Elias Antunes

A. G. Ramos Jubé (1927-2010), poeta de profundo talento, nasceu há quase um século e, desde moço, demonstrou grande dom para a poesia, para a literatura e para o Direito (foi promotor de justiça).

Como diversos escritores da primeira metade do século passado e, como as opções eram poucas, geralmente quem tinha pendores literários ia para o Direito.

A. G. Ramos Jubé: um poeta que merece ser lido e discutido | Foto: Arquivo da família

Em “Flauta Andarilha” a busca do verso perfeito, do sentido que mais tem afinidade com o dizer da poesia, A. G. Ramos Jubé consegue produzir efeitos muito líricos e filosóficos.

Ou nos comoventes versos do poema “Adeus, fevereiro”:

Essa voz provinda de um passado cheio de aspectos fortes e delicados ao mesmo tempo coloca a poesia de A. G. Ramos Jubé (Antônio Geraldo Ramos Jubé) entre as boas leituras poéticas.

Necessário ler os poetas atuais, principalmente aqueles que apresentam a poesia como mergulho de profundidade, mas resgatar os bons poetas também é fundamental.

Elias Antunes é escritor. (Artigo transcrito da revista “Entre Poetas & Poesias”, com autorização do autor)