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Que não se enganem os críticos do prefeito de Anápolis, João Gomes. Ele trabalha de sol a sol. Chega na prefeitura às 7 horas, e até mais cedo, e só vai embora para casa a partir das 21 horas. E está sempre andando pela cidade, verificando as ações de sua equipe. Sem contar que às vezes sai para alguma atividade extra. O petista é uma máquina para trabalhar. Aos que perguntam porque seu trabalho não aparece tanto, Gomes diz, com seu estilo apressado e ágil, que, no momento, quem tem de brilhar não é ele, e sim o candidato do PT a governador, Antônio Gomide. Para não ofuscar o candidato, prefere ficar nas sombras. Depois das eleições, com a prefeitura azeitada, João Gomes pretende se divulgar de maneira mais adequada.
Retirando Aguimar Jesuíno, candidato a senador, e Elias Vaz, candidato a deputado estadual, o PSB de Goiás é apontado como caiadista. Vanderlan Cardoso, embora diga o contrário, para não ser apontado como infiel partidariamente, apoia Ronaldo Caiado (DEM) para senador. E nem é mais por debaixo dos panos.
A partir do próximo ano, Vanderlan Cardoso e Marina Silva não estarão filiados ao mesmo partido, o PSB. Vanderlan deve continuar no PSB e Marina vai migrar, com vários integrantes do Partido Socialista Brasileiro, para o partido Rede Sustentabilidade.
O grupo de Vanderlan Cardoso vai rachar no segundo turno — se ele decidir embarcar na candidatura de Iris Rezende. No caso, claro, de ocorrer segundo turno. O prefeito de Senador Canedo, Misael Oliveira, não apoia Iris Rezende nem que a vaca tussa em aramaico. Integrante do PDT, vai subir no palanque do tucano-chefe, Marconi Perillo. Pelo menos um líder do PSC, historicamente ligado a Marconi, vai apoiá-lo. O grupo de Vanderlan vai rachar se ele decidir apoiar Iris, na hipótese de segundo turno
É quase certo que Jayme Rincon será candidato a prefeito de Goiânia, pelo PSDB, com o deputado Sandes Júnior (PP) na sua vice. Virmondes Cruvinel Filho (PSD) também é cotado para vice de Rincon, assim como a vereadora Cristina Lopes (PSDB). Detalhe: os três aceitam ser vice de Rincon numa boa, sem sacrifício.
A turma do marketing de Iris Rezende recomenda que o candidato, nas entrevistas, se comporte com mais calma. Ele não está deixando os jornalistas falarem. E, como fala demais, sem pausa, está salivando muito. Aos 80 anos (81 em dezembro), Iris está se comportando como amador. Dimas Thomas, um dos poucos que tem coragem de dizer a verdade ao candidato do PMDB, tem de alertá-lo. O peemedebista está fora de controle, excessivamente agressivo.
Após os compromissos políticos no Entorno do Distrito Federal, Lucas Vergílio foi para Itaberaí, no Centro Goiano, onde participou de evento político com o Movimento Feminino e demais lideranças do PMDB, como o deputado estadual e candidato à reeleição, Wagner Siqueira (PMDB), e o coordenador da campanha do candidato a governador Iris Rezende (PMDB), o ex-deputado federal Barbosa Neto (PMDB). O evento ocorreu na casa da tradicional moradora de Itaberaí, Dona Mirna (mãe de Barbosa Neto), e reuniu cerca de 300 mulheres. Em seu discurso, Lucas lembrou que o deputado federal Armando Vergílio trouxe emendas superiores a 1 milhão de reais que foram convertidas em investimentos para a cidade. “Podem ficar tranquilos, pois Itaberaí vai ter um deputado federal de verdade que vai defender os interesses desta cidade na Câmara Federal.”
Uma das principais bandeiras políticas do candidato a deputado federal, Lucas Vergílio (SD), é pela defesa dos interesses do setor de seguros, da previdência privada complementar aberta, saúde e de capitalização na Câmara dos deputados em Brasília. O jovem de 27 anos, empresário do setor, é o atual vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Capitalização e de Previdência Privada no Estado de Goiás (Sincor-GO) e representante da Federação na Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O deputado federal Armando Vergílio (SD), pai de Lucas, fez muito pela área no Congresso Nacional, sendo dele uma das maiores atuações para aprovação do novo Supersimples, conhecido regime simplificado de tributação destinado às micro e pequenas empresas, que beneficia diretamente o segmento de corretagem de seguros. As corretoras foram inclusas na Tabela 3 do Simples Nacional graças aos esforços políticos de Armando. Lucas Vergílio tem a incumbência de seguir nas lutas iniciadas pelo pai, e sua primeira tarefa, caso eleito, será a de dar continuidade aos trabalhos tocados por Armando como a regulamentação do Projeto de Lei nº 3555/2004 que reformula, contextualiza e atualiza as normas gerais dos contratos de seguro privado vigentes no País. O jovem candidato também vai dar prosseguimento aos trabalhos levados afinco por Armando em defesa da aprovação do Projeto de Lei nº 7.052/14, que estabelece parâmetros para a contratação do VGBL Saúde, de extrema importância para a sociedade brasileira.
De um friboizista juramentado: “Júnior Friboi recomenda: ‘Iris Rezende é prejudicial à saúde democrática do PMDB”. O friboizista diz que, se pudesse, colocaria a frase no estatuto do PMDB.
O candidato do PMDB a governador de Goiás, Iris Rezende, decidiu que vai aumentar o tom das críticas ao governo de Marconi Perillo. O grupo de Iris avalia que as críticas deram resultado, estabilizando o quadro eleitoral, e que os peemedebistas estão conseguindo atrair o governador Marconi Perillo para a “guerra”.
José Roberto Arruda, do PR, barrado pelo TSE, deve retirar sua candidatura a governador do Distrito Federal na segunda-feira, último dia para se processar a troca de candidatos. Arruda, líder nas pesquisas, é ficha suja, mas recorreu ao STF. Porém, como sabe que não tem escapatória, estuda lançar Flávia Arrudinha, ou Flávia Furação (ela foi a moça do tempo na televisão), para governadora. Seria uma forma, se ela for eleita, de ele governador indiretamente, como uma espécie de primeiro-ministro plenipotenciário.
O vice-prefeito de Goiânia, Agenor Mariano, irista juramentado, afirma que a aliança entre PMDB, DEM e Solidariedade elege pelo menos quatro deputados federais, possivelmente Iris Araújo, Daniel Vilela, Pedro Chaves e Lucas Vergílio. “Mas não será surpresa se elegermos mais um. José Rico, Paulo do Valle e Tatiana Lemos são bons nomes”, afirma.
Roberto Campos, estrela de vários governos — da gestão democrática de Getúlio Vargas aos governos de Juscelino Kubitschek e João Goulart, até se tornar a peça-chave da equipe do general Castello Branco —, era um economista erudito. Na época da ditadura, apelidaram-no de Bob Fields. Ele não deu a mínima, mas, quando o socialismo ruiu, entre as décadas de 1980 e 1990, apelidou-se de Robarchev. Porque quase tudo que dizia sobre o socialismo, sobre sua incompatibilidade com o sucesso econômico, comprovou-se quando a União Soviética e os países satélites desmoronaram.
Roberto Campos tinha um humor ferino, tão cortante quanto o de Bernard Shaw, H. L. Mencken e Karl Kraus. “Lanterna na Popa” talvez seja o melhor livro de memórias da história brasileira. Só não é apresentado assim porque o autor permanece visto como o “economista que serviu à ditadura”. É mais honesto dizer que serviu ao País e que, na ditadura, chegou a defender civis importantes, como o presidente Juscelino Kubitschek.
No site do Comunique-se, o jornalista Moacir Japiassu — ótimo escritor, por final — listou dez frases menckenianas ou, aqui e ali, nelsonrodriguianas de Roberto Campos:
— A burrice no Brasil tem um passado glorioso e um futuro promissor.
— A diplomacia é como filme pornográfico: é melhor participar do que assistir.
— A inveja é o mau hálito da alma.
— Em nossa religião camarada, Deus é quase um membro da família. Um pai tolerante, muito ocupado com outras coisas, mas a quem se recorre num aperto.
— Sou chamado a responder rotineiramente à pergunta: haverá saída para o Brasil? Respondo dizendo que há três: o aeroporto do Galeão, o de Cumbica e o liberalismo.
— Estatização no Brasil é como mamilo de homem: não é útil nem ornamental.
— Apesar de intransigentemente privatista, advogaria a estatização da pena de morte, que é hoje indústria rentável em Alagoas e na Baixada Fluminense.
— A burrice é o único símile do infinito.
— Os índios brasileiros são os maiores latifundiários pobres do planeta.
— Os artistas brasileiros são socialistas nos dedos ou na voz, mas invariavelmente capitalistas nos bolsos.
Quando prefeito de Porangatu, o tucano José Osvaldo colocou vários idosos num asilo ao lado do cemitério da cidade. Os velhinhos reclamaram durante oito anos, alegando que, além de “mau agouro”, era de mau gosto e indelicado com eles. Nada adiantou. José Osvaldo fingia que não os ouvia. O prefeito Eronildo Valadares (PMDB) assumiu há menos de dois anos e já tirou os idosos da vizinhança mórbida do cemitério. O Lar dos Idosos agora está no bairro Santa Luzia, numa casa mais confortável e, sobretudo, longe de cemitério.
A Câmara de Vereadores de Goiânia vai examinar a reforma da Lei 014, o Código de Posturas, que tem mais de 15 anos e, assim, está desatualizado, não correspondendo mais às mudanças que ocorreram na cidade. Um dos capítulos é sobre a colocação de out doors e fachadas comerciais. O vereador Anselmo Pereira (PSDB) afirma que a redução das fachadas (para preservar o estilo art déco do centro da capital) e a colocação de outdoors apenas em determinados lugares já estão provocando um debate aceso. O sindicato da categoria não concorda com a disciplinação que está sendo proposta pelo prefeito Paulo Garcia, do PT.

