Com a Batalha de Winterfell, Game of Thrones entra para a mitologia pop

Após nove anos, saga chega à reta final e entra na categoria das grandes referências da cultura pop, como Star Wars e Senhor dos Anéis

Maisie Williams, a Arya Stark de Game of Thrones
Maisie Williams, a Arya Stark de Game of Thrones | Foto: HBO / Divulgação

Após nove anos, a série Game of Thrones entra, definitivamente, para a galeria de clássicos da cultura pop. Assim como Star Wars, Matrix e Senhor dos Anéis, a saga inspirada na obra de R.R. Martin entrega uma mitologia levada a sério pelos fãs, que deixará um legado por longos anos.

O terceiro episódio da oitava temporada, The Long Night, exibido pela HBO na noite de domingo, 28, acelerou o coração dos fãs que curtem adrenalina. Ainda que o excesso de escuridão tenha incomodado, não faltaram belas coreografias de luta, agonia pela iminência de uma morte, suspense e apelo visual (a cena em que as espadas flamejantes dos dothrakis se apagam uma a uma é belíssima).

Já para aqueles que se viciaram na série por causa do roteiro surpreendente e do desapego (e até certa crueldade) em relação aos personagens mais carismáticos, a última temporada pode estar sendo um tanto frustrante – como já havia sido a sétima. Para esse segundo grupo, talvez os três últimos episódios tragam algum alento, ao retomar o foco nas intrigas em torno do Trono de Ferro.

A expectativa em torno da Batalha de Winterfell era enorme. Afinal, a saga passou por um intervalo de dois anos, a produção prometeu a maior batalha jamais realizada na televisão e o episódio foi o mais longo da série. Desde a primeira temporada, a chegada do Rei da Noite foi sendo construída, primeiro a conta-gotas e, ao longo do tempo, em forma de torrente.

Teaser do quarto episódio da oitava temporada de Game of Thrones

Personagens se despedem de forma heroica

Era o momento de o dique explodir. O episódio dois da oitava temporada já havia sinalizado que chegara a hora da despedida de alguns personagens cativantes. Contudo, ao contrário do que se acostumou a ver, as mortes, dessa vez, não foram indignas (como a de Ned Stark logo no primeiro ano), nem chocantes e inesperadas (como a de Lady Stark).

Sor Jorah, Theon, Beric Dondarrion, Melissandre e Lady Lyanna encontraram a morte de forma redentora e heroica. Na reta final, Game of Thrones parece não ser tão revolucionária assim – ainda que os três episódios finais possam mudar completamente essa percepção.

Em termo de ação, a Batalha de Winterfell foi de tirar o fôlego. Mas a própria série já havia entregado melhores, como a Batalha de Água Negra e, especialmente, a Batalha dos Bastardos. Tanto em Blackwater quanto em Battle of de Bastards, a fronteira entre o bem e o mal não era tão delimitada quanto em Winterfell.

Porém, esses detalhes estão longe de estragar GoT. Ao contrário, o maior mérito da série é exatamente servir um cardápio que agrada tanto o telespectador que busca um entretenimento, digamos, mais “cabeça”, quanto o que deseja apenas sentar-se no sofá com um copo de guaraná e um balde de pipoca.

A saga ainda tem três episódios, mas já deixa saudades.

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