Fernando Manso, o novo nome da composição goiana

Na estrada desde 2009, o músico se dedica a dois projetos, um solo pop/folk e outro para o sertanejo. Ele conta um pouco de seu trabalho

De John Mayer e Bem Howard a Supercombo e Scalene, o músico goiano logo deve lançar seu álbum de estreia, o já intitulado “Abaixo do Nó” | Foto: Divulgação

De John Mayer e Bem Howard a Supercombo e Scalene, o músico goiano logo deve lançar seu álbum de estreia, o já intitulado “Abaixo do Nó” | Foto: Divulgação

“Eu sou o assovio que entra
apertado na sua janela
Pedaço pequeno do vento
mais forte barrado por ela
E o vento é tão forte que o poste apagou bem no fim da novela
E a minha missão é cantar pra
você sob a luz de uma vela”
Fernando Manso

Yago Rodrigues Alvim

Quando era pequeno, ia para casa de um tio-avô. Lá, tinha um violãozinho. Fazia barulho, sem muito saber, até que, com 12 anos, o colégio em que estudava passou a oferecer aulas do instrumento. Foi por pouco tempo que o cursou, pois eram muitos os que queriam aprender a tirar som das cordas.

Ainda assim, aprendeu o bastante para continuar só — ou melhor, com a ajuda da internet que já dispunha de matéria didático. Ainda menino, Fernando Manso só foi cantar aos 14 anos, quando começou a compor mu­si­calidades simples e em inglês, por ter mais facilidade sonora com a língua. “Era mais fácil rimar, para mim.”

Na época, divulgava suas canções no My Space, onde o produtor cultural Carlos Bran­dão o encontrou. Duma conversa, surgiu a oportunidade de se apresentar um ano depois, em 2009. “Foi o meu primeiro show e foi numa reestreia do projeto ‘Segunda Aberta’, no Goiânia Ouro”. Ele, que era do colégio ainda, levou uma galera para a plateia do teatro.

Um ano depois, montou sua banda, a Hazzi. Com ela, fez diversos shows — dentre eles, abriu apresentações de diversos artistas de renome, mas, em 2013, a banda acabou. Desde então, ele passou a cantar, embalar canções sozinho, sendo agora apenas “Manso”.

— Eu, hoje, tenho dois trabalhos. Escrevo para o meu projeto, que é pop e folk e também me dedico a compor para o sertanejo, que tem um mercado muito grande. São duplas que precisam de músicas. Quase todas as madrugadas, vou para um estúdio, onde acontece uma roda de composição para o sertanejo. E isso é um trabalho paralelo. Para mim, aliá-los me faz perceber dois universos da música. Num, ele é passional, vem de dentro, é sobre o que se quer dizer; noutro, alcançar as pessoas já se mostra mais essencial. Tem um lado comercial, uma busca do que chamam de “papo”, que é um assunto novo na música sertaneja que tem de cair no gosto popular. Como se fosse a busca por algo que “grude”. Mas ambos têm uma preocupação, uma causa.

Com diversas referências internacionais, como John Mayer, Ben Howard e a banda norte-americana Thrice, Manso também traz algo do som brasileiro, como o de Supercombo e Scalene. Intitulado “Abaixo do Nó”, seu trabalho fonográfico logo deve ganhar as prateleiras, ou melhor dizendo as plataformas e, assim, os foninhos do público. Vale ficar atento ao som do goiano Manso. Como canta em “Assobio”, ele está a espera de você notá-lo.

Serviço:
Lançamento “Abaixo do Nó”, de Manso + Lutre e Bolhazul (DF)
Onde: Cafofo Estúdio
Quando: 4 de setembro

Fernando Manso
Onde: Beco da Codorna
Quando: 11 de setembro

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