José J. Veiga, Bernardo Élis e a importância da literatura na formação educacional

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Os grandes expoentes da literatura goiana sempre foram admirados fora do Estado. Nomes como José J. Veiga e Bernardo Élis, por exemplo, são estudados em várias partes do País e servem de objeto de pesquisa para acadêmicos fora do Brasil, sobretudo em Portugal, Estados Unidos e nas nações lusófonas da África.

E Goiás, que nunca deu muita atenção para suas obras literárias, começou a descobrir seus escritores. Nos últimos anos, obras como “Aquele mundo de Vasabarros” e “Sombras de reis barbudos” — ambos de J. Veiga — e “Veranico de Janeiro” — de Bernardo —, se ainda não ganharam o merecido destaque na academia, começaram a fazer parte de uma área ainda mais importante: a educação básica.

A importância de apresentar obras como essas aos alunos das primeiras camadas da educação é muito grande, visto que não só mostra a eles a qualidade da literatura goiana, como — mais importante ainda — os incentiva a ler. E as consequências disso são muitas: melhor fluência no uso da palavra oral, estímulo de pensamento crítico e cívico, fora uma melhora significativa no domínio da escrita.

Em razão disso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) promove a segunda edição de seu concurso de redação, que acontece em Corumbá, cidade natal de J. Veiga e Bernardo Élis — que completam seu centenário neste ano. E a homenagem prestada aos dois é justamente fazer deles o tema do concurso: “Minha Cidade de grandes Escritores: das aventuras de todos os contos”.

O concurso de redação será dirigido às crianças do 5º ano do ensino fundamental da rede pública municipal, com a proposta de incentivar a interação entre escola e comunidade, além de valorizar a criatividade e a expressividade por meio da prática da leitura e da escrita. E na proposta de fazer disso um grande incentivo aos alunos, os professores participam de atividades para fomentar o apoio didático na orientação e elaboração das redações.

A programação, que começou ontem, vai até o dia 25. Serão realizadas apresentações culturais, mesas redondas e oficinas literárias sobre a obra dos dois escritores homenageados. Por fim, no dia 23 de outubro, a Corporação 13 de Maio realizará uma apresentação no Cine Teatro Esmeralda, durante a cerimônia de premiação dos alunos vencedores do Concurso de Redação e entrega de certificados aos professores participantes.

Corumbá e a literatura

Fundada em 1730, Corumbá de Goiás conservou, ao longo de seus 285 anos, traços arquitetônicos e urbanísticos marcantes, que remetem aos tempos da ocupação dos bandeirantes e à corrida pelo ouro. O centro histórico da cidade é tombado pelo IPHAN e pelo município e simboliza a riqueza cultural da cidade. Entre seus maiores emblemas destaca-se a literatura, marcada pela produção de diversos autores – entre eles, Bernardo Élis e José J. Veiga, reconhecidos em todo o Brasil por sua prosa marcante.

Uma resposta para “José J. Veiga, Bernardo Élis e a importância da literatura na formação educacional”

  1. Avatar Analice Sousa Gomes disse:

    Principalmente Veiga, autor que trabalha as representaçoes da realidade social de seu tempo com um carater inteiramente atual, com personagens que dialogam com os individuos que necessitam de voz para expressar seus valores e aspiraçoes, ironiza o discurso dominador e aguça a imaginaçao do leitor através do trabalho com o insólito e os elementos fantasticos de suas narrativas. O individuo comum em Veiga tem espaço, voz e pensamento reflexivo sobre a própria realidade.

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