“Guardiões da Galáxia Vol. 2” é o elo forte da Marvel no cinema

Sim, este é melhor que o primeiro e, talvez, o  melhor filme da Marvel até o momento

Ana Amélia Ribeiro
Especial para o Jornal Opção

Preciso começar esse texto dizendo que, sim, “Guardiões da Galáxia Vol. 2” é melhor que o primeiro, quiçá melhor filme da Marvel. Além de ser um pouco repugnante e nojento (Calma, já explico). Em 2014, a Marvel iniciou sua segunda fase no Universo Cinematográfico (MCU) e “Guardiões da Galáxia” era um filme que não chamava muita atenção do grande público, porque mostrava, na época, uma espécie de “heróis B” dos quadrinhos.

Depois de sua estreia, o longa chamou a atenção do público por ser diferente. Com a direção de James Gunn, o filme conta a história de um grupo de “super-heróis” formado por: Senhor das Estrelas, Peter Quill (Chris Pratt), Groot, uma árvore humanóide (Vin Diesel), o guaxinim Rocket Racoon (Bradley Cooper), Gamora (Zoe Saldana), e Drax, o Destruidor (Dave Bautista). Juntos, eles lutaram para proteger um orbe que continha uma das Joias do Infinito contra o vilão Ronan, da raça kree, que é um servo de Thanos.

O filme seguiu à risca a fórmula de sucesso da Marvel no cinema, indo na contramão de tudo que foi produzido até então fora do MCU, e teve a quinta maior arrecadação dentre os filmes desse universo, ficando atrás apenas dos dois “Vingadores”, “Homem de Ferro 3” e “Guerra Civil”. Já em “Guardiões da Galáxia Vol. 2” não há Joias do Infinito, nem muitas referências ao MCU – é apenas um grupo de desajeitados aprendendo a trabalhar em equipe enquanto se solidificam e se constroem como família.

“Guardiões” é basicamente um drama familiar, com altas doses de ironias e humor, mas sem ser piegas, embora um pouco clichê. O filme mostra a construção de relacionamentos, desde o amoroso com o “lance não verbalizado” entre Peter e Gamora, passando pela amizade com Rocket e Yondu (Michael Rooker), e chegando ao duelo e rivalidade entre as irmãs Gamora e Nebula (Karen Gillan). E ainda há o mais pesado de todos os laços: o paternal entre Peter e Ego (Kurt Russel).

James Gunn é o diretor e roteirista que articula todas essas histórias de forma simultânea e de maneira surpreendente. O fato de usar o Planeta Vivo Ego como pai do Senhor das Estrelas, por exemplo, foi uma surpresa para todos que são leitores de quadrinhos. O motivo é simples: Ego é uma personagem recorrente do “Quarteto Fantástico” nas HQs, e o Quarteto não pertence ao MCU, visto que seus direitos são da FOX. Quando Gunn escreveu o roteiro de “Guardiões”, ele não sabia que o personagem que viria a ser interpretado por Kurt Russel não era do casting que ele tinha disponível das personagens, e isso já tinha acontecido no primeiro filme, quando ele quis usar a raça alienígena dos Badoons – que também tem origem no Quarteto Fantástico –, e acabou tendo de substituir a Irmandade pela raça Kree no filme. E como James Gunn conseguiu autorização para usar Ego? A resposta é: Deadpool.

Paul Wernick, o roteirista do filme do mercenário tagarela, revelou em uma entrevista que, enquanto escrevia a trama do longa, acabou modificando os poderes da personagem Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand). Nas HQs, a moça tem poderes psíquicos e isso não se encaixava ao que Tim Miller, o diretor do filme, queria para a história. Então, eles pediram autorização da Marvel, que concedeu a mudança, mas (porém, contudo, entretanto, todavia) colocaram uma condição para entrar em acordo: ganhar um personagem em troca. Que personagem foi esse? Ego, o Planeta Vivo.

James Gunn poderia ter optado pelo caminho mais fácil, e ter utilizado o personagem J’son Spartax, que teve um conflito com Ronan nas HQs, e que atualmente nos quadrinhos é o pai de Peter, mas preferiu inovar. Quando se escreve um filme sobre HQs, o leque de histórias é extenso, pois os enredos vão se alterando com os novos arcos criados, e novas Terras que vão surgindo. E desde a origem de Peter muita coisa mudou: ele já foi filho de Ego, e atualmente é filho de J’son.

James Gunn, diretor do filme

Se James Gunn tivesse usado o Rei Spartax no filme, ele teria que trabalhar diretamente no MCU, e o diretor de “Guardiões” quis fazer um filme que fosse outsider do universo; mesmo citando Thanos algumas vezes, ele não queria trabalhar tantas personagens assim e, usando J’son no enredo da trama, ele teria que trabalhar com o Rei Titã. Não era essa a intenção.

De forma geral na história de “Guardiões”, chega um ponto em que há muitos personagens. James Gunn disse, em entrevista ao site “/Film”, achar que os irmãos Anthony e Joseph Russo, em “Guerra Civil”, lidaram muito bem com esse tipo de situação de muitos personagens em cena, mas reconheceu que em “Guardiões” os personagens eram menores, e que durante o longa cada um teria seu próprio arco, sua própria “coisa”. Pensando assim, ele então tirou alguns personagens da história mais ou menos na metade da fase de tratamento.

Foi esse o filme que chegou aos cinemas no dia 27 de abril, cheio de referências ao universo espacial da Marvel, com os galãs brucutus dos anos 80, Baby Groot sendo fofo, nostalgia de videogames e, claro, uma trilha sonora do caramba. Então, agora que você já sabe de tudo o que aconteceu para que esse filme chegasse até aos cinemas, vamos ao que realmente interessa.

A corrente, a família e elo chamado Yondu

Yondu, personagem de Michael Rooker

Desta vez, Peter Quill e sua tripulação na espaçonave Milano estão fugindo de uma raça banhada a ouro de alienígenas geneticamente perfeitos chamada Sovereign. Eles recrutaram os Guardiões para uma missão, em que eles têm que impedir que um monstro destrua as baterias muito caras e muito importantes para gerar energia ao seu planeta. A recompensa para a realização do trabalho: Nebula.

O filme começa quando o grupo liderado pelo Senhor das Estrelas está se preparando para enfrentar o monstro. Nesse momento, o pequeno Baby Groot rouba o coração de todos que estão assistindo ao filme com uma sequência de dança, misturada a um ataque de fúria fofa, que faz você rir, mas ao mesmo tempo ficar impressionado com a cena de luta cheia de efeitos especiais que acontece em volta da pequena árvore humanoide. Drax também aparece impecável durante a sequência e os dois personagens roubam a cena quando contracenam juntos.

Garanto, leitor, que você nunca mais vai ouvir a música da banda Electric Light Orchestra, Mr. Blue Sky, da mesma forma depois dessa cena. Um fato curioso sobre Baby Groot é que foi James Gunn quem fez as capturas de tela para essa sequência. (Gostaria de fazer um parêntese aqui, e dizer que Meredith Quill, mãe de Peter, tem um excelente gosto musical)

Após completarem a missão, eles vão à sala do trono dourado onde a fria Ayesha, a Alta Sacerdotisa dos Sovereign, interpretada pela atriz Elizabeth Debicki e que toma conta de todos os minutos em tela em que aparece, está os esperando para recuperar as baterias que eles deveriam ter resgatado, mas Rocket rouba alguns desses objetos sem que ninguém perceba.

A cena segue e eles pegam o seu “pagamento” e levam Nebula para a nave Milano, algemada. Lá, Gamora diz que pretende entregar a irmã para a Tropa Nova, mas, antes mesmo de saírem do planeta onde acabaram de terminar a missão, eles começam a ser atacados pelos Sovereign, que perceberam o roubo das baterias.

Enquanto está acontecendo a batalha, o pai de Peter aparece na história. Nessa cena, você repara junto com Rocket, numa rápida sequência, que a nave de Ego, o Planeta Vivo, é um fanservice de Flash Gordon – James Gunn é o maior fanboy dos anos 80 que você respeita. Depois de uma intensa batalha que mais parece uma disputa de um jogo de arcade no espaço dos Sovereign contra os Guardiões, o resultado é a Milano caindo toda despedaçada no planeta Berhert.

Passada a turbulência depois do pouso forçado, eles ainda estão se recuperando quando Ego e Mantis (Pom Klementieff) chegam no local. Então, em mais uma cena fanservice, agora de “Star Wars: O Império Contra-Ataca”, o Planeta Vivo revela sua paternidade a Peter, o Senhor das Estrelas. Depois de salvar o dia, Ego convence Peter, Gamora e Drax a ir ao seu planeta enquanto Rocket faz os reparos na Milano e cuida de Groot e Nebula.

Ayesha, personagem de Elizabeth Debicki

A cena volta a Ayesha, que decide contratar pessoalmente o grupo dos Saqueadores, liderado por Yondu, para recuperar o objeto roubado e fazer os Guardiões pagarem pela insolência. Antes dela tratar de negócios com Yondu e sua trupe, acontece a cena onde finalmente descobrimos quem é o personagem de Sylvester Stallone na trama: ele interpreta Stakar Ogord, o Águia Estelar – na sequência também aparece Martinex (Michael Rosenbaum, o eterno Lex Luthor da série “Smallville”). Ambos são Guardiões da Galáxia originais dos quadrinhos da Terra-691, mas no filme eles também são membros dos Saqueadores.

O momento que envolve Stakar e Yondu é mais um, dentre os vários, de discussão de relacionamento do filme. Na sequência em questão, o personagem de Stallone demonstra uma tristeza profunda por Yondu ter “se perdido em sua própria ganancia”, mas Stakar não demonstra arrependimento por ter o exilado e diz: “As cores de Ogord nunca irão brilhar sob o seu funeral”. Yondu fica visivelmente abalado depois dessa conversa e, logo em seguida, encontra Ayesha, e aceita a proposta da Alta Sacerdotisa. Ele e sua equipe de Saqueadores partem para capturar Peter e sua trupe.

Chegando lá, eles pensam que estão armando uma emboscada para os Guardiões, porém Rocket já havia notado sua presença no planeta e montado várias armadilhas. Então, temos uma cena de luta muito bem arquitetada e de tirar o fôlego em que Rocket, sozinho, derruba vários Saqueadores com as armas criadas pelo próprio guaxinim geneticamente modificado. Em determinado momento, porém, Yondu consegue emboscar Rocket e, então, o líder dos mercenários diz para sua equipe que eles só irão levar as baterias, pois seria muito arriscado mexer com os Guardiões agora que eles são famosos.

Nesse ponto, um dos subordinados mais fieis de Yondu, Kraglin (Sean Gunn, irmão do diretor James Gunn), diz que está cansado do “patrão” sempre proteger Peter, e que pelo menos dessa vez eles teriam que agir de acordo com o plano, pois a recompensa que eles receberiam por entregar os Guardiões seria muito alta. Então, um dos mercenários chamado Taserface inicia um motim, Yondu tenta se defender usando a flecha que comanda através do assovio, mas é derrubado por Nebula, que havia escapado.

O filme volta, então, para o encontro de Peter com seu pai. Ele está encantado com a beleza do planeta em que Ego mora. Nessa sequência, temos a interação entre os personagens de Drax e Mantis, que têm uma química divertidíssima, além de repugnante e nojenta. Os dois são bem esquisitos e hilários, mas, bem no fundo, Drax está com o coração partido. Há uma inocência bem real no personagem e Mantis tem isso também – provavelmente, esse é o maior motivo da ligação entre eles, e da dinâmica fluir bem quando eles estão em cena.

Mantis possui o poder da empatia, ela consegue interpretar os sentimentos das pessoas através do toque, e com isso acaba expondo que o Senhor das Estrelas tem sentimentos contidos por Gamora. Depois disso, Peter tenta “verbalizar” o “lance não verbalizado” entre ele e a filha de Thanos. O sentimento em questão, parafraseando Só Pra Contrariar, que se chama amor e tomou conta do ser de Peter, não vai para frente e o Senhor das Estrelas acaba indo desabafar com o pai.

Nessa conversa, Ego explica para Peter que eles são homens “difíceis” de ficarem presos em relacionamentos e acaba fazendo uma analogia com a música Brandy (You’re A Fine Girl) da banda Looking Glass, dizendo que, assim como na canção, eles não conseguem ficar muito tempo no mesmo lugar, pois são “marinheiros e precisam do mar” – no caso do filme, eles são exploradores espaciais e precisam viajar cada vez mais distante para conhecer as galáxias.

Então, a cena volta para Rocket e Yondu presos durante o motim dos Saqueadores. Os mercenários que são leais ao alienígena de pele azul estão sendo mortos pela tripulação liderada por Taserface. Nebula também está abordo da nave e pede uma recompensa para o líder dos amotinados por derrubar Yondu. É assim que ela consegue uma nave para ir atrás de Gamora e acaba revelando que vai atrás de todos que ela acredita que são culpados por ela ter se tornado uma ciborgue, começando pela irmã Gamora e depois indo atrás do pai, Thanos.

A sequência permanece na nave dos Saqueadores, só que agora Rocket começa a provocar o líder do motim, ele faz várias piadas por conta do nome de Taserface.          Rocket, neste segundo filme, é aquela personagem que está em fase de transição para a “vida adulta”, naquele momento crucial em que deve sair da vida inconsequente e irresponsável e se tornar um elo forte dentro da família Guardiões. E quem o ajuda nessa fase de conflito é Yondu.

Isso mesmo: o ser místico de pele azul com uma guelra vermelha no topo da cabeça, que tem uma flecha que se movimenta através do assovio, saqueador, sequestrador e exilado expulso da própria família, dá uma lição de moral em Rocket com o velho bordão clichê de todo filme de drama familiar, quando o adolescente problema tem que se “tornar o adulto responsável”: Eu também já fui assim! Yondu, em sua fala, mostra o grande arrependimento e sentimento de culpa por ter aprontado no passado e ter perdido seu lugar na antiga família que o acolheu.

Yondu e Rocket arquitetam um plano de fuga, junto com Baby Groot. Aí começa a sequência Come a Little Bit Closer, música da banda Jay and the Americans – é importante pontuar que a trilha sonora e o enredo do filme estão conectados, nada é gratuito, tudo é fanservice. Durante a fuga, eles aniquilam os amotinados, Yondu mostra todo seu poder, e Baby Groot, na vibe “vocês podem até ser grandes, mas eu sou ruim”, quer vingança. Depois de mais uma cena de batalha divertidíssima, eles fogem em direção ao planeta Ego, mas, antes que a nave dos Saqueadores seja completamente destruída pela explosão, Taserface consegue entrar em contato com Ayesha e passar a localização de onde estão os Guardiões.

Voltando ao planeta do pai de Peter, temos a cena de luta entre Gamora e Nebula, que termina com elas descobrindo um grande segredo sobre o que realmente mantém o lar de Ego “vivo”. Mantis e Drax estão tendo um momento de contemplação, mas depois de algum tempo de conversa a empática precisa revelar o grande segredo do planeta onde eles estão, pois ela está com muito medo. Então, Gamora e Nebula surgem para questionar Mantis sobre o que está acontecendo.

Quase que simultaneamente, Ego está explicando a Peter o que eles realmente são. No filme, ele explica que é um Celestial – nos quadrinhos ele não é –, raça responsável pela criação da vida, da morte e do Multiverso, e que ele atravessou galáxias procurando um ser que o ajudasse a manter sua fonte de energia e que ele espalhou suas “sementes” por todo o universo para que isso fosse possível. Ele revela que Peter, até o momento, foi o único capaz de suprir suas expectativas e dá ao filho um vislumbre do sentido de tudo que ele busca. O olho do Senhor das Estrelas até muda de cor, parecem até dois universos, quando ele começa a ver essas revelações. Esse momento é mais um fanservice e easter egg, onde Peter está tendo um primeiro contato com a entidade chamada Eternidade, uma manifestação de consciência do cosmos e um dos seres mais poderosos que existem no Universo Marvel dos quadrinhos.

Depois de toda essa epifania, o filme começa a caminhar para o final do terceiro ato e, a partir daí, começa a perigosa zona de spoilers, nas quais eu não me arrisco adentrar, pois acredito que quem ainda não assistiu ao filme merece se surpreender com as reviravoltas na sala do cinema.

Yondu é fundamental para o desenvolvimento do filme. Em um contexto geral, acredito que isso se deve ao fato que ele é um personagem recorrente nos Guardiões dos quadrinhos, tanto na Terra-691 quanto na Terra-616. É claro que em ambos os enredos a história dele foi se adaptando. Yondu é o responsável pela conexão dos antigos Guardiões com os novos.

Como disse anteriormente, a trilha sonora e o enredo do filme estão conectados e a música principal do longa é The Chain, da banda Fleetwood Mac, e a letra da canção diz muito sobre a personalidade e trajetória de Yondu durante a história desenvolvida na telona. Ele erra, acerta, cai, se levanta, se arrepende e encontra a redenção; ele foi o pai que Peter nunca teve.

Easter eggs e cenas pós créditos

“Guardiões da Galáxia” conta com cinco cenas pós créditos, além de pequenos momentos durante os créditos quando alguns personagens aparecem dançando. A música que toca nesse momento foi composta por James Gunn e é cantada por David Hasselhoff, ícone dos anos 80, sendo inclusive citado várias vezes durante o filme. Peter Quill até achava que o intérprete de Mickael Kinight de a “Super Máquina” era seu pai.

Dois personagens importantes do universo cósmico da Marvel também fazem pequenas participações nesse momento: o cão telepata Cosmo, guardião de Lugar Nenhum, e o Grão Mestre, que é interpretado por Jeff Goldblum e será parte fundamental do filme “Thor: Ragnarok”. O Grão Mestre é irmão do Colecionador (Benicio del Toro) e eles vivem em constante conflito, tentando matar um ao outro.

Outro momento interessante é a cena de Stan Lee, que aparece em dois momentos: durante o filme, no momento em que Rocket, Yondu, Groot e Kraglin estão no salto do portão para chegar no planeta Ego; e na cena pós-créditos, que é a continuação desse momento. Stan Lee aparece sentado usando uma roupa de astronauta e conversando com os Vigias, seres que têm como missão registrar a história do universo sem interferir – porém, o responsável pela Terra, o Vigia Uatu, observa todos os acontecimentos com os heróis da Marvel e, mesmo não devendo interferir, o faz em alguns momentos. No momento em que aparece, Stan Lee cita a época em que era um agente da Federal Express e tenta falar das outras histórias nas quais ele participou. Seria Stan Lee o Uatu esse tempo todo? Provavelmente.

Durante o filme, existem muitas referências aos anos 80: as participações de David Hasselhoff, Sylvester Stallone e Kurt Russel já são um fanservice dessa época, por si só. Além disso, temos referências à série “Cheers”, ao jogo Pac-Man, ao filme “Exterminador do Futuro 2: Julgamento Final”, a “Mary Poppins”, ao Esqueleto, de “He-Man”, entre outros easter eggs.

Havia antes do filme uma grande expectativa para saber quem Sylvester Stallone interpretaria no filme – muitos achavam que ele viveria Adam Warlock, um dos nomes mais importantes do universo cósmico da Marvel. Porém, pouco antes de estrear, foi divulgado que ele seria Stakar Ogord, o Águia Estelar. Ele aparece durante o longa, mas também tem uma participação importante durante o final, e na cenas pós-créditos, com a aparição da primeira formação dos Guardiões da Galáxia dos quadrinhos da Terra–691. Os personagens são Charlie-27 (Ving Rhames), Aleta Ogord (Michelle Yeoh), Martinex, Krugarr e Mainframe (Miley Cyrus), e eles se reúnem a Stakar Ogord para roubar “coisas”.

A grande virtude de Guardiões da Galáxia Vol.2

James Gunn trouxe às telas do cinema uma Space Opera de 2h17min, e fez tamanho esforço para parecer uma brincadeira, que você fica empolgado do início ao fim.  As piadas, participações especiais, os fanservices sobre a cultura pop, easter eggs, cenas bastante coloridas de batalhas espaciais, trilha sonora sincronizada ao enredo do filme.

O diretor e roteirista conseguiu trabalhar os dramas familiares durante a história do filme sem ficar chato, e isso é incrível. O longa consegue ser uma grande discussão de relacionamento e é divertido, apesar do que está sendo abordado ali ser considerado temas pesados por muitos. O pai ausente, competição entre irmãos, o filho rebelde e as incertezas de ser aceito como é em uma família recém-formada. E James Gunn consegue falar de tudo isso com bastante humor e sensibilidade, sem deixar a narrativa cansativa, e isso é um grande mérito dele.

“Guardiões da Galáxia” é um filme repugnante e nojento, porém possui uma beleza interior bastante reflexiva – James Gunn dirigirá e escreverá o roteiro de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”, mas os nossos heróis espaciais ainda vão aparecer em “Vingadores – Guerra Infinita” no ano que vem e James Gunn é produtor-executivo do filme.

Baby Groot é muito fofo, mas agora imagina como será o Teenage Groot, tendo Peter Quill como figura paterna. Que venha a Awesome Mix Vol. 3.

Ana Amélia Ribeiro é jornalista, fã incondicional de quadrinhos, DCnauta, Marvete e muito apaixonada pela Turma da Mônica

2 respostas para ““Guardiões da Galáxia Vol. 2” é o elo forte da Marvel no cinema”

  1. Avatar Nivaldo Junior disse:

    Matéria interessante, também gostei do filme, muito. Mas ainda bem que eu so li depois de ver o filme, pq tem SPOILER para caramba aqui… rola de por uma aviso ae

  2. Avatar Nivaldo Junior disse:

    Materia interessante sobre um excelente filme. Mas tem spoiler demais, não? rsrs

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