“Blade Runner 2049” e a pedância dos entendidos de cinema que comentam na internet

Um filme até pode “não ser para todos os gostos”, mas essa não pode ser sua ambição original, sob pena de ter que sofrer as consequências por tal opção alternativa, que pode ser genuína, mas raramente fica bem em um blockbuster

Ryan Goslin, um dos principais atores de “Blade Runner 2049”

Ademir Luiz
Especial para o Jornal Opção

Uma das mais peculiares tribos urbanas surgidas no cenário cultural do sé­culo XXI são os “en­tendidos de cinema que comentam na internet”. Diferente dos normalmente humildes “apreciadores de literatura que comentam na internet”, o clã dos “entendidos de cinema que comentam na internet” se caracteriza pela pedância. Acham-se superiores ao que chamam de “espectadores comuns” e costumam usar frases como “esse filme não é para todos os gostos” ou “só gosto de cinema de autor”.

Basicamente, dois fenômenos ex­plicam a multiplicação dessa espécie. O primeiro é muito positivo e se re­fere à facilidade de acesso aos produtos audiovisuais nas últimas décadas. Ho­je há uma grande oferta de DVDs ou Blu-ray no mercado, muitos canais na TV aberta ou à cabo passam filmes de diferentes épocas e estilos, os sites de compartilhamento de vídeos se popularizaram etc. Há quinze ou vinte anos era muito difícil encontrar certas obras. Lembro-me, por exemplo, que passei quase dez anos procurando “Barry Lyn­don”, de Stanley Kubrick. Quando fi­nalmente o encontrei foi uma verdadeira conquista. Hoje, com uma busca rápida na internet, quem quiser, o localiza e baixa em questão de minutos.

O segundo motivo é, na verdade, um álibi: tornar-se um pretenso “entendido” em cinema é relativamente fácil. Diferente do que se espera de um expert em literatura, que precisa ler milhares ou mesmo milhões de páginas escritas pelos escritores fundamentais e estudar centenas de teóricos complexos, ao pretenso “especialista” em cinema basta ler uns dez ou quinze livros importantes e assistir uns cem ou duzentos filmes clássicos, algumas dezenas de obras pop bem avaliadas, aprender uma dúzia de termos técnicos, e pronto, pode sair por aí alegre e faceiro posando de “entendido” na sétima arte. Ou seja, para parecer que se entende de literatura uma vida é pouco, enquanto que com cinema basta uns meses para não fazer feio na comunidade de “entendidos”. Fique claro que não estou menosprezando a louvável arte cinematográfica, só me atrevo a expor o óbvio de que é mais fácil enganar com ela. Pelo menos se for em mesas de bar, finais de festa e fóruns na internet.

Cartaz do primeiro filme“Blade Runner”, de 1982

Por exemplo, basta escutar o título do jovem clássico de ficção científica “Blade Runner”, de Ridley Scott, que os “entendidos de cinema que comentam na internet” desfilam seu manancial de informações de Wikipédia. O filme é baseado no romance (fraco, aliás) “Sonham os androides com ovelhas elétricas?”, lançado pelo doidão Philip K. Dick em 1968. O filme teve seis versões até re­ceber o corte “final” (por en­quanto) em 2007. Sua primeira edição comercial, lançada em 1982, tinha final feliz aproveitando sobras de filmagens de “O Ilu­minado” e narração em of. O filme foi um fracasso na época do lançamento e foi ganhando dimensão cult nas décadas seguintes. E por aí vai.

O primeiro mito que precisa ser derrubado é essa história de que ele não foi compreendido na época do lançamento. Trata-se de uma meia verdade. Certamente não foi um sucesso de bilheteria, mas a crítica ficou, no mínimo, dividida. Por exemplo, a lendária Pauline Kael, provavelmente a mais popular e respeitada crítica de cinema dos Estados Unidos, aprovou “Blade Runner” logo de saída. No livro “1001 Noites de Cinema”, coletânea de sinopses publicados ao longo de três décadas na revista “New Yorker”, Pauline Kael anotou que “Blade Runner” é uma “ficção científica com cara própria, não pode ser ignorado: tem seu lugar na história do cinema”. Isso já em 1982.

Importante ressaltar que uma das principais características do trabalho de Pauline Kael, conforme lemos na apresentação brasileira de “1001 Noites de Cinema”, escrita por Sérgio Augusto, é sua “birra por filmes presunçosos, artísticos entre aspas, intelectualóides enfim”. No livro lemos textos hilariantes de Kael desancando clássicos aparentemente inatacáveis. Define “Fahrenheit 451”, de François Truffaut, como um projeto “um pouco insipido”, e avisa acerca de “Agonia de Amor”, de Alfred Hitchcock, que “há poucas emoções neste grande e mal concebido thriller de tribunal”.

Cartaz da sequência, de 2017

Pauline Kael não perdoava. Mas perdoou o “Blade Runner” de 1982, mesmo com sua narração em of malfeita e final feliz inconsistente. Como provavelmente faria com as edições de 1986, de 1992 e de 2007. Esses “Blade Runner” são filmes de atmosfera, mas com movimentadas cenas de ação; eram sofisticados, mas não intelectualóides; eram contemplativos, mas não sonolentos; eram sérios, mas não abdicavam no humor; tinham finais em aberto, mas não finais inconclusivos.

Por esses critérios, imagino que Pauline Kael reprovaria a continuação “Blade Runner 2049”, dirigido por Dennis Villeneuve, lançado em 2017 (dois anos antes data em que se passa o longa original). Compre­ensivel­mente, o filme foi adotado e celebrado pelos “entendidos de cinema que comentam na internet”. Gostar, ou pelo menos dizer que gostou do filme, tornou-se uma obrigação social na tribo. Se encaixa perfeitamente no estereótipo de “cinema de autor” que “não é para todos os gostos”. A primeira indicação pode até ser real, a segunda, se for verdade, explica o erro.

Minto, na verdade, o erro é de origem. Nada justificava uma continuação direta de “Blade Run­ner”. Sua história é totalmente fechada, assim como o arco dramático dos personagens. Pode­riam até aproveitar o universo, como foi feito no fraco “O soldado do futuro” (1998), estrelado por Kurt Russell, que trata das colônias fora da Terra. Imagino que os produtores calcularem que não teria o mesmo impacto e optaram por continuar o que não pedia para ser continuado. Compreensível, afinal o marketing de “Blade Runner 2049” o vende como uma obra de arte rebelde que desafia convenções, mas trata-se, acima de tudo, de um produto industrial.

E antes que me acusem de ser um saudosista reacionário que não suporta que os ícones de sua infância sejam conspurcados, afirmo que considero “Mad Max – Estrada da Fúria”, de 2015, uma obra-prima. Talvez o filme mais importante da década. Seus críticos costumam justificar que o roteiro é pobre e que o filme fica apenas na correria. Ledo engano, o roteiro de “Mad Max – Estrada da Fúria” é simples, mas nunca simplista e se desenvolve em camadas ao mesmo tempo em que a ação se desenrola.

Ocorre o exato oposto em “Bla­de Runner 2049”. Seu roteiro parece ser sofisticado e repleto de níveis de interpretação, mas, em uma análise mais atenta e menos deslumbrada, se revela confuso, indeciso, incompleto, cheio de clichês, pomposo, inverossímil e desrespeitoso com o filme original. Prova disso é o tratamento pífio dado ao personagem Gaff, interpretado por Edward James Olmos. Fundamental na trama anterior, Gaff aparece rapidamente, apenas para dar um alô para os fãs antigos, e some da tela. E, sim, eu sei que o roteirista Hampton Fancher também trabalhou no primeiro filme. Mas isso não quer dizer muita coisa, considerando que George Lucas roteirizou a trilogia prequela de “Star Wars”. Mas não vamos falar de midi-chlorians aqui. Vamos falar de algo pior, de algo ainda mais bobinho, do maior de todos os clichês do cinema: o “escolhido”. Ou, nesse caso, a “escolhida”.

O “Blade Runner” de Ridley Scott é um filme noir futurista. Basicamente acompanhamos um jovem e melancólico detetive fazendo o trabalho sujo da polícia em uma cidade suja e violenta. Trata-se de um enredo centrado, focado e fechado. “Blade Runner 2049” é o contrário. A narrativa começa porque o protagonista encontra por acaso algo que não deveria encontrar, mas em algum momento parece que orquestraram para ele achar, pois ele está pessoalmente envolvido no segredo, mas não dá para ter certeza. Ou não? Ao mesmo tempo, ele procura uma pessoa para obter pistas de não se sabe exatamente o que, sem saber que ela é a figura central da questão, e só descobre isso depois que encontra o pai dela, pensando ser ele mesmo o filho do sujeito, mas parece que não é, embora tenha o mesmo DNA e memórias de quem é. Ou não? Também tem o fato de que a tal pessoa que ele procurou por acaso é a “escolhida”, a esperança de uma raça inteira começar uma rebelião, que não aparece no filme porque faltou tempo, embora tenha quase três horas de exibição. Nesse mesmo tempo Ben-Hur já está se convertendo ao cristianismo. Ou não? E não podemos esquecer que descobrimos aqui que o pai da “escolhida” foi manipulado no primeiro filme para se encontrar com a mãe da “escolhida” de modo a gerar a “escolhida” no bom e velho método humano, numa conspiração maldosa de corporações industriais maléficas, que envolve sexo bizarro entre bonecos eróticos ultrarrealistas em tamanho natural. Pelo menos agora sei porque tem tanto japonês no filme de 1982. Ou não? Mas se tudo é uma conspiração porque não procuraram a escolhida antes? E se o detetive não tivesse descoberto o que descobriu por acaso no começo do filme? E se ele tivesse olhado para o outro lado e não tivesse visto a florzinha? Não teria filme? A culpa é do blecaute? Ah, esqueci no citar que no meio disso tudo ocorreu no passado um blecaute que apagou todos os dados dos computadores. Há também o fato de que uma empresa faliu porque fabricava replicantes enquanto outras fica cada vez mais poderosa porque fabrica replicantes. Por que? Porque sim, oras! Isso não é mais uma simples e direta investigação noir, mas a saga de uma família de escolhidos rebeldes envolvida em uma conspiração pela dominação do universo mediante a fabricação em série de formas de vida artificial. Ou seja: “Blade Runner” se tornou “Star Wars”. Bem que imaginei que George Lucas estava metido nisso.

Sim, eu sei que estou irritando os “entendidos de cinema que comentam na internet”, que acharam o roteiro super-coeso e super-inteligente e tal, que o roteiro expande o universo do filme anterior e tal. Que os entendidos se sentiram super-antenados quando entenderam a metáfora bíblica (de novo?!) do nascimento da criança “escolhida”, que curtiram o final citando “Os Brutos Também Amam” e que o “nome” do protagonista, K, é uma referência ao bom e velho K do Kafka e tal. Só não souberam explicar, ou nem pensaram nisso, porque todos os replicantes ilegais tinham nome e sobrenome no filme de 1982 e agora, devidamente legalizados e integrados na sociedade, são designados por siglas. Deixa para lá. A resposta deve ter se perdido como lágrimas na chuva.

Imagino também que, munidos da dúzia de termos técnicos de cinema que decoraram, os entendidos vão sair em defesa de “Blade Runner 2049” afirmando que ele foi muito bem fotografado por Roger Deakins. Sim, é verdade. Que o elenco é poderoso, contando com nomes de peso como Ryan Gosling, Harrison Ford, Robin Whrith e Jared Leto; além de coadjuvantes talentosos como Ana de Armas e Sylvia Hoeks. Sim, é verdade, nem o guardião da galáxia Dave Bautista compromete neste quesito. Vão dizer que a música de Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch é impactante. Aí eu teria que relativizar, pois se­quer se aproxima da força da trilha de Vangelis, mas, realmente, não chega a comprometer. Vão dizer que o figurino, o designer de produção e a direção de arte estão impecáveis. Sim, sim, eu sei, eu vi. Mas em mo­mento algum senti o realismo sujo do filme original, embora também não comprometa. Ou seja, está tudo no lugar. Concordo. As peças são boas. Em meu entender, o problema foi o que se fez com elas. Ou seja, a culpa foi do diretor. De seu ego.

Atualmente, sobretudo em uma produção multimilionária, a excelência técnica é obrigação. Nunca me convenceu esse argumento de que um filme vale pela fotografia ou pela direção de arte ou designer de som que seja. Se a narrativa estiver mal concatenada, nada disso o absolve. Vide o risível “Prometheus”, do mesmo Ridley Scott, ou mesmo, para continuar pegando no pé de George Lucas, “Star Wars – Episódio III – A Vingança dos Sith”. A escritora Camille Paglia indicou “A Vingança dos Sith” como marco final do desenvolvimento da história da arte em seu livro “Imagens Cintilantes”, por seu deslumbrante trabalho visual com computação gráfica. Isso muda o fato dele ridicularizar a imagem de Darth Vader? De transformar Yoda em um duende patético? De fazer do terrível Imperador Palpatine uma drag queen enfezada?

Certamente, Dennis Villeneuve não é George Lucas, que perdeu o ta­lento na década de 1970. Em tese, Villeneuve era o nome ideal para capitanear o projeto. Se “O Homem Duplicado” não é perfeito, por outro lado “Sicario” e “A Chegada” são obras admiráveis, tanto na construção narrativa quanto no ritmo. Justa­men­te os dois pontos fracos de “Blade Runner 2049”. Sua narrativa, como vimos, desfila clichês e destila inconsistências. Ao mesmo tempo, mesmo os defensores do filme, ainda que de modo envergonhado, temendo parecerem superficiais, reclamam um pouquinho do ritmo lento do filme. Na verdade, a edição é cheia de tempos mortos e pausas desnecessárias. Se­quências ótimas, como o “ménage à trois” quase virtual entre K, Joi e a sósia da Darryl Hannah, ficam perdidas entre incontáveis takes de ambientação desnecessários, uma vez que o universo onde se passa a narrativa já foi devidamente estabelecido nos primeiros dez minutos de projeção. Longas cenas panorâmicas que em “2001 – Uma odisseia no espaço”, do Kubrick, ou “Stalker”, de An­drei Tarkovsky, esculpiam o tempo no filme, em “Blade Runner 2049” parecem ser obstáculos a serem ultrapassados para se conseguir desenvolver a história. Prova disso é que o filme, apesar da longa duração, começa diversos subtemas que não con­segue desenvolver ou concluir, como a tal rebelião que ninguém sabe e ninguém viu (aquele povo to­do estava só esperando o K aparecer? Não fazem mais nada na vida?) ou mesmo estabelecer a figura do vilão, o senhor Wallace (por que não simplesmente um sobrinho neto do Tyrell ou algo assim? Por que complicar?).
Aliás, todos os erros do filme estão concentrados na concepção do personagem vivido por Jared Leto. Notem que em nenhuma de suas aparições o senhor Wallace age como se estivesse realmente em sua casa, agindo naturalmente. Em todos os momentos, o que é denunciado por seus gestos, postura corporal e entonação, ele parece estar atuando para a câmera de Villeneuve. Para entender o que pretendo dizer, comparem Wallace com o senhor Tyrell do filme original. Tyrell aparece na cama, jogando xadrez, trabalhando etc. Um homem normal e verossímil. Wallace, com suas falas declamatórias e cara de desdém maléfico, parece um vilão de 007. Não tem peso, não tem densidade, é uma caricatura. Parece não existir fora dos momentos nos quais é filmado.

Sinto essa postura autoconsciente em todo o elenco, e mesmo nos cenários. Parece que todos sabem que estão sendo filmados e agem de modo a impressionar o expectador. Em algumas cenas isso fica muito evidente, como na sequência onde se cria a memória da festa de aniversário ou quando a assistente malvada do senhor Wallace mata a chefe misteriosa do K. Para mim, isso é resultado da direção pesada de Dennis Villeneuve. A boa direção de cena deve ser sutil e te carregar para dentro do universo da obra sem solavancos. Nesse filme, a despeito da lentidão e mesmo por meio da lentidão, Villeneuve parece gritar para os espectadores: “Vejam como sou genial! Olha só o que consigo fazer!!! Que panorâmica foda!!! Chupa Ridley Scott!!!!”.

O resultado é que “Blade Run­ner 2049” é um fracasso de bilheteria. Se tivesse sido mais humilde, Dennis Villeneuve poderia ter feito uma bela aventura noir, sofisticada e ao, mesmo tempo, divertida, apreciável por todos os públicos, e não um monumento à pedância, “cinema de autor”, “que não é para todos os gostos”, para ser admirado de modo onanista apenas por iluminados “entendidos de cinema que co­mentam na internet”. Um filme até pode “não ser para todos os gostos”, mas essa não pode ser sua ambição original, sob pena de ter que sofrer as consequências por tal opção alternativa, que pode ser ge­nuína, mas raramente fica bem em um blockbuster. O intrigante “Mãe”, de Darren Arono­fsky, lançado pouco antes de “Blade Runner 2049”, é bem resolvido neste quesito. Sua estrutura complexa, baseada em metáforas dúbias, em nenhum momento parece forçada ou artificial. “Mãe” é o que é e não poderia ser outra coisa. Diferentemente, Villeneuve optou por fazer um elefante branco, e um elefante branco incompleto ainda por cima. Com o fracasso comercial, se estava pensando em uma continuação, é possível que ela não ocorra tão cedo.

Imagino que “entendidos de cinema que comentam na internet” vão usar o parágrafo acima contra mim, lembrando que o “Blade Runner” original também fracassou nas bilheterias, mas foi ganhando prestígio com o passar do tempo e hoje é conhecido como uma obra-prima. Não acredito. Para mim, “Blade Runner 2049” é apenas “o filme mais genial de todos os tempos da última semana”. Passado o entusiasmo da estreia vai cair no limbo, ruindo sob seu próprio peso paquidérmico e sonolento. No futuro quem quiser assistir um “Blade Runner” sempre vai preferir os das safras 1982, 1986, 1992 ou 2007. A safra 2017 (ou 2049) saiu muito aguada. De chuva ácida, aliás.

Enfim, teria sido melhor se tivessem feito a continuação do filme do Pelé.

Ademir Luiz é professor da UEG. Autor do romance “Fogo de Junho” (Prêmio Hugo de Carvalho Ramos 2014).

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Thales

Que texto vergonhoso.Denis Villeneuve teve a coragem de fazer um filme respeitando a obra de 1982, mantendo seu clima e suas discussões filosóficas.E você faz um texto criticando essa decisão e argumentando que ele deveria seguir uma postura de um típico filme blockbuster,com trama previsiva,clichês e sem camadas filosóficas.Realmente você mostra uma preguiça intelectual gigantesca,e uma falta de conhecimento sobre o gênero ficção científica.

Leonardo.

Decepcionante. É uma pena, pois no começo este artigo parecia bastante promissor. Mas no final, acabou sendo só mais um discurso de ódio e desprezo (ou seria “despeito”?), como taaaantos que cansamos de ver por aí. Que aliás, foram tão duramente criticados aqui (com razão, concordo), mas que no final não consegue se direfenciar deles. Fica pior: depois de tanto criticar o “pseudo-conhecimento” dos “pseudo-especialistas”, acaba cometendo erros como “narração em OF” (“OF” de quê?) e “DESIGNER de produção impecável” (se referindo à atividade, e não ao profissional). Não dá nem pra tentar desculpar fingindo que “deve ter sido só… Leia mais

Flávio Rodrigues

Blade Runner 2049 é ruim. Mad Max 2015 é péssimo. O melhor filme dos últimos tempos é Dunkirk. A esperar, agora, por ‘Blade Runner 2050 – A Revolução’.

Gerson

Seus argumentos te reduzem ao mesmo. Você acaba por ser aquilo que critica. “optaram por continuar o que não pedia para ser continuado”. Como você pode dar essa sentença ortodoxa sem parecer arrogante? “mas trata-se, acima de tudo, de um produto industrial”, você está apelando para a redundância, Todos os filmes hollywoodianos são um produto industrial, acima de tudo. Tanto aqueles que você gosta (como Mad Max), e as sequencias também, como aqueles que você não gosta. Na verdade, Blade Runner 49 se afasta de ser um filme industrializado, mesmo sendo, por sua personalidade, a mesma de 82. E sua… Leia mais

BrunoCaput

Gostei do “corajosamente fiel ao original”.. é isso aí..

Igor Pontes

Um ponto culminante da sua narrativa é a de que o cinema seja um tanto mais fácil de aprender do que literatura, sim, você está certo quanto a isso, afinal o cinema remonta a uma técnica muito recente, enquanto a literatura é antiga, o cinema é algo moderno, e ainda em constante construção. ”Doidão” no sentido de revolucionário? Um cara que conseguiu de alguma forma observar certas situações do futuro, seria isso o termo que você quis usar? Acho um tanto complicado dizer que o Villeneuve poderia ter sido mais leve, acho bastante improvável. Até mesmo seus primeiros filmes são… Leia mais

BrunoCaput

Alguns argumentos se quisermos manter o nível: tem três curtas no YouTube lançados pela Warner (Sony sei lá) Que explicam muitas dessas gaps no enredo que você mencionou. Pesquisa Blade Runner Blackout, foi coordenado pelo Vilenneuve e com o elenco do filme, quando aplicável. Agora o Jared leto ser artificial é opinião, pois se fosse muito “relaxado en casa”, o que seria maravilhoso, ficaria um personagem cópia do Tyrrell. Imaginemos apenas que são personalidades distintas, pode ser que Niander sempre tema sido rico, enfim. Não basta ter assistido pelo menos uma versão do primeiro, tem que assistir 3 curtas no… Leia mais

Jonatas

O filme é espetacular!

Valdemir junior

Rapaz, como é deprimente uma pessoa amargurada com a sua própria incompetência em não”entrar no grupo” dos especialistas. Sugiro ao grande e nobre educador que assista aos filmes de ficção com naturalidade e não como franco (fraco) atirador. Talvez isso te satisfaça internamente, matando assim seus fantasmas. Carpe Diem!!!

Diego

Falando em pedância, por casa como vai?

Waldir

Os comentários só servem para confirmar as afirmações do crítico, rs. Apenas mais um filme bonitinho mas ordinário que pseudos vão dizer que é cult porque acharam-se superiores por terem “entendido”, inclusive dizendo que esse é melhor que o primeiro. Que preguiça…

Luis F

Eu me vi um pouquinho na imagem construída no texto, já que, embora eu não me considere um “entendido”, gosto de acreditar que conheço pelo menos um pouquinho de cinema, o suficiente para “riscar a casca”. Enfim, eu senti um ar de prepotência em seu texto, como outros comentários aqui apontaram, especialmente em relação ao filme não ser o que você queria que ele tivesse sido (o que não é um demérito dele, só uma incompatibilidade com o seu gosto). Você usa o fato de a bilheteria dele não estar sendo boa para dizer algo como “viu só? Eu estou… Leia mais

Carlos

Não vou entrar na discussão sobre os especialistas modernos em cinema, mas o fato é que o filme está sendo mesmo supervalorizado por alguns. A dupla cientista-gente-ruim/assistente-malvada chega a lembrar a dupla Christopher Walker/Grace Jones num daqueles horrorosos filmes de 007 antigos. Não existe este maniqueísmo vilões/mocinhos ou bons/ruins no filme original. A pretensão foi grande, como foi grande a pretensão de retomar Alien ou Indiana Jones. Esta coisa de apocalipse climático e ecológico é muito batida. É claro que o filme tinha que se passar 30 anos depois, era preciso adequar o tempo ao envelhecimento do Harrison Ford para… Leia mais

Renata Borges

Todas as críticas que li sobre o Blade Runner 2049 (inclusive de outros críticos de cinema muito mais relevantes) diziam que o filme era fantástico. E eu sabia que ia vir alguém falar mal só pra bancar o diferentão, mas eu não esperava uma crítica tão mal escrita, com inúmeros erros ortográficos e trechos cômicos pelo exagero de arrogância, parece até que foi escrita por um menino contrariado de 13 anos e não por um professor. Querer argumentar que o filme não é bom porque não foi um sucesso de bilheteria é ridículo, já que tem várias produções que são… Leia mais

Gutiery

Eu não li tudo, mas Blade Runner como filme é uma verdadeira porcaria, até hoje não vi ninguém conseguir justificar de forma objetiva o porquê do filme ser bom. O universo de fato é incrível, dou aula de teoria Marxista e o filme retrata muito bem um munto onde a globalização se consolidou e o capitalismo atingiu seu ápice de desenvolvimento das forças produtivas, entretanto a história do filme é uma verdadeira porcaria, os diálogos são fracos e o pior de tudo é ver gente que nunca leu nem um panfleto de testemunha de jeová utilizando argumentos como “aspectos filosóficos”,… Leia mais

jose julio

Perfeito! Sou fã do Blade Runner de 1982, por suas inegáveis qualidades e assisti ao atual e concordo plenamente com seu texto. A decepção do ano. Ponto final,