Fibonacci

“Não faço poesia”, descrevia-se Lucas Gama, em meados de 2013. Continuava com “o poeta é aquele que a encontra, uma vez que habita n’algum lugar, a morada dela”. O que faz, desde então, é percebê-las e pô-las, de ações e sentimentos, em palavras. Isto é o que diz em “Uma Gama de Verborragia”, blog em que ele, da área de advocacia, descreve ainda todo o seu universo literário, em títulos e corpos de textos. “Fibonacci” é o poema de Gama que traz de volta o projeto Terça Poética às tardes modorrentas, há pouco solitárias, pois não versadas. Quer participar? Envie-nos suas rimas ([email protected]). Ei-lo Gama, em Fibonacci.

Lucas Gama

Um homem
Uma mulher
Dois olhares
Três noites
Cinco transas
Oito momentos
Treze chocolates
Vinte e um pecados
Trinta e quatro perdões
Cinquenta e cinco gestos
Oitenta e nove suspeitas
Cento e quarenta e quatro vontades
Duzentos e trinta e três calafrios
Infinitas certezas
Nenhuma promessa
Nenhum arrependimento
Só o de terem se apaixonado.

Na matemática, a Sucessão de Fibonacci (também Sequência de Fibonacci), é uma sequência de números inteiros, começando normalmente por 0 e 1, na qual, cada termo subsequente corresponde a soma dos dois anteriores. A sequência recebeu o nome do matemático italiano Leonardo de Pisa, mais conhecido por Fibonacci, que descreveu, no ano de 1202, o crescimento de uma população de coelhos, a partir desta.

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