamento repressivo dirigido às meninas e jovens, em contraste com seus colegas masculinos. A sociedade de classe média brasileira que transparece na obra está marcada por valores patriarcais, reforçados pela presença da igreja católica. Trata-se da narrativa de uma aprendizagem, em que a protagonista vai se dando conta das restritas opções oferecidas às mulheres e, a partir daí, descobre meios de superá-las.

O livro é formado por curtos capítulos em que os personagens e suas respectivas histórias são relatadas. Esta narradora sem nome conta a história para si mesma, de modo que não há praticamente nenhum diálogo direto no livro. Muitos capítulos são intitulados por termos da física quântica e contêm citações retiradas de versículos bíblicos que, entretanto, adquirem outras conotações.

 O e-book está participando da 5ª. edição do Prêmio Kindle de Literatura. O prêmio tem o objetivo de dar visibilidade a novos autores. Esta é a primeira obra de ficção da autora.

Sobre a autora

Natural de Manaus, Amazonas, Marcia Langfeldt é graduada em comunicação, com mestrado em língua e literatura francesa pela UFRJ e doutorado em estudos lusófonos pela Sorbonne Nouvelle-Paris 3. Residiu no Rio de Janeiro e em Paris, onde estudou e desenvolveu carreira na área de comunicação. Atualmente reside em Oslo, capital norueguesa, onde trabalha como pesquisadora.

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