Durante as eleições municipais da maior metrópole do país, a disputa pelo cargo de prefeito se torna uma verdadeira guerra entre os dois principais partidos. É neste cenário caótico, repleto de violência e injustiça que o leitor é apresentado a cidade de Cravos, no Volume 2 da série Não Branco Não Homem.

Na continuação desta saga política, o escritor, músico e arquiteto Toni Grado desenvolve a rivalidade entre Robert Kotac, um maníaco milionário louco por carros, e seu arquirrival Alexandre Dragun, chefe de campanha do PON, principal partido de esquerda. Em meio a alianças inesperadas e reviravoltas eleitorais, o que menos importa é o bem-estar da população.

Enquanto acompanha os conflitos entre grupos políticos e sociais, o público conhece uma das principais personagens da série, Não Homem. A protagonista, chamada Chris, é uma genial pesquisadora, que não perde tempo sendo simpática com qualquer pessoa. De forma traumática, sua vida está prestes a ter uma reviravolta tão grande, que mudará para sempre a história da cidade.

Sinto as mãos grossas apertarem meu pescoço, com vontade,
agora, de quebrá-lo como um graveto. Meus sentidos me fogem,
e o céu, que nem está aí para o que me acontece,
falha em se aproximar terna e calidamente para me confortar
com seus braços de comprimento sem fim.
Por isso, ele não me diz o que eu gostaria de ouvir.
Que, no fim, ficará tudo bem. E não ficará.

(Não Branco Não Homem, pg 308)

Ao expor conflitos e contradições de classe, guerras invisíveis, alianças partidárias e reviravoltas eleitorais, Toni Grado aproxima a ficção de Não Branco Não Homem da realidade do Brasil atual. Neste lançamento, o leitor descobre que, independentemente ideologia política, todos podem ter um passado sombrio a esconder.

Sobre o autor: Toni Grado, 60 anos, é autor, músico e arquiteto, nascido e morador de São Paulo capital a vida toda. Lançou o CD Desoriente em 2009, em companhia do compositor e maestro Alexandre Guerra, e o álbum “Trilhas para lugar nenhum”, em 2021.  Escreveu “A Saga de Félix Farsa”, peça premiada com 3º lugar no I concurso de dramaturgia do SESI em 1995. Teve a peça “Vida Besta” montada em 1997. Em 2021, lançou seu primeiro romance Não Branco Não Homem e este é a tão aguardada continuação da obra.