Entrevista com Ana Caroline Campagnolo

Ana Caroline Campagnolo | Foto: Divulgação

“Meu processo contra minha ex-orientadora abre a perspectiva de uma jurisprudência. Espero que a partir dele outros estudantes que são prejudicados por abusos semelhantes possam romper o silêncio, para que a partir daí comece a se formar um cenário mais livre, onde a pluralidade de ideias seja de fato uma realidade”

Ademir Luiz e Tobias Goulão
Especial para o Jornal Opção

A historiadora Ana Caroline Campagnolo é uma das principais representantes nacionais de um fenômeno mundial que tem desconcertado a Esquerda: o surgimento de uma geração de jovens de Direita que, se forem perguntados, sabem responder o porquê de abraçarem o conservadorismo. Ana Caroline Campagnolo ganhou visibilidade na internet, no Brasil, com vídeos polêmicos onde discute feminismo, política, cultura, educação e diversos outros assuntos, sempre a partir de um viés conservador. Seu trabalho pode ser acompanhado por meio do site vlogoteca.com. Atualmente, está movendo um processo judicial contra sua ex-orientadora de Mestrado, acusando-a de preconceito ideológico e religioso. Nessa entrevista, Ana Caroline Campagnolo fala sobre o processo, feminismo, o projeto Escola Sem Partido, os jovens conservadores, a guerra dos sexos na Literatura, entre outros temas.

***

O Projeto Escola Sem Partido parte do pressuposto de que muitos professores deliberadamente procuram doutrinar politicamente seus alunos. Não duvido que ocorra, mas o mesmo não acontece com relação à religião, ateísmo, times de futebol ou mesmo entre fãs dos universos de super-heróis da Marvel e da DC? O projeto não tende a burocratizar ainda mais a atividade docente?

Na verdade, o Escola Sem Partido não é uma iniciativa que visa um enfrentamento com os professores, como tentam fazer o público acreditar. Trata-se apenas de um projeto que busca informar alunos e profissionais da educação sobre seus direitos e deveres. É plenamente possível que outras formas de doutrinação estejam ocorrendo; neste caso, a mesma legislação que já existe para tratar casos semelhantes ao meu pode ser acionada. O Projeto Escola Sem Partido apenas informa aos estudantes que eles podem se defender, e certamente preveniria que outros professores acabassem tendo que responder na justiça por negligenciarem suas obrigações quanto à pluralidade e respeito.

Você é pesquisadora do feminismo e coloca-se publicamente contra grande parte de seu ideário. Quais os problemas centrais que observa nos movimentos feministas?

O feminismo é uma concepção ideológica que se origina na premissa da luta de classes, fiando-se em um princípio coletivista, como se todas as mulheres tivessem interesses, se não de todo idênticos, pelo menos harmônicos entre si, que surgem em oposição aos interesses de uma classe antagônica igualmente homogênea, constituída pelos homens. No meu entendimento, o erro já começa aí, pois, independente do gênero, os indivíduos podem divergir radicalmente nas suas opiniões e crenças. É do feitio das feministas arrogarem para si a condição de porta-vozes dos “interesses femininos”, quando na verdade, elas contemplam apenas os anseios de mulheres cooptadas pelas visões de mundo ditas “progressistas”, suprimindo a voz e as escolhas das que apresentam inclinações pessoais catalogadas como “conservadoras”.

As lutas feministas já são centenárias, ocorreram em ondas e desenvolveram-se em diferentes movimentos e tendências. As suas críticas se estendem ao feminismo desde suas raízes ou concentram-se em seu estado atual?

Uma das minhas principais críticas é justamente esta: a crença quase universal de que as lutas centenárias das mulheres são uma e a mesma coisa que o movimento feminista. As feministas mais honestas quanto às suas próprias intenções – como Kate Millet – afirmam claramente que a característica indelével do feminismo é a sua atuação como “Revolução Sexual”. Essa pretensão subversiva e amoral não é a mesma dos primeiros movimentos femininos. O movimento das mulheres que surgiu na Inglaterra, por exemplo, foi liderado por puritanas e mulheres ligadas ao quakerismo (cristão). A própria Mary Wollstonecraft, considerada uma protofeminista, mais lutava pelas virtudes cristãs e pela modéstia feminina do que por qualquer outra coisa.

Assim sendo, respondendo a sua pergunta, no que concerne ao feminismo: sim, as minhas críticas abrangem todo o movimento pela revolução sexual desde os seus primeiros passos. O que, por outro lado, não significa um descaso total em relação aos direitos civis e jurídicos, porque, como mencionado acima, essas pautas [as civis e as jurídicas] não são essencialmente feministas, embora o movimento feminista tenha manobrado conceitos desses campos para implementar sua revolução sexual.

Muitas feministas que apoiam a ex-presidente Dilma afirmam que a principal causa de seu afastamento foi o machismo do brasileiro médio. O que acha dessa tese?

Não me parece fazer muito sentido, levando em conta que foi exatamente o mesmo “brasileiro mé­dio” rotulado de “machista” que a ele­geu para ocupar o cargo de presidente.

Você está processando sua ex-orientadora do mestrado, acusando-a de discriminação, perseguição ideológica e religiosa. Fez com ela uma disciplina voltada para a história das mulheres, com temática feminista e materialista. Segundo seus relatos, ao longo da disciplina, nunca criou problemas ou contestou as bibliografias, ou o desenrolar das aulas. Em resumo, o que motivou o conflito e como ele se desenvolveu até o ponto de se transformar em um processo judicial?

Era meu interesse estudar a condição feminina, então adequei meu projeto ao que há disponível, pois os programas de mestrado das universidades só oferecem estudos da condição da mulher relacionados à categoria de análise de gênero. Meu projeto foi aprovado, e a banca indicou quem iria me orientar. Cumpri todos os requisitos, realizei todos os trabalhos e jamais promovi qualquer tipo de atrito no espaço acadêmico. Foram minhas convicções religiosas e políticas, expostas em espaços pessoais – das quais não caberia a ne­nhum professor o direito de tentar exercer autoridade de qualquer espécie – que provocaram os eventos que vieram a resultar na interrupção daquela minha pesquisa e compulsória troca por um novo tema.

Grande parte da intelligentsia brasileira não ficou muito confortável com a denúncia que você fez contra sua ex-orientadora, o que gerou mo­ções de repúdio e cartas abertas contra você, além de diversas ofensas e ameaças na internet. Como qua­lifica seu processo no cenário atual, onde se observava até recentemente um improvável desafio à hegemonia da esquerda no meio cultural?

São diversos os relatos de casos de estudantes que passam por problemas semelhantes dentro do sistema educacional brasileiro, mas a maioria não tem coragem de expor a situação por temer as possíveis retaliações. Meu processo contra a minha ex-orientadora abre a perspectiva de uma jurisprudência. Espero que a partir dele outros estudantes que são prejudicados por abusos semelhantes possam romper com o silêncio, para que a partir daí comece a se formar um cenário mais livre, onde a pluralidade de ideias seja de fato uma realidade.

Um número muito grande de jovens tem se assumido como liberais, libertários ou conservadores. Quem são esses jovens? Por que essas visões de mundo se tornaram tão populares?

Nosso país vem passando por um processo de abertura cultural. O Brasil esteve estagnado por décadas em um limbo ideológico porque a informação simplesmente não chegava. A popularização da internet proporcionou um espaço de convergência, onde as pessoas passaram a trocar ideias e perceber que o universo intelectual era muito mais amplo do que vinham nos propondo até então. Livros passaram a ser publicados e formadores de opinião com outra mentalidade começaram a surgir. Os jovens da atual geração têm a oportunidade de fazer uma leitura do mundo consideravelmente mais ampla do que a geração de seus pais. Alguns têm aproveitado.

Você acha que o socialismo tem perdido seu poder de sedução sobre os jovens? Por quê?

Aquele socialismo que alimentava as inquietações juvenis nos tempos do Regime Militar, certamente. As provas de que ele não funciona são irrefutáveis e as benesses que uma economia capitalista proporciona, inapeláveis. Porém, o socialismo se reinventou após o colapso da União Soviética. Hoje, seus herdeiros já não se declaram mais como tal, mas sua influência continua bastante viva entre os estudantes que frequentam os meios universitários, talvez porque seja da natureza do jovem a inclinação por abraçar ideologias utópicas e revolucionárias. Essa propensão pueril pode ser compreendida através da explicação do filósofo inglês Roger Scruton acerca da relação entre o conservadorismo e a maturidade: “o trabalho de destruição é fácil e recreativo; o labor da criação é lento, árduo e maçante. Esta é uma das razões pela qual os conservadores sofrem desvantagem quando se trata da opinião pública. Sua posição é verdadeira, mas enfadonha; a de seus oponentes é excitante, mas falsa”. Os jovens são facilmente atraídos pelas novidades. Mas é notório que atualmente muitos estão assumindo outra postura.

Você ficou conhecida na internet devido a uma postagem no Face­book onde, apoiando-se em ampla bi­bliografia, expunha as semelhanças entre o comunismo e o nazismo. Desde então, tornou-se referência ao indicar leituras, levantar críticas e participar de debates, sendo bastante atuante nas redes sociais. Como você interpreta essa sua imagem de intelectual pública?

Não costumo pensar muito a respeito e não considero que essas indicações me tornem uma intelectual. Evidentemente, tenho muito apreço pela vida interior e pela religião e, como reflexo, algum interesse pela política; mas, esse desejo de ser, por si só, ainda não me torna uma crítica autorizada nesses assuntos. Apenas tento indicar os melhores livros, artigos e autores que eu posso. Tenho a máxima sinceridade em buscar bons conteúdos para meus próprios estudos e nenhum egoísmo na hora de dividir minhas descobertas. Gosto dos temas relacionados à espiritualidade cristã, interesso-me muito por educação, política e literatura. São esses os conteúdos que sempre compartilharei, sem grande pretensões.

Qual sua opinião sobre Camille Paglia, que se define como Pós-feminista e, de modo geral, é bastante atacada pelas feministas contemporâneas?

Paglia é muito mais honesta que a esmagadora maioria das feministas. Essa sinceridade se manifesta principalmente quando: reconhece o valor e a beleza da nossa cultura ocidental (judaico-cristã e greco-romana), lembra que nossos jovens estão cada vez mais superficiais e ligados ao entretenimento, considera o surgimento de uma onda multiculturalista destrutiva e desastrada e, mesmo sendo ateia, reconhece o valor do cristianismo. Suas conclusões acerca do efeito nocivo do preconceito contra o preconceito, do império da emoção e empatia, e, finalmente, a forma como denuncia o desprezo pela razão e pelo conhecimento também são trabalhos informativos importantíssimos e que, talvez, por partirem de uma mulher, sejam ouvidos.

No entanto, ainda sustenta discursos como “faz apenas um século que as mulheres entraram no mercado de trabalho com as mesmas oportunidades que os homens”, como se trabalho fosse um prêmio e não uma necessidade, obrigação e sacrifício – especialmente para a maioria dos homens. Isso aponta para uma questão muito delicada: muitas antifeministas ou não feministas continuam usando os jargões feministas como se verdade fossem e só se pudesse raciocinar a partir delas. Essa questão do trabalho é uma delas. Acredito ainda que, para uma cristã, Paglia não seja uma boa conselheira moral; especialmente por ser leviana com a pornografia, tendo por ela uma simpatia exacerbada (chega a comparar às belas-artes).

Camille Paglia

Em suma, Paglia é uma figura po­lêmica exatamente por transitar entre o discurso feminista e o antifeminista. Devo concordar com ela em muitos aspectos, mas o principal deles é a forma como os homens têm sido atacados nas últimas décadas. Creio, como Paglia, que as feministas erram absurdamente ao desejar reduzir, acabar ou minar a masculinidade nos homens, querendo toma-la para si. Não sabem elas o peso e a responsabilidade que caminham ao lado da autoridade e uma certa supremacia que os homens tiveram durante a história. Erram porque estão a perder os privilégios, segurança, proteção e solidariedade que sempre tiveram dos homens comuns, de seus maridos e pais.

Erram também – as feministas – quando deixam de perceber o que Paglia percebeu: a família é uma espécie de prisão porque só existe segurança entre muros. Hoje, as mulheres se tornaram, porque quiseram, vítimas do sistema profissional violentamente competitivo dos quais os homens já eram vítimas há milênios. E, ao mesmo tempo, perderam a proteção e do lar e do casamento tradicional sem terem perdido, no entanto, as obrigações. Parece-me uma troca pouco lucrativa. Concordo com o que Paglia denuncia: “A natureza colaborativa e a felicidade do grupo foi completamente perdida”.

Pesquisas tem indicado que a “felicidade” ou “satisfação” das mulheres não está num gráfico crescente depois de tantas transformações sociais e ditos “avanços emancipatórios”. Paglia é honesta em reconhecer esse tópico importante, que na minha opinião, revela o que sempre tenho dito sobre o feminismo: não representa o interesse e preocupação DAS MULHERES, mas sim de ALGUMAS mulheres.

Você é cristã protestante, mas, qual sua opinião sobre o Papa Francisco?

Como protestante, não me considero apta a julgar essa questão. No en­tanto, pela opinião confiável de muitos bons amigos católicos, eu di­ria que a Igreja já teve papas melhores.

Uma das suas maiores atuações na internet é na divulgação de bibliografias pouco conhecidas pelos brasileiros. Sobretudo no site vlogoteca.com. Há autores que anteriormente não eram sequer mencionados, mas agora são publicados, resenhados e discutidos. A procura por novas referências bibliográficas é considerável e já têm editoras brasileiras investindo nesse campo e até se especializando. Qual é sua visão sobre esse fenômeno intelectual e editorial ligado à procura de novos referenciais que fogem da hegemonia existente no nosso debate público e acadêmico atual?

De fato, editoras muito importantes têm surgido no cenário brasileiro. Eu recomendaria, sem medo, a Edi­to­ra Simonsen, a Editora Con­cre­ta, a É Realizações e a Vide Editorial (que foi praticamente uma pioneira). Aos protestantes, recomendo que conheçam a Editoral Monergismo que, recentemente, publicou uma obra sobre a educação domiciliar e o Trivium.

Sobre esse fenômeno de despertar editorial e intelectual, a resposta é bem simples: durante muito tempo, certas linhas de pensamento foram suprimidas, bem como as obras publicas que as representavam. Por exemplo, tente achar qualquer edição das obras de algum liberal nos anos 80 ou 90. Ou não existem ou são raríssimas; assim, atualmente, conseguimos ver o sucesso editorial dos livros e dos autores que por muito tempo foram outsiders nas livrarias, e foi essa escassez ao longo dos anos que provocou esse boom que ora vemos. De fato, editoras muito importantes têm surgido no cenário brasileiro. Eu recomendaria, sem medo, a Editora Simonsen, a Editora Concreta, a É Realizações e a Vide Editorial (que foi praticamente uma pioneira). Aos protestantes, recomendo que conheçam a Editoral Monergismo que, recentemente, publicou uma obra sobre a educação domiciliar e o Trivium.

Existe literatura feminina ou apenas literatura?

Essas divisões são sempre um desserviço. Existem escritores e escritoras geniais e o talento não se deve ao sexo, classe ou cor. Aliás, tenho certeza que o talento literário independe, inclusive, do espectro político. Nessa área as feministas também tentam estender seus tentáculos marxistas: afirmam que muitas escritoras célebres eram feministas sem que, de fato, o fosse. Recomendo, para quem se interessar por essa relação “ideologia e literatura” o livro recentemente lançado “Guia Politicamente Incor­reto da Literatura” de Elizabeth Kantor.

Sobre essa divisão sexual e guerra dos sexos, calha contar uma história real narrada pela feminista Simone de Beauvoir em um de seus livros. Beauvoir conta de uma feminista que, inconformada com seu nome na lista de “escritoras” propagandeadas pelo jornal, queria e insistia em ser listada entre os escritores homens. Como não obtinha sucesso em sua querela, recorreu ao marido, homem poderoso, para que seus caprichos fossem atendidos. Por um meio ou por outro, só aparecera entre os homens por concessão deles.

Fugindo dos nomes mais óbvios, quais escritoras recomenda?

Entre as brasileiras, os contos de Lygia Fagundes Telles são os que mais me apetecem. Gosto dos versos da poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner. A obra literária de Flannery O’Connor, escritora norte-americana, e a crítica de Elizabeth Kantor entram para minhas recomendações mais queridas. Para quem se interessa pelo tema “feminismo”, recomendo o ceticismo da obra de Norah Vicent, já recomendada por Camille Paglia: “Feito Homem”. As antifeministas, por sua vez, certamente gostarão de ler Gertrud von Le Fort (A Mulher Eterna) e Alice von Hildebrand (O Privilégio de Ser Mulher). As obras de Santa Teresa d’Ávila e as Cartas de Santa Catarina de Sena são inspiradoras. Apesar de ser bastante óbvio, devo dizer que “O Morro dos Ventos Uivantes” é um dos meus preferidos entre os escritos por mulheres.
Ainda que estejamos a falar de literatura, não posso esquecer das historiadoras Bea Kristol, Regine Pernoud e Barbara Tuchman.

Você trabalha como professora em Santa Catarina, na cidade de Chapecó. Gerou polêmica seu posicionamento crítico quanto às opções pedagógicas e materiais didáticos oferecidos pela secretaria de educação, que julgou ideologicamente comprometidos com a esquerda. Há diferença entre a educação pública e privada, considerando que você também trabalhou em um colégio particular?

Certamente, houve muita contradição e represália em virtude dos meus posicionamentos combativos contra o aparelhamento ideológico da Proposta Curricular de Santa Catarina. Na época, no entanto, o secretário de Educação confirmou que estavam sendo cometidos excessos como os que denunciei. A nova versão desta proposta, atualizada e publicada em 2014, vem com uma carga ideológica muito reduzida, o que nos permite ter esperança de que nossa dedicação nesta batalha resulta.

Observei que a hegemonia marxista, especialmente entre pedagogos e professores das áreas de ciências humanas, está presente tanto na escola pública quanto na escola privada. Deve-se considerar que, apesar de salvaguardada alguma autoridade da gestão, quem faz a escola são seus professores e estes, geralmente são os mesmos nas escolas públicas e particulares. O conteúdo enviesado dos livros didáticos também alcança as escolas indiscriminadamente. Em 2013, o professor Luis Lopes Diniz Filho (UnB), publicou o livro “Por uma crítica da geografia crítica” que denuncia o uso ideológico do conteúdo de geografia e até, pode-se dizer, sua adulteração em prol de uma concepção partidária. Da mesma universidade – UnB – temos o estudo do professor Bráulio Tarcísio Pôrto de Matos que aponta como a formação dos pedagogos é direcionada e doutrinadora desde os primeiros semestres do curso de Pedagogia.

Você anunciou na internet que pretende escrever um livro sobre o papel da mulher na história. Como anda esse projeto?

A bem da verdade, eu anunciei estar planejando um bom uso para a indenização por danos morais que posso receber se lograr êxito no processo movido contra minha ex-orientadora. Certamente, não há como prever a sentença judicial e cabe aguardar e confiar na ponderação e lucidez do TJSC, no entanto, minha ideia é destrinchar as principais teorias feministas de forma clara e honesta e demonstrar, em cada tópico, de que forma essas teorias são incompatíveis com a fé cristã e, quem sabe, de que forma fracassaram em alguns pontos da história.

Ademir Luiz é doutor em História e professor da Universidade Estadual de Goiás.
Tobias Goulão é mestre em História pela Universidade Federal de Goiás.

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ADALBERTO DE QUEIROZ

Entrevista necessária e entrevistada brilhante. Evoé, jovem professora Ana, prof. Ademir e Tobias.

Ana

Obrigada, adorei conversar com vocês.

Frank Lanne

Menina porreta! Parabéns!

moça b

Que moça brilhante

Douglas Alexandre

Uma ode.

Sonia Frei

Li a entrevista porque tenho interesse especial pelo assunto que fala sobre orientadores que se consideram acima dos mortais e, isso, porque sei de um caso em que a estudante perdeu a prova da banca, por culpa da orientadora da USP, pasmem! Mas, devo dizer, a professora Ana não permite conversa franca e aberta, não admite que se diga nada que ela considere contra ela, mesmo não sendo. Eu fiz uma pergunta, num vídeo no youtube dela e, ela mandou-me vazar. Legal?

Simone stock

Parabéns Ana, muito bom ver uma mulher inteligente, bonita, que busca conhecimento e procura passar esse conhecimento. Muito obrigada.

ANDERSON

*Manifesto de um aluno universitário que não quer ser da esquerda* É isso mesmo o que vc leu. Sou aluno de uma universidade pública federal de um Curso de Humanas. Você não sabe o que é isso aqui dentro. Vejo algumas matérias de intolerância, mas nada se compara. Aqui tem frase feminista que diz: morte aos machos. Aqui o laicismo é só pra religião cristã, pq as outras religiões e seitas são, inclusive, incentivadas pelos professores. Se alguém questionar algo, é o racista e intolerante. Aqui vc tem que fingir que é a favor do PT, caso contrário eles não… Leia mais

Kelly

Incrível, quem se diz “Cristã” e posa com uma arma em punho, uma antifeminista é divorciada, e eleita deputada estadual. Um cristão deveria seguir o que Cristo nos ensinou, o amor fraternal e incondicional, onde retirar a vida de outra pessoa é inaceitável. E é graças as feministas que hoje em dia podermos decidir entre ficar casadas ou não, pois a alguns anos atras somente os Homens podiam pedir a separação, e a inclusão da mulher na sociedade com direitos a serem elegíveis e a votar. Não concordo com qualquer extremismo, acredito no equilíbrio das ações humanas, somos todos iguais… Leia mais

Ícaro Narde de Matos

O problema é que a pessoa quer fazer um artigo de mestrado sem ler Froid, falar sobre o feminismo atual sem atrelar a sexologia, a psicologia. Imagino que uma humilde faculdade interiorana e sem recursos possa formar uma pesquisadora pobre dessas. Sinto muito mas analisar historia sem analisar a psique, o eu dos sujeitos, os novos personagens da micro historia é omitir fatos e criar uma dissertação tendenciosa e baseadas no reflexo dos pensamentos da autora, uma tentativa de se apropriar da ciência para fins de imposição da sua face careta e puritana e dogmática.