Instituto cultural lança terceiro número de revista sobre artes e letras de Goiás

Neste mês de maio, foi lançado o terceiro número da revista Sicoob Cultura, do Instituto Cultural Sicoob UniCentro Brasileira, da cooperativa financeira de mesmo nome. Sicoob Cultura é um periódico que traz conteúdo interessantíssimo àqueles que estão interessados nas letras e artes produzidas em Goiás.

A capa da revista conta com a imagem de “Mulher Tropical”, escultura do artista plástico Elifas Modesto. Ao longo do volume, aparecem também a reprodução de algumas pinturas do artista plástico Amaury Menezes.

Entre os textos disponíveis, encontramos:

Um poema de Adalberto de Queiroz, intitulado “Oh, navios à barra atados”, uma crônica de Aidenor Aires sobre D. Maria Nicolina, um ensaio de Bento Fleury sobre Antonio Americano do Brasil, um conto de Edival Lourenço, intitulado “O Farsante das Águas Ilusórias”, uma entrevista de Miguel Jorge com Moema de Castro Silva Olival, um testemunho de Hélio Moreira sobre Gercina Borges Teixeira, um poema de Heloisa Helena de Campos Borges, intitulado “Sem rodeios”, um excerto do livro “Poder e Paixão”, que trata do “Doutor Corumbá”, de Lena Castelo Branco e, por fim, um ensaio de Nasr Chaul, a respeito do “Concubinato nas raízes de Goiás”.

Meu destaque vai para entrevista com a escritora e crítica Moema Olival. Indagada pelo escritor Miguel Jorge se as novas gerações se interessam pela crítica, Olival responde:

Talvez não, em si. Mas, uma vez bem informados no correr do curso fundamental, passam a registrar o seu alcance, a partir do momento em que avaliam, na media de suas possibilidades, ainda em formação, a finalidade primeira da leitura que exige a condição de “saber ler”. Umberto Eco insiste nesse procedimento com toda razão. Para gostar da obra é preciso entender a sua capacidade de abrir novos horizontes, de revelar a riqueza de saber captar e apreender a sua verdade literária, seus meios de expressão, de apreciar os processos estilísticos como, por exemplo, as montagens, as figuras de estilo capazes de permitir a movimentação da trama e o dinamismo da linguagem. Daí, como afirma Eco, distinguir o leitor “um”, ou seja, o leitor cuja leitura horizontal está apenas em função de conhecer o livro, numa busca elementar de seu poder de comunicação, e o leitor “dois”, capaz de apreciar em profundidade aquele universo que se abre às sua apreciação, permitindo uma visão em profundidade de seus valores existências e do manejo de suas possibilidades de persuasão.

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ADALBERTO DE QUEIROZ

Ah, saiu meu poema nessa edição?
Fiquei curioso para ler/ver a revista, naturalmente, sentido-me em excelente companhia.