Esta não é uma obra sobre a morte, é uma poesia sobre a vida

Em “Asas de Luz e Sombra”, o escritor pernambucano Tibério Pessoa conta a história de Ian, o suicida que encontrou mais do que a queda depois do abismo

Quando o jovem Ian, no ápice do desespero, tomou uma decisão insensata, pensou que na tragédia encontraria a paz. No entanto, outros planos haviam sido escolhidos para ele. Asas de Luz e Sombra – O Suicida Que Não Perdeu a Vida, do autor pernambucano Tibério Pessoa, é um livro sobre recomeços, esperança e reconstrução pessoal. O autor propõe a reflexão de que, quando caímos de um penhasco, construir as próprias asas pode ser a única saída.

A obra começa com uma poética descrição da tristeza do protagonista que perdera a mãe para um câncer. A música, os amigos, a família, uma viagem emocionante e o seu grande amor por Tati lhe ajudam a voltar a sorrir. Porém, uma sequência de desastres o leva a uma profunda agonia.

Abandonado por todos e sem conseguir encontrar uma saída, Ian toma uma atitude desesperada. Ele pensa em tudo que viveu, em todos que deixou para trás… No entanto, já era tarde demais. Por razões além da sua compreensão, esse não foi o fim, e sim um novo começo. De alguma forma ele continuou sua jornada, mas agora com uma missão mais intensa e arriscada.

“Parecia um turista no desembarque primeiro da vida, julgando cada paragem digna de fotografia. Havia readquirido a capacidade infantil de se impressionar: os amanheceres lhe alegravam, as noites o comoviam com o acender das luzes serpenteantes e caoticamente organizadas como as notas de um saxofone noturno e solitário.”

(Asas de Luz e Sombra, pág. 91)

A dinâmica da narração de Tibério transporta o leitor diretamente para as cenas vividas pelos personagens e permite viver com eles as suas emoções. Asas de Luz e Sombra é uma história sensível, instigante, reflexiva, que surpreende a cada momento para fazer sorrir ou perder o fôlego conforme o desenrolar da trama.

Sobre o autor: Nascido em Recife, Pernambuco, Tibério Pessoa é formado em curiosidade desde criança. Sempre foi apaixonado por arte, mas tem a melodia e a poética da música brasileira como os maiores mestres. Ele iniciou uma coleção de CDs e vinis ainda aos seis anos de idade e nunca mais parou de acumular repertório musical na alma. O espírito inquieto o fez largar a carreira de analista de TI, em São Paulo, para integrar o exército da Legião Estrangeira, na França.

Após uma temporada na Europa, decidiu dedicar-se exclusivamente à carreira de escritor literário. Aventureiro, tornou-se viajante do tempo na própria cabeça: aprendeu com os antigos que a beleza não envelhece e a arte nunca é demodê. Com os mais novos, descobriu a ousadia no processo criativo diário de reinventar o mundo que, ainda bem, não cansa de vir.

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