Apontado pela mãe como abominação, por ser gay, Oliver Sacks se tornou um neurologista brilhante

O médico britânico vivia intensamente. Usou drogas. Cruzou os Estados Unidos de moto. Foi fisiculturista. Escreveu livros notáveis sobre seus pacientes. “Tempo de Despertar” foi levado ao cinema com Robin Williams e Robert de Niro

Autobiografia do neurologista Oliver Sacks, falecido este ano, conta a história de um homem múltiplo, de uma ambição cultural e científica rara

Autobiografia do neurologista Oliver Sacks, falecido este ano, conta a história de um homem múltiplo, de uma ambição cultural e científica rara

Candice Marques de Lima
Especial para o Jornal Opção

“Você é uma abominação. Qui­sera que você nunca tivesse nascido.” Essas palavras foram ditas a Oliver Sacks (1933-2015) por sua mãe, Muriel Elsie Landau, quando, aos 18 anos, seus pais souberam de sua homossexualidade. O neurologista inglês conta na autobiografia “Sempre em Movimento: Uma Vida” (Companhia das Letras, 354 páginas, tradução de Denise Bot­tmann) que essas palavras marcaram grande parte da sua vida, deixando-o com sentimento de culpa e inibindo suas experiências sexuais.

Filho caçula de quatro filhos, todos homens, de uma família judia, seus pais e seus dois irmãos mais velhos eram médicos e Sacks declara que havia “ficado entendido” que também seguiria essa profissão. Sempre teve interesse por ciência. Na infância teve um laboratório caseiro de química, onde praticava seus experimentos e algumas vezes enchia a casa com gases tóxicos. Tais experiências e as memórias da infância são contadas no livro “Tio Tungstênio” (Companhia das Letras, 335 páginas, tradução de Laura Teixeira Motta).

Junto ao seu interesse científico, era também um leitor ávido, lendo sempre biografias e literatura. Aos 16 anos leu o romance “Ulysses”, de James Joyce, e, durante a faculdade em Oxford, era assíduo frequentador da biblioteca, lendo Samuel Johnson, Hume, Gibbon e Pope. Ao ganhar o prêmio Theodore Williams de Anatomia Humana durante a faculdade, que consistia num valor de 50 libras, Sacks comprou os volumes do “Oxford English Dictionary”. Frisa que leu todo o dicionário durante a graduação e, já neurologista reputado internacionalmente, ainda gostava de tirar um volume da estante e fazer sua leitura antes de dormir.

Quando seus interesses passaram da química para a biologia, sua grande paixão tornou-se os livros de Charles Darwin. Leu todos, além de sua autobiografia, livro do qual mais gostou. Sacks adorava biografias e história e dizia que a neurologia carecia de uma história.

Motos e fisiculturismo

Oliver Sacks em sua BMW R60, em 1961: as motocicletas eram uma de suas grandes paixões

Oliver Sacks em sua BMW R60, em 1961: as motocicletas eram uma de suas grandes paixões

Além de um grande leitor, com uma vida intelectual intensa, Oliver Sacks teve dois outros interesses durante a juventude: motocicletas e fisiculturismo. Teve sua primeira moto aos 18 anos, uma BSA Bantam de segunda mão. Em seu primeiro passeio, descobriu que esta tinha defeito no freio e, como não conseguia pará-la, deu inúmeras voltas em torno do Regent’s Park, buzinando para que as pessoas se afastassem, até que o motor “engasgou e morreu”.

Os relatos de Sacks sobre suas viagens de motocicleta são interessantíssimos. Quando morou em Los Angeles, já formado e trabalhando como médico em um hospital, passava seus finais de semana viajando e percorria em torno de 1,6 mil quilômetros. “Partia para o Grand Canyon, a oitocentos quilômetros de distância, mas pela Rota 66, em linha reta. Viajava de noite, debruçado sobre o tanque; a moto tinha apenas trinta cavalos, mas, se eu ficasse bem inclinado, conseguia chegar quase a 160 por hora e, abaixado assim, conseguia manter a moto deslizando por horas e horas. Iluminada pelo farol — ou pela lua cheia, quando havia —, a estrada prateada desaparecia sob a roda dianteira, e às vezes eu tinha estranhas ilusões e inversões perceptuais. Algumas vezes sentia que estava inscrevendo uma linha na superfície da terra, outras vezes que estava imóvel, equilibrado no solo, o planeta inteiro girando em silêncio sob mim. Eu parava apenas nos postos de gasolina, para completar o tanque, esticar as pernas e trocar algumas palavras com o frentista. Se mantivesse a velocidade máxima, conseguia chegar ao Grand Canyon a tempo de ver o pôr do sol.”

Durante essas viagens, Sacks relata que geralmente dormia ao ar livre, num saco de dormir. Numa dessas noites, colocou o saco de dormir sobre algo que parecia um musgo macio. Ao acordar pela manhã, percebeu que dormira sobre um volume enorme de esporos de fungos, que poderia causar, entre outras coisas, pneumonia ou meningite. Felizmente, embora o exame de pele para o fungo tenha dado positivo, não desenvolveu nenhum sintoma.

Ao mesmo tempo que fazia suas viagens de moto, Sacks tornou-se fisiculturista. Frequentava academia e impôs-se uma dieta de “cinco cheeseburgers duplos e meia dúzia de milk-shakes no fim da tarde” e assim passou da categoria de “meio-pesado (até noventa quilos) para pesado (até 110 quilos) e superpesado (sem limite de peso)”. Bateu o recorde de agachamento da Califórnia e ergueu uma barra com 272 quilos nos ombros.

LSD e metanfetamina

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Tudo para Oliver Sacks tinha de ser vivido com grande intensidade e de maneira ilimitada. Assim também foi sua relação com as drogas. Teve vontade de testar as drogas psicoativas que no começo dos anos 1960 eram estudadas e acreditava que, com essas experiências, poderia entender o estado de alguns pacientes. Fez uso de LSD, tomou 20 cápsulas de uma só vez de Artane, medicamento para tratar o mal de Parkinson, e foi usuário de metanfetamina por quatro anos. Com essa droga, não tinha sono e nem comia direito, o que resultou em uma perda de 40 quilos de peso. Relata que utilizava doses cada vez maiores e sob efeito da droga, “não precisava de nada nem de ninguém para “completar” meu prazer; era completo na sua essência, embora totalmente vazio. Todos os demais motivos, objetivos, interesses, desejos desapareciam no vácuo do êxtase”.

O que no início foi uma busca de experiência profissional, tornou-se totalmente compulsivo e Sacks passou a faltar ao trabalho por dias seguidos. Quando percebeu que o uso de drogas poderia ser motivado por “problemas psicológicos muito profundos”, procurou um psicanalista. Ao conhecer o dr. Shengold, conta que achou-o muito jovem, era apenas um pouco mais velho que Sacks, mas percebeu que “era um indivíduo de competência e caráter excepcionais, alguém capaz de atravessar as minhas defesa sem se deixar desviar pela minha loquacidade”.

O psicanalista disse-lhe que, se continuasse usando drogas, ficaria fora do alcance da análise e que não poderia continuar a atendê-lo. Sacks assinala que ficou “apavorado à ideia de ficar ‘fora do alcance’ e ainda mais apavorado em perder Shengold”. Tinha medo de tornar-se esquizofrênico como seu irmão Michael, o único que não se tornou médico e era entregador de correspondências, as quais acreditava serem informações secretas. Perguntou se era esquizofrênico, e o psicanalista disse-lhe que não. Indagou se era “apenas neurótico” e Shengold respondeu-lhe novamente que não. Disse que deixou por isso mesmo e continuou sua análise com a mesma pessoa por mais de 49 anos, duas vezes por semana. Na velhice, quando teve problemas na coluna, fazia as sessões de análise em pé por causa de dores intensas.

Além de ajudá-lo a parar com o uso de drogas, Sacks conta que o dr. Shengold o ensinou a “prestar atenção, a escutar o que está por trás da consciência ou das palavras” e que isso foi muito importante na relação com seus próprios pacientes, os quais podem lhe contar coisas inconcebíveis em um contato social comum.

A partir disso, mesmo com muita dificuldade, Sacks conseguiu parar de usar metanfetamina ao perceber que, para livrar-se das drogas, teria de encontrar um trabalho satisfatório e criativo. Desistiu, portanto, de ser pesquisador e tornou-se clínico. Diz que achava seus pacientes fascinantes e que se importava com eles.

Em sua última “viagem” com metanfetamina, Sacks percebeu que poderia escrever um livro sobre enxaqueca, pois trabalhava numa clínica de cefaleias e escutava as narrativas de seus pacientes. Escrever parecia ser uma necessidade para o neurologista. Começou a fazer anotações em diários a partir dos 14 anos e, durante sua vida, escreveu aproximadamente mil.
Mantinha sempre “um caderno de notas na mesinha de cabeceira, para os sonhos e pensamentos noturnos, e procuro ter sempre um comigo na beira da piscina, à margem de um lago ou na praia”.

Um contador de histórias

Oliver Sacks, o fisiculturista, faz um agachamento completo com 272 quilos: recorde em 1961, na Califórnia

Oliver Sacks, o fisiculturista, faz um agachamento completo com 272 quilos: recorde em 1961, na Califórnia

Sacks sublinha que parte de sua atividade escrita é referente a notas clínicas e foi assim que escreveu seus livros. “Com uma população de quinhentos pacientes no Beth Abraham, trezentos abrigados nos lares das Irmãzinhas e milhares de pacientes entrando e saindo do Bronx State Hospital, escrevi bem mais de mil notas por ano ao longo de muitas décadas, e gostava disso; as minhas anotações eram extensas e detalhadas, e há quem diga que algumas podem ser lidas como romances.” Definia-se como um contador de histórias.

Quando já estava velho e tinha dores ciáticas intensas, para não parar de escrever, Sacks montou uma plataforma com os dicionários Oxford na escrivaninha, na qual escrevia. As­sinala que escrever tinha o mesmo efeito que a morfina.

Embora morasse nos Estados Unidos desde que se formou, Sacks publicou seu primeiro livro, “En­xaqueca”, na Inglaterra. A partir deste, seguiram-se outros livros, como “Tempo de Despertar”, no qual relata seu trabalho com pacientes sobreviventes de uma epidemia de encefalite letárgica no começo dos anos 1920. Tais pacientes tiveram como resultado síndromes pós-encefalíticas que os deixaram imobilizados em estados parkinsonianos ou em posturas catatônicas. Em raras ocasiões esses pacientes podiam mover-se e a música possibilitava que dançassem, mesmo não conseguindo andar, cantar ou falar.

Ao saber de relatos de pesquisa bem sucedidos com pacientes parkinsonianos com os quais havia sido utilizado L-dopa, precursor da dopamina, Oliver Sacks ministrou nos pacientes pós-encefalíticos o medicamento. O resultado, com o despertar dessas pessoas, foi impressionante. Infelizmente, surgiram, além de efeitos colaterais, “flutuações súbitas e imprevisíveis e extrema sensibilidade ao medicamento”.

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O livro foi transformado em filme com o mesmo título em 1989 e teve a atuação de Robin Williams como Oliver Sacks [foto ao lado] e Robert De Niro como um dos pacientes.

Apesar de uma vida intensa e, como ele mesmo nomeia, “sempre em movimento”, Sacks ficou 35 anos sem ter relações sexuais. Na juventude teve paixões platônicas por homens heterossexuais. Sua primeira relação sexual aconteceu aos 22 anos em Amsterdam, com um desconhecido, quando, alcoolizado, estava inconsciente.

Aos 75 anos conheceu um escritor, Billy Hayes, pelo qual se apaixonou e se autorizou viver uma relação amorosa. Apresentou-o a seus parentes, seus pais e irmãos já haviam morrido, e viveu os últimos anos de sua vida com o companheiro. Viajaram juntos, gostavam de ir à Islândia, liam seus trabalhos em andamento, enfim, des­frutaram de uma vida em co­mum, que segundo Sacks sempre manteve à distância. “Sempre em mo­vimento” é dedicado a Billy Hayes [abaixo com Oliver Sacks].

Oliver sacks e billy hayes

Em dezembro de 2005, Sacks descobriu um melanoma no olho direito que o deixou com uma cegueira parcial. Apesar da pouca probabilidade deste tipo de melanoma fazer metástase, no último ano Sacks descobriu várias metástases em seu fígado e em um artigo, publicado em fevereiro de 2015, explicou que, “apesar de ser possível desacelerar seu avanço, esse tipo específico não pode ser destruído. Depende de mim agora escolher como levar os meses que me restam. Tenho de viver da maneira mais rica, profunda e produtiva que conseguir”.

Sacks faleceu no dia 30 de agosto de 2015, seis meses após escrever o artigo. Realmente viveu rica e intensamente sua vida, conforme revela na autobiografia e pode-se ler nos diversos livros que escreveu, 13 ao todo.

As palavras que sua mãe lhe disse aos 18 anos, embora tenham tido um grande impacto em sua vida, como ele mesmo relata, especialmente nas experiências sexuais, também possibilitaram que fosse além desse dito materno “você é uma abominação” e tenha se tornado uma pessoa dotada de grande sensibilidade e percepção do outro.

Candice Marques de Lima é psicóloga e professora da Universidade Federal de Goiás (UFG).

 

Clínico sabia escutar os pacientes e contar suas histórias com precisão, clareza e rara sensibilidade 

Robin Williams e Robert de Niro em Tempo de Despertar

A maioria dos livros publicados pelo neurologista inglês Oliver Sacks relata histórias de seus pacientes entrelaçadas a teorias científicas. São livros que servem para conhecimento principalmente do público leigo.

Cedo, Sacks percebeu que não tinha perfil para ser pesquisador. Quando mudou-se para Nova York, em 1965, tinha uma bolsa de pesquisa em neuroquímica e neuropatologia no Albert Einstein College of Medicine. Já havia tido problemas com pesquisa em Oxford e queria dessa vez fazer diferente. Decidiu pesquisar sobre a mielina, recolheu o material de diversas minhocas do jardim da faculdade e anotou todos os dados num caderno. Um dia, ao sair apressado para o trabalho, não prendeu o caderno no bagageiro da moto adequadamente e de repente esse caiu e foi despedaçado pelo trânsito.

Apesar disso, Sacks consolou-se, pois ainda tinha as mielinas, que algumas semanas depois desapareceram do laboratório. Acredita que tenha espanado a mielina ou jogado-a fora. Foi convocada então uma reunião na qual seus chefes lhe disseram: “Sacks, você é um perigo no laboratório. Por que não vai atender pacientes? O estrago vai ser menor”.

O mundo perdeu possivelmente um pesquisador mediano, e desastrado, mas ganhou um clínico capaz de escutar os pacientes e contar com sensibilidade e precisão suas histórias. Sacks parecia ver onde a maioria das pessoas não via e conseguiu um feito que infelizmente na medicina tem sido pouco valorizado — reconhecer a singularidade humana.

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Possivelmente esse olhar para a subjetividade levou Sacks a desenvolver relações ricas com diversas personalidades, tanto nas ciências quanto na literatura. Foi amigo de poetas como o britânico W. H. Auden [ao lado], manteve correspondência com o neuropsicólogo soviético Alexander R. Lúria, além de atores como Robin Williams.

Mantinha também amizade com o paleontólogo e biólogo Stephen Jay Gould [foto abaixo], sobre o qual relata que, no aniversário de seus amigos, gostava de fazer um bolo, receita de sua mãe, e sempre escrevia um poema para recitar. No aniversário de Sacks de 1997, Gould recitou o seguinte poema: “Esse cara, que está apaixonado por uma palmeira/ E antes podia estar numa propaganda motoqueira,/ Rei do multidiversário,/ Viva! Feliz aniversário!/ Deixa o velho Freud comendo poeira./ Com enxaqueca, daltônico, perna mancando/ Com a cabeça no chapéu, em Marte despertando/ Oliver Sacks/ Ainda tem uma vida máxi/ E deixa os golfinhos para trás ao sair nadando”.

Stephen Jay Gould

Sacks sabia de sua importância e inteligência, embora tenha confessado não sentir-se inteligente. Uma contradição.

Humano, profundamente humano. Ao ler a autobiografia de Oliver Sacks pode-se ter a impressão de entrar em contato com uma pessoa comum, dessas que se pode encontrar numa esquina e bater um papo sem pretensões, ao mesmo tempo que se percebe o grande intelectual e profissional que foi, divulgador científico e que fez diferença na vida de muitas pessoas com as quais se relacionou. A obra e a vida rica são grandes legados. (Candice Marques de Lima)

 

Livros do neurologista britânico Oliver Sacks publicados no Brasil pela editora Companhia das Letras

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1 — “Alucinações Musicais — Relatos Sobre a Música e o Cérebro” (tradução de Laura Teixeira Motta, 368 páginas).
2 — “Um antropólogo em Marte — Sete Histórias Paradoxais” (tradução de Bernardo Carvalho, 352 páginas).
3 — “Com Uma Perna Só” (tradução de Laura Teixeira Motta, 216 páginas. Sobre um acidente que sofreu e ao se tornar paciente).
4 — “Diário de Oaxaca” (tradução de Laura Teixeira Motta, 128 páginas. Diário de sua viagem ao Estado de Oaxaca, no México).
5 — “Enxaqueca” (tradução de Laura Teixeira Motta, 440 páginas).
6 — “O Homem Que Confundiu Sua Mulher Com Um Chapéu — E Outras Histórias Clínicas” (tradução de Laura Teixeira Motta, 272 páginas).
7 — “A Ilha dos Daltônicos — E a Ilha das Cicadáceas” (tradução de Laura Teixeira Motta, 288 páginas).
8 — “A Mente Assombrada” (tradução de Laura Teixeira Motta, 288 páginas).
9 — “O Olhar da Mente” (tradução de Laura Teixeira Motta, 232 páginas).

Oliver Sacks 11468_g10 — “Tio Tungstênio — Memórias de uma Infância Química” (tradução de Laura Teixeira Motta, 340 páginas).
11 — “Tempo de Despertar” (tradução de Laura Teixeira Motta, 452 páginas).
12 — “Vendo Vozes — Uma Viagem ao Mundo dos Surdos” (tradução de Laura Teixeira Motta, 216 páginas).
13 — “Sempre em Movimento — Uma Vida” (tradução de Denise Bottmann, 392 páginas).

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Francisco Carlos

Pois é…
Palavras duras de sua mãe…
Mulheres não são os anjos que a mídia feministo-misândrica tenta incutar nas mentes em geral.
Mulheres, no uso da palavra, são seres monstruosos.

Francisco Carlos

Mulheres e suas palavras incentivadoras!
Santas demais!
Deveriam ser todas elas canonizadas!